Superação do pânico
Autor Teresa Cristina Pascotto
Assunto AutoconhecimentoAtualizado em 2/4/2026 5:32:11 PM
Quando uma pessoa - vou falar "pessoa x" -, sensível às energias densas emanadas pelas pessoas, vive uma vida sempre com medo, com o tempo, geralmente, ela começa a experimentar o pânico. O medo não reconhecido e não tratado, levará a essa condição.
Não falo exatamente do medo de situações e condições que acontecem na vida da matéria, mas do medo que sente diante das interações com os outros, pelo fato dessas interações acontecerem em termos de trocas energéticas e manipulações psíquicas e espirituais.
Essas interações energéticas ocorrem sempre entre as pessoas, de várias formas e intensidades. Algumas seriam trocas de energias que se manifestam até mesmo na interação na vida da matéria, portanto, mais "superficiais". Porém, até mesmo essas interações superficiais, ocorrem num plano oculto entre as pessoas, que de alguma forma, todos sentem - com consciência ou não - as energias uns dos outros. Muito mais intensamente e até gravemente, ocorrem em realidades paralelas, onde essas interações psíquicas, energéticas e espirituais acontecem de forma "real", com potência para influenciar diretamente a vida na matéria da pessoa e todos os seus corpos. Essas dinâmicas ocultas, nas realidades paralelas, como sempre digo, afetam e determinam totalmente o que ocorre na vida das pessoas.
Nessas realidades paralelas - neste caso falo de realidades de frequências mais densas e baixas - as pessoas estão em desdobramento em "partes delas", estão interagindo umas com as outras, como expressões humanas delas mesmas, criando uma vida paralela densa e desequilibrada.
Muitas pessoas podem ter percepções disso, podem sentir as energias dos outros, mas, em geral, as pessoas percebem isso de forma superficial, com mais ou menos intensidade e desconforto, porém, não sabem que se trata de interações tão profundas e perturbadoras, nas dinâmicas ocultas, que estão muito além do que estão vivendo no mesmo momento, na vida da matéria.
Por exemplo, se a pessoa X, que tem medos pelo que os outros possam lhe fazer de mal, psiquicamente - medo inconsciente, pelo fato de ser mais sensível às energias -, ela poderá interagir com determinada pessoa, em que estão conversando sobre algo corriqueiro, uma conversa sem grandes emoções, em que a outra pessoa, aparentemente, não está "fazendo nada de mal" para a pessoa X. Porém, a pessoa X que vive com medo dos outros, enquanto está interagindo nessa conversa "normal", começa a sentir um grande desconforto e, se ela conseguir ter percepções sobre esse desconforto, perceberá que está sentindo muito medo dessa pessoa. Outras, talvez só sintam o desconforto e nem saibam que é medo. Mas de alguma forma esse medo não percebido irá afetá-las.
O que ocorre neste contexto, é que a outra pessoa que está conversando com a pessoa X, que tem medo, é uma pessoa raivosa e dominadora por natureza e, enquanto está conversando, está sempre tentando manipular e dominar o outro. Ou seja, aparentemente, é somente uma conversa, mas, nas dinâmicas ocultas, dessas interações energéticas e espirituais, a outra está mesmo vibrando algo negativo contra a pessoa X, ela está fingindo ser amigável, porém, talvez sinta inveja e raiva da pessoa X, e está vibrando isso em direção à pessoa X. Assim, a pessoa X que tem medo, vai captar essa vibração e vai reagir sentindo medo, e sentindo todo o mal que esse medo lhe traz. E isso sempre ocorre na vida da pessoa X. Ela sempre reage ao mundo, sentindo sempre medo.
Outro exemplo, mais profundo: a pessoa X que sempre sente medo, muito provavelmente começou a viver isso desde seu nascimento, quando seus pais impuseram algumas condições e mandatos inconscientes, no sentido de fazer essa pessoa ser obediente e sempre fazer tudo o que eles desejassem, mesmo que isso significasse a exploração dessa criança.
