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TVP- Uma Abordagem Terapêutica para o Espírito (Parte III)

Atualizado dia 8/20/2006 6:27:55 PM em Autoconhecimento
por Victor Sergio de Paula


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4. A HIPNOSE E OS PIONEIROS NA PESQUISA DA MENTE

A humanidade tem recebido, ao longo de sua história, a contribuição de homens e mulheres com uma perspectiva filosófico-científico-religiosa, além, muito além da média comum dos seres humanos em evolução neste planeta.
Verdadeiros desbravadores, alargaram com suas corajosas vidas e pesquisas, os horizontes do conhecimento humano, trazendo-nos inúmeros benefícios, e, sem dúvida nenhuma, nas ciências da alma encontramos esses grandes luminares que, estudando a hipnose como ferramenta terapêutica, iniciaram a era da ARQUEOLOGIA DO ESPÍRITO, mapeando a alma humana.

4.1 O QUE É HIPNOSE

HIPNOSE vem do grego, onde “hipnos” é igual a “sono”, daí a imagem distorcida que a maioria das pessoas tem ao confundirem hipnose com o sono comum, ou um estado especial no qual o hipnotizado “dorme”, o que não corresponde à realidade.
Hipnose não é sono, hipnose é comunicação profunda com a mente nos seus mais diversos níveis, do consciente ao inconsciente.
Ao contrário do que se fala, a pessoa hipnotizada sempre está no comando de todos os seus atos, embora pareça que a mesma não participa do transe hipnótico por estar “totalmente inconsciente”.
O moderno conceito de hipnose explica-nos que: “ hipnose é um estado alterado de consciência que, propicia o acesso mais amplo à mente humana, com todas as delicadas estruturas do conhecimento e das emoções nela registradas”.
Ainda mais, ninguém pode ser hipnotizado contra a sua vontade, e fazer ou deixar de fazer algo que, seja contra a sua conduta moral e ética. Toda comunicação é hipnose, toda emoção intensa é hipnose. O hipnotizador não é um bruxo, ou feiticeiro que, realiza um passe de mágica transformando alguém num sapo, ele é antes de qualquer outra coisa, um instrutor que “ensina” as pessoas a trabalharem com estados alterados de consciência.

4.1.1 MESMER E O MAGNETISMO ANIMAL

No século XVIII, o médico austríaco Franz Anton Mesmer, “defendeu a tese” de que a hipnose era uma extraordinária ferramenta terapêutica, produzida pelo “fluido universal” (energia), fluido esse que ele denominou de MAGNETISMO ANIMAL.
Mesmer utilizava o magnetismo animal, na elaboração do transe para a cura de pacientes que, na sua clínica de Paris, apresentavam os mais diferentes tipos de moléstias físicas, emocionais e mentais.
Mesmer foi desmoralizado por uma comissão de notáveis nomeada pelo Rei Luis XVI que, não confirmaram a teoria do magnetismo animal formulada pelo sábio francês, levando-o a abandonar Paris, e ao exílio voluntário em sua terra natal, Weiler, onde desencarna, pobre e esquecido em 1815.

4.1.2 OS SEGUIDORES DE MESMER

Os discípulos de Mesmer se organizaram na França, formando a Sociedade da Harmonia, com a finalidade de dar seguimento ao método de cura elaborado por Mesmer.
Exatamente a partir de uma experiência de magnetização de um paciente, chamado Vitor Race, feita pelo marquês Armand Chastenet de Puysegur que, surgiu o chamado “estado de sonambulismo artificial”, onde o sujeito experimentava uma ampliação da lucidez, fazendo-o capaz de ler o pensamento de outras pessoas, descobrir coisas ocultas, “ver” pessoas falecidas (desencarnadas), e outros tantos fenômenos paranormais.
Destacamos, ainda mais, as contribuições do célebre neurologista francês Jean-Martin Charcot que, introduziu o hipnotismo no hospital de Salpetriére. Não podemos deixar de mencionar a Escola de Nancy