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Tanatologia - ciência da morte e do morrer (1ª parte)

Atualizado dia 11/12/2006 7:45:56 PM em Autoconhecimento
por Victor Sergio de Paula


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A morte através da história

Através da história da humanidade a morte tem recebido diversos tipos de tratamento, com significados os mais variados, desde a aparente indiferença positivista até a importância sagrada desse momento crucial para o ser humano.

Desde a magnífica civilização egípcia que construiu monumentos colossais para celebrar a grande passagem, passando pelos gregos com seus mistérios órficos, os romanos com as iniciações de Eleusis, e ainda mais, as civilizações pré-colombianas dos incas, astecas, maias, toltecas e dos índigenas brasileiros, a preocupação com o destino do "morto" era ponto crucial.

Os processos de embalsamamento criados pelos egípcios, ainda hoje surpreendem os cientistas pela sofisticada técnica utilizada, o que propiciou a conservação dos corpos dos faraós e de animais, inclusive, por mais de 4 mil anos. No antigo Egito acreditava-se que o "morto" precisaria do seu corpo para continuar no mundo dos mortos com suas tarefas, daí a mumificação. Os incas também utilizaram-se da mumificação e presevaram os corpos de reis, sacerdotes e pessoas que alcançavam a possibilidade de serem embalsamados.

Morrer era um momento de alta importância para a alma do moribundo, em todas essas civilizações, e não possuía qualquer caráter de morbidez como o presente em nossa civilização judaico-cristã ocidental. A morte era encarada como "porta de entrada" para uma nova vida e quem morria precisava ser ajudado a fazer a viagem da melhor maneira possível.

Os tibetanos legaram à humanidade a extraordinária obra "Livro Tibetano dos Mortos" que nada mais é do que um manual para auxiliar a quem está morrendo: os momentos que antecedem a morte, durante o processo e, após, quando o ser adentra a vida espiritual. Um verdadeiro manual para a morte e o morrer!

O que é Tanatologia?

A palavra tanatologia vem do nome do deus grego Tanathós que significa morte e é a ciência que estuda o fenômeno da morte, dentro das suas nuances científicas, buscando analisar o que significa, para o corpo humano, o fim da vida orgânica como a ciência acadêmica conhece.

Entretanto, podemos alargar os limites acanhados do território da ciência oficial e observarmos a morte do ponto de vista metafísico, transcendental, como um momento em que o ser descarta seu invólucro material (corpo físico) e reassume o seu corpo espiritual (períspirito ou psicossoma), numa nova dimensão, o mundo extrafísico ou espiritual.

Mesmo entre os espíritas e espiritualistas em geral, das mais variadas doutrinas, seitas, fraternidades e instituições, lidar com a morte ainda é "doloroso" e procura-se fugir do tema; ainda que não admitamos o medo de morrer é muito comum. Pelo medo subjacente ao fenômeno e o excesso de desinformação que cerca o assunto, a morte é responsável por grandes sofrimentos e desesperos para nós, habitantes desse planeta.

Modernamente grandes contribuições foram dadas ao estudo sério e equilibrado da questão, especialmente com as pesquisas efetuadas pelo iminente pesquisador italiano Ernesto Bozzano que escreveu uma obra de referência intitulada "A crise da morte". Destacamos, ainda mais, os trabalhos extraordinários de Raymond Moody Jr. e da psiquiatra Elizabeth Kubler-Ross que levantaram uma série de casos relacionados com pacientes terminais, com pessoas que passaram pela EQM (experiência de quase-morte), compilando todas as etapas do processo da morte (desencarnação ou dessoma).

Os livros "Vida após a Vida" de Raymond Moody Jr. e "Sobre a morte e o morrer" de Elizabeth Kubler-Ross, tornam-se obrigatórios para podermos aprofundar o intrincado tema sob análise.

O processo da morte e o morrer

Nos livros mencionados as pesquisas realizadas com pacientes terminais e pessoas que passaram por uma EQM, levantaram coincidências assombrosas e comuns a quase todos os pesquisados, quando estabeleceu-se que a experiência da morte passa (em geral) pelas seguintes etapas:
1. Sensação de paz, alívio do sofrimento;
2. Impressão de flutuar acima do própio corpo, vendo do alto seu corpo moribundo e tudo e todos ao seu redor;
3. Entrada num túnel escuro (efeito túnel);
4. Encontro com um Ser de Luz, guia, protetor, Jesus Cristo, Buda, de acordo com a crença religiosa da pessoa;
5. Recapitulação da vida inteira, em questão de segundos;
6. Visão de um marco divisório (rio, linha, muro, montanha, etc.) entre a vida material e a espiritual;
7. Decisão de partir para o mundo espiritual, ou ordem para voltar, afim de completar sua missão inacabada.

Dentro da literatura mediúnica, em particular nas obras do espírito André Luiz, psicografado por Chico Xavier, e nos livros do Manoel Philomeno de Miranda, recebidos pela mediunidade de Divaldo Pereira Franco, estudam-se detalhadamente o delicado e complexo processo da morte, do ponto de vista dos desencarnados, mostrando-nos como é crucial para o ser seus instantes finais e como são desligados o corpo físico do corpo espiritual.

Texto revisado por Cris

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