Antes de prosseguir, quero pontuar que o fato de eu falar sobre pessoas que, aparentemente, são frágeis, dominadas e predadas, como um exemplo "básico" sobre esse tipo de pessoa e, em especial, em se tratando de abordar o pânico - pois este é um perfil de pessoas que mais facilmente se submetem a esse tipo de contexto, por escolha de suas almas -, não quer dizer que essas pessoas sejam exatamente "vítimas", elas podem ser "vistas" dentro do contexto que menciono, como "vítimas naturais desses eventos" - e de certa forma são -, mas por trás dessas condições há também o lado sombrio desse tipo de pessoa, que até pode se "beneficiar" sendo a vítima do pânico.
Outra questão também, é que os tais predadores, dominadores e devoradores de energias e de almas, muitas vezes, acabam se utilizando dessas suas forças, como uma arma contra o próprio pânico que eles contêm e fazem de tudo para negar e evitar.
Desta forma, fica claro, que na abordagem sobre o pânico, apesar dos exemplos que normalmente trago - de pessoas que são predadas, que é o mais comum -, há também contextos em que os predadores são pessoas carregadas de pânico. E, com isso, muitas vezes, para conter e interditar um predador tão agressivo e voraz, o recurso especial é justamente esse predador ser "atacado por predadores piores do que eles", para que então seu pânico venha à tona e eles possam paralisar de pânico, o que os bloquearia para que não mais ataquem os outros.
Retomando. Se, num cenário pior, esses pais escolhem essa criança para ser a salvadora da família, no sentido de que todo o mal de todos será transferido e inserido nessa criança, e tudo o que é de bom que há nessa criança , incluindo sua vitalidade e potenciais, lhe será tirado para dar a todos, essa criança então, terá a óbvia tendência a passar do medo para o pânico ao longo da vida.
Nesses mandatos, a informação velada é de que se a pessoa X não fizer tudo o que eles exigem e precisam que faça, então ela será "agredida energeticamente", será rejeitada e, até mesmo, excluída - não na realidade da vida na matéria, mas uma exclusão num outro plano, num realidade paralela, em que essa exclusão é extremamente dolorosa -, ou seja, ameaçam velada, inconsciente e psiquicamente a criança e isso tem um poder negativo extremo sobre ela, que arrasta essa condição do mandato, por toda a sua vida, em sua interação com o mundo.
Ou até que tome consciência sobre esse contexto que há oculto em seu inconsciente e descubra essas verdades, para então mudar essa condição.
Para não sofrer de forma explícita, inconscientemente ocultando de si mesma toda essa realidade de sua extrema dor interna, ela criou mecanismos de defesa que incluíram se anular, ser invisível e ser extremamente obediente. Mas sempre com muito medo inconsciente. Ela criou um certo anestesiamento, para poder sobreviver a isso. E, dependendo das habilidades que sua alma trouxe como dons, caso ela consiga "sair e se projetar" psiquicamente, para um "lugar fora dali", ela será meio alheia à realidade, mas poderá ter uma "presença" que agrade os outros. Com isso, ela continua sentindo medos intensos e para sobreviver, poderá se esconder em si mesma, se anulando ainda mais. Nas aparências da vida na matéria, ela poderá ser uma pessoa "normal", que não demonstra seus medos e, se perceber que além de ser salvadora, precisa agradar a família, poderá ser uma pessoa - pelo alheamento da realidade - até alegre. Tudo isso para ser aprovada. Além de ser a lixeira energética e a fonte de poder para os outros, ainda tem que agradar muito.
Mas estará sempre sendo hostilizada e ameaçada na realidade paralela, para ela sempre estar disponível para o que todos desejarem dela. Eles a dominam pelo medo e pânico que causam nela.
