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Tudo sempre começa, acontece e termina dentro da gente

por Paulo Tavarez

Publicado dia 27/9/2020 em Autoconhecimento

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Existe algo muito óbvio, mas que, infelizmente, parece estar absolutamente distante da compreensão do ser humano comum. Estou me referindo a relacionamentos amorosos, algo que afeta quase todo mundo. 

Muitas pessoas sofrem e se martirizam por problemas amorosos; choram com decepções, frustrações e ciúmes; são totalmente dependentes do outro e insistem em semear relações destrutivas. 

Se você é daqueles que insistem em colocar nos ombros do outro toda responsabilidade por sua felicidade, certamente, desconhece aquilo que eu vou dizer. Para muitos é algo claro e cristalino, mas para a maioria expressiva dos homens esse entendimento ainda mantém-se desconhecido. 

O óbvio, ululante, que poucos compreendem, é também algo muito simples: não existem relacionamentos, apenas nos relacionamos, sempre, com nós mesmos.

Acredite, todo relacionamento é sempre um processo de foro íntimo onde nossas fragilidades são acionadas e evidenciadas. Nesse enfrentamento de nós mesmos, teremos que processar emoções de todo tipo, sejam positivas ou negativas, estaremos sempre convivendo de forma pendular com os conteúdos afetivos do inconsciente. 

Tudo isso faz parte de um processo extremamente egoísta, pois só estamos envolvidos com os nossos próprios interesses. O outro, tanto  quanto nós, também age da mesma forma, pois também estamos sendo usados com o objetivo de atender suas demandas internas.

Todos buscam um parceiro que resolva as suas angústias, que preencha o seu vazio, que traga sentido a sua existência. No entanto, poucos fazem o que deveria ser feito como prioridade: resolver-se consigo mesmo antes que buscar uma solução fora.

O homem precisa enamorar-se de si mesmo, buscar o companheiro ou a companheira, em primeiro lugar, nos recônditos da própria alma, precisa ser inteiro, incorporar aquilo que nega, reconciliar-se consigo  mesmo e, quando atingir a condição de homem integral, poderá relacionar-se com o outro em condições melhores. Nesse momento, o outro, não entrará em sua vida para preencher nada, para atender necessidade alguma, ele virá apenas para somar e no momento em que afastar-se, não deixará sensações de dor ou desespero, pois não teve funções terapêuticas, foi sempre uma companhia agradável no trânsito da eternidade.

Se você quiser  aprofundar-se na compreensão desta obviedade, eu recomendo o livro WE - A chave da psicologia do amor romântico (Robert A. Johson). 

Tudo sempre começa, acontece e termina dentro  da gente.

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Sobre o Autor: Paulo Tavarez   
Conheça meu artigos: Terapeuta Holístico, Palestrante, Psicapômetra, Instrutor de Yoga, Pesquisador, escritor, nada disso me define. Eu sou o que Eu sou! Conheça mais sobre mim em: www.paulotavarez.com - Instagram: @paulo.tavarez
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