Se desde o nascimento já experimenta ameaças de pais dominadores, abusadores e ameaçadores - de forma inconsciente para todos, acontecendo nas realidades paralelas -, desde então já experimenta o medo, que passa a ser uma condição constante e desgastante na vida da pessoa X. Ela passa a sentir medo de tudo e de todos e, para estar no meio familiar e sobreviver às ameaças veladas e dissimuladas constantes, a criança/pessoa X, passa a usar o medo como um "sensor para detectar perigos" - de forma inconsciente, reforço. Ela detecta os perigos, vive com medo - ao qual se acostuma - só para se precaver, porém, nunca consegue se esquivar e se livrar dos ataques dos devoradores de suas energias. E, cada vez que detecta um perigo de uma nova frequência de ataque, seu medo se intensifica e, com isso, ela tenta criar bloqueios energéticos internos, na tentativa de não se "desintegrar de tanto medo", ela cria couraças internas, para manter a força do medo que vai se tornando pânico, o mais longe possível de suas emoções e sentimentos "normais". Porém, esse medo bloqueado sempre a fará "sentir medo" e, talvez, a paralisará em alguma situação em que a interação for mais explicitamente de agressão verbal, física e energética. Quando isso ocorre, ela tentará ainda mais se isolar do medo e o trancará mais fundo no inconsciente. O fato de estar trancado, não significa que ela não sentirá medo, ela sentirá sim, e até mesmo de forma consciente, mas logo irá negar, se anestesiar e se isolar. Isso vai intensificando o medo negado.
Assim, se os pais, que deveriam ser protetores, são os próprios agressores velados, a criança já nasce com medo de todos, com medo de ser quem é, e de ser rejeitada e agredida por outros.
Essa pessoa se torna adulta e tem que lidar com as interações com o mundo e, com isso, atrairá as mesmas situações e pessoas similares, pela crença de que o que vive com a família, é a sua realidade e é com o que terá que conviver no mundo com os outros em geral, assim ela se apresentará ao mundo. Poderá ser mesmo uma pessoa muito agradável, mas ninguém nunca a respeitará, pois nem ela mesma se respeita, pois não lhe deram esse direito.
Dependendo das experiencias de vida dessa pessoa, ela poderá ter que interagir com muitas pessoas, geralmente, pela sua profissão. Nessas interações, sempre irá deparar com a parte dominadora e ameaçadora de cada pessoa. Desde a pessoa mais alegre, até a pessoa mais raivosa, ela sempre captará a raiva, o desejo de devorar energias e a necessidade de domínio, dos outros. Isso sempre lhe fará sentir medo ou pânico, dependendo da interação com o outro.
Ressalto: abordo essa questão do medo e do pânico, nestes exemplos mais extremos, justamente para que todos possam perceber até que ponto algo tão profundo pode ocorrer, sem que nada seja percebido aparentemente na vida de uma pessoa X, nem pela pessoa e nem pelos outros. Enquanto na realidade, em seu inconsciente e principalmente em seu corpo emocional, tudo está fragmentado e adoecido.
Essa pessoa X pode bloquear tanto o fluxo do medo e criar camadas de ilusões e falsas alegrias, para não sentir medo, que pode até ter uma "vida boa", no sentido de não aparentar ter todo esse medo ou pânico, dentro de si, cravado em seu corpo emocional, impresso em frequências densas em todos os seus corpos, até mesmo em suas células. Como ela gasta muita energia para tentar se proteger o mínimo possível, mas em vão, e se preservar dos ataques dos outros, obedecendo prontamente às ordens e domínios deles, sempre com muito medo, então pouca energia vital lhe resta para ela criar uma vida "real", em que manifesta sua expressão de alma.
Todas as vezes que ela vibra e expressa suas frequências mais elevadas, de alma, seus familiares e, junto disso, também outras pessoas no mundo, logo farejam essa vibração e, ávidos por poder alheio, por seu poder sagrado, "sentindo e sabendo" (inconscientemente, por instinto de predadores) que ela está vibrando frequências mais elevadas, logo partem para o ataque, como predadores vorazes. E logo a força que ela estava sentindo para criar uma vida com mais sentido, se esvai, deixando-a sempre enfraquecida e cada vez com mais medo.
Com o tempo, com toda uma jornada se sentindo ameaçada, dominada, explorada e sem forças para reagir, o medo se intensifica na pessoa, trazendo à tona todo o medo e pânico que ela tanto tentou esconder nas profundezas de seu inconsciente.
Mesmo que em algum período de sua vida ela tenha conseguido vibrar mais em frequências elevadas, de alma, levando-a a criar uma vida melhor, com mais expressão e sentido, e tenha conseguido se fortalecer para não deixar que a dominassem tanto, por determinação e escolha de sua alma, em algum momento, pelo próprio fato de a pessoa X tomar consciência dessas competências manifestadas, tudo dentro dela começa a ruir, pois sua mente sabe que nada dura na vida dela, sua mente, em sua crença, sabe que logo perderá tudo o que conquistou, pois é isso que está gravado em todo o seu ser. Ela sabe que não poderá manter-se nesse estado de expressão saudável, sabe que é só uma questão de tempo para que esse "milagre de vida mais satisfatória" lhe seja tirado e ela volte a ser fraca, com uma vida novamente sem sentido. Com isso, sua frequência vai diminuir, o medo de sempre irá aflorar e os predadores que a assediam, conseguirão ataca-la e extrair dela seus potenciais, com mais agressividade, o que a deixará aterrorizada e muito mais impactada e traumatizada.
Além disso, em seu inconsciente, tudo o que ela viveu em sua vida, até então, em que sempre foi "roubada de suas potencialidades e invadida com os males emocionais e energéticos de todos", está tudo gravado e determinado, está tudo "estruturado para ela viver com medo e sem nada de bom". Isso também fará com que perca tudo o que conquistou. É o seu padrão, é o seu círculo vicioso, dentro do qual ela viveu uma experiência de mais expressão de alma, mas o padrão é mais forte e a "puxou de volta para o modo normal": fraqueza, impotência e fracasso. Lembrando que ela criou um modo de sobrevivência, para conseguir viver mínima e basicamente, por sempre ter que passar por tudo o que o mandato dos pais impunha. Com isso gravado, a perda de tudo o que conquistou é certeira.
Ela ficará pior do que antes, pois depois de experimentar suas potencialidades e saber do que é capaz e de sentir prazer em viver, tudo fica pior, ela agora experimentará a dor de não conseguir mais voltar a manifestar sua expressão de alma. E mais pânico sentirá, ao apenas "pensar em retomar seu poder", pela brutalidade que sofreu com os ataques dos devoradores de poder, quando conseguiu manifestar esse poder de forma natural e com confiança, e tentou se blindar um pouco.
E tudo isso vai se intensificando, pois ela precisa "trabalhar essa questão" e não fugir dela. Ela precisa reconhecer que tem muito medo e pânico de todas as pessoas, pois acabou desenvolvendo uma hiper percepção das frequências energéticas de raiva, fúria, agressividade e ameaças, de todos com quem já interagiu e interage. Inevitavelmente, depois de muitos anos vivendo assim, com medo e pânico de desagradar os outros, pelas energias de fúria que experimentou mesmo quando fazia o que queriam, ela agora está mais aterrorizada. Principalmente após ter "ousado" em se blindar e se manifestar, sem ser dominada pelos outros.
Quando chega a esse ponto, ela já está muito sensível, com crenças "confirmadas, provadas e arraigadas", de que sempre irão lhe fazer mal e a deixar em pânico, mesmo que ela tente fazer tudo o que o outro quer. Isso é muito incapacitante.
Nos cenários, que ocorrem no dia-a-dia da maioria das pessoas, essa pessoa poderá desenvolver uma hiper sensibilidade às frequências densas de ameaças, tentativas de dominação, de raiva e fúria, de intenções malignas de crueldade velada, de assédios de predadores vorazes e todas as formas de energias malignas, e com isso, poderá ficar em estado de alerta constante, sempre esperando o pior, esperando um ataque. Ela entra num grave transtorno psíquico, vive em pânico, agora com consciência. Seu cérebro está sempre esperando o perigo, pela rede neural padrão que foi gerada, após todas essas experiências.
Por isso tudo, chega a um ponto em sua vida, em que essa extrema sensibilidade a essas energias de fúria e dominação leva a pessoa a viver em pânico diariamente, e ela já está tão esgotada, que não tem mais energia para dar aos predadores e, sem energia, sua vibração fica mais densa e, com isso, ela sente mais fraqueza e impotência para apenas sobreviver a uma mínima condição de vida.
Com tanta sensibilidade, a pessoa poderá parecer paranoica e persecutória, pois ela teme tudo e todos. Ela começa a querer ficar recolhida, mais isolada, na tentativa de estar o mínimo necessário no mundo. Sua relação com a família, pode até ter piorado, pois ela estando tão fraca, não tem o que dar a eles e nem tem condições de absorver os medos deles. Isso poderá fazer com que a família a trate, na realidade oculta paralela, com hostilidade e rejeição. Ela poderá sentir muito pânico, agora consciente, de estar com eles. Por a terem explorado demasiadamente e ainda a estarem explorando, eles estão bem em suas vidas e ela, cada vez pior.
O contexto familiar sempre a paralisa de pânico, sempre a enfraquece, pois a cada dia, precisam mais da força e dos poderes dela, e precisam mais despachar para ela seus próprios pânicos e angústias. E ela fica ainda pior, cada vez com menos forças para lidar com o mundo, com as pessoas. Poderá começar a sentir pânico para continuar realizando sua profissão, qualquer que seja, pela interação com as pessoas - pode ser engenheiro, médico, porteiro - ao mínimo sinal de agressividade ou desespero dos outros (neste caso, no desespero, as pessoas querem se agarrar aos outros para se salvarem). Isto é extremamente paralisante, dependendo do que as pessoas estão emanando energeticamente com relação a ela, se de forma intensa e potente, ela poderá ficar sem forças para sair da cama ou, se consegue se esforçar e sai da cama, ficará sem forças para cumprir suas tarefas do dia - em muitos casos, mesmo sem forças, ela tem que fazer as coisas e não pode parar, mesmo paralisada de pânico, ela terá que enfrentar o seu dia.
Com o acúmulo de energias de ataques de predadores, de desesperados, de perversos e de todo o tipo, essa pessoa poderá entrar em colapso "geral", em todos os seus corpos. Isso se deve à extrema sensibilidade e à extrema carga "real" de toxinas energéticas de todos os dominadores, pois está sobrecarregada e intoxicada demais, incapacitada para reagir à vida. Este estado crônico, com esses vários momentos agudos, se instala e ela não vê saída. Algumas pessoas neste estado, podem querer morrer, pois não suportam a mínima interação, principalmente interação "energética e mental". Esta pessoa, mesmo tentando se isolar ou interagir com os outros o mínimo possível, começa a sentir os sentimentos dos outros em direção a ela e sentir os assédios psíquicos que sofre, pois não precisa estar junto das pessoas para ela sentir tudo o que foi descrito, as interações energéticas e psíquicas que ocorrem nas realidades paralelas, são extremamente prejudiciais.
Isso poderá piorar ainda mais. Porém, quando a pessoa finalmente para de tentar sobreviver a tudo isso, ainda tentando negar essa realidade, ela começa a observar tudo e perceber que de verdade tudo isso a esgotou, a incapacitou, que seu medo extremo de desagradar os agressores, só alimentou os mesmos e só a fez sentir mais medo e pânico.
Percebe que agora tem que reagir. Começando pela aceitação do que ocorreu e ainda ocorre, e do estado de pânico que está, pois ainda acredita, inconscientemente, que tem que obedecer aos outros. Ela então percebe que passou a vida agradando, obedecendo e sendo o que os outros queriam que ela fosse e fizesse, e mesmo assim, foi agredida, "espancada energeticamente", atormentada e aterrorizada nas realidades paralelas. Então percebe que deve começar, com consciência, a dizer "não" aos domínios dos outros - será um não psíquico, mental, energético - , não aos ataques dos outros, não ao que eles lhe exigem. Ela precisa ser quem de verdade é e tem que se preservar, mesmo que isso os deixe furiosos. Ela entenderá que tudo se trata das crenças e mandatos que inseriram nela e que, portanto, bastará se recusar a continuar a acreditar nas crenças e parar de cumprir os mandatos.
Ela entenderá que sempre lidou com a fúria e ameaças de todos, mesmo sendo e fazendo tudo o que queriam, portanto, agora vai fazer de tudo para dizer "nãos" e para interditar os outros. E sabe que vai lidar com a fúria deles. E sempre lidou. Só que agora, vai entender que a fúria é só pela contrariedade que causará, e que ela já viveu tanto em pânico por essas fúrias variadas, que acabou aprendendo a conviver com a fúria e, com isso, com o pânico. E agora basta.
Como teve essa experiência, agora, interditando os outros e dizendo "não" às suas exigências e assédios psíquicos, ela apenas vai lidar com o pânico de sempre, mas agora, se posicionando, na intenção de rejeitar quem quer lhe dominar e usar. Vai aceitar que se não fizer o que o outros quer, será rejeitada e desprezada, e vai aprender a lidar com essa rejeição, também entendendo que não precisa desse tipo de pessoa em sua vida.
Ela ficará feliz pois perceberá que toda essa trajetória em pânico a preparou para transcender o pânico, porém, antes disso, ela agora vai lidar com o pânico que agora sente intensamente, pois já não consegue mais bloquear seu fluxo, não consegue mais trancafiá-lo em seu inconsciente. Tudo agora é intensamente sentido. Quando ela aceita e enfrenta o pânico, ele perde a intensidade e a conduz para um estado de força e poder.
Por estar se respeitando e lidando com o pânico com consciência, por estar dizendo não aos abusadores, ela perceberá que é "só pânico", no sentido de ser apenas uma "frequência densa de uma energia natural nos seres humanos". Antes, mesmo dizendo sim aos abusadores, eles ainda a deixavam em pânico. Agora, para a superação, ela vai lidar com o pânico dizendo não e aprendendo a se preservar, a ficar com sua vitalidade, sua força e seu poder, e bloqueando os outros em suas tentativas de despejar seus males e sofrimentos nela.
É para se recuperar, se reorganizar e se superar, que ela vai aceitar a possibilidade de ainda sentir muito pânico, talvez até mesmo paralisante, por conta das investidas ainda mais cruéis dos predadores frustrados em suas tentativas. Mas é só isso. Basta ela não dar poder ao pânico e nem aos outros. Ela perceberá que os predadores são fracos e impotentes, pois se fossem fortes, não precisariam dominar os outros e nem dominar agredindo, pelo medo que causam aos outros.
Quando a pessoa entra em contato, com consciência, com os sentimentos mais dolorosos, no caso, o pânico, quando ela enfrenta o sentimento, quando ela "mergulha no pânico" - ela já está mergulhada nele - sem resistir a ele, só para conhecer melhor essa energia tão densa, a energia do pânico começa a se dissipar. A pessoa poderá fazer de tudo para sentir o pânico e, por se entregar dessa forma, com a intenção de resolver a questão, ela perceberá que não conseguirá mais sentir tanto pânico.
Ela poderá focar nas fragilidades dos predadores costumeiros. Enquanto eles estiverem tentando novamente extrair vida dela e jogando nela seus lixos, mesmo que ainda num impulso aprendido, ela sentir pânico, ainda assim, ela poderá observar qual é o ponto fraco do predador que a atacou e, então, vai começar a "desejar detectar e focar" nos pontos fracos dos predadores, para que, enquanto a atacam, ela possa emanar frequências de destruição direcionada aos seus pontos fracos.
O ideal seria não precisar disso, o ideal seria ela conseguir se erguer e interditar os predadores. Porém, neste exemplo, falo de uma pessoa que chegou ao esgotamento profundo, em que paralisou de pânico e não consegue "nem viver o básico de sua vida". Assim, as forças que ela puder ter, serão para atuar com essa estratégia.
Outra coisa importante, é que a pessoa poderá perceber que a mesma força que vibra o pânico, é também a força que vibra poder e força. São apenas polaridades opostas da mesma energia. Ela poderá escolher se conectar com essa força. E escolher entrar em ressonância a frequência do seu poder. Ela também poderá captar a "força" do pânico, que é energia pura, que é energia de força, mesmo que seja do pânico. Terá que "esquecer" que é pânico, mas focar na frequência de força que "fabrica o pânico", entrando na frequência de força, seu foco será na frequência de força e não do pânico. Essa pessoa é extremamente forte, pois sustenta essa extrema frequência de força do pânico. É só tirar a palavra pânico e pode-se dizer que ela é extremamente forte por sustentar essa extrema frequência de força - sem focar no pânico.
Tudo é energia. Tudo é poder e força vibracional e frequencial. Somente aqui na dualidade é que dividimos em luz e trevas, em potência e impotência. Se ela entender que tudo é frequência de força e poder, ela entenderá que "precisou da extrema intensidade do pânico paralisante e avassalador", que é a força mais disponível na Terra, pois ela precisava, como escolha de Alma, acessar e assumir uma "extrema carga de frequência de força e poder", para ancorar essa frequência e poder manifestá-la em sua jornada de vida.
Infelizmente, pelo sofrimento extremo que isso lhe causou, ela precisou passar por tudo isso, para se preparar para ancorar frequências extremas de força e poder divinos. Que são difíceis de "suportar" e manifestar, sem um grande preparo.
Quero dizer, que como estamos na 3D, aqui na dualidade, é extremamente difícil alguém conseguir ancorar cargas tão elevadas e tão poderosas de força, luz e poder. Mesmo aqueles que "se acham luz" e acham que já acessam forças de luz, ainda assim, somente ancoram frações dessa força extrema. Essas frações de força que se manifestam no planeta, são para as pessoas começarem a se adaptar, aos poucos, às novas frequências que estão "vindo aos poucos. Porém, algumas pessoas são mais capacitadas, por dons e poderes que sua Alma traz - não são melhores que os outros, são pessoas que apenas tem competências diferentes dos demais - para ancorar frequências extremamente elevadas de força e poder, como as frequências do Espírito Santo e da Consciência Crística.
Para ter capacidade de ancorar essas forças extremas, a pessoa precisa de um grande preparo. As pessoas que vão se preparando para alcançar aos poucos mais e mais frequências, precisarão passar por experiências - diversas - para se capacitarem para essa extrema força. Algumas, somente são capacitadas para ancorar mais frequências de forças, mas não nesse nível tão elevado e intenso.
Como disse, infelizmente, pelas condições da dualidade na Terra, para uma capacitação para ancoragem sagrada e real da frequência extrema de força e poder, a pessoa "precisa" passar pela ancoragem de forças de forma extrema, mas, antes, na "densidade e negatividade", conforme o exemplo que citei, para depois transcender essas condições e estar preparada para algo mais potente.
No exemplo que dei quando a pessoa, no extremo pânico, usa a própria energia de poder que o pânico libera e, possivelmente, após o pânico, transita para a força da "fúria" necessária para a superação, para eliminar as frequências destrutivas dos outros, ela poderá transcender o pânico e o superar, entrando num verdadeiro estado de paz, força e poder saudáveis e sagrados, que vão chegando aos poucos, para a pessoa ir se adaptando, para então poder manifestar essas potências sagradas que sua Alma traz.
Isso poderá ocorrer em outras condições, também "densas e negativas", mas as condições que o pânico extremo proporciona, são poderosas. Somente os verdadeiramente fortes e que vieram com essa missão, é que conseguem passar por todo esse processo.
Assim, somente olhando um pouco para tudo o que a pessoa que descrevi no exemplo, viveu, fica claro que sua Alma de verdade escolheu isso. Portanto, era exatamente dessa família e de todas as interações com o mundo que teve, que ela precisava. Porém, ao atingir este ponto de entendimento, de conscientização de toda essa sua jornada para esse fim específico, a pessoa poderá finalmente se desapegar do pânico.
Nesse contexto, a pessoa acabou se acostumando e até se "viciando" na energia do pânico, criando seu círculo vicioso para sobreviver. Foi com esse tipo de energia que essa pessoa sobreviveu até então, como disse, tudo é energia, se era com a energia de medo e pânico que ela precisava viver, ela então transmutava essa densidade e se abastecia de energia. É uma energia tóxica e de muita dor, mas se torna energia transmutada. Ela está traumatizada, achando que é somente com essa energia que pode viver, e agora terá que se adaptar a novas e saudáveis energias. E esta será a parte mais suave de sua vida.
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Autor Teresa Cristina Pascotto Atuo a partir de meus dons naturais,sou sensitiva e possuo a capacidade de percepção extrassensorial. Desenvolvi a Terapia Espiritualista Multidimensional, que objetiva conduzir a pessoa a um processo de autoconhecimento transformador. Atuo em níveis profundos do inconsciente e nas realidades paralelas multidimensionais e Estelares. E-mail: [email protected] | Mais artigos. Saiba mais sobre você! Descubra sobre Autoconhecimento clicando aqui. |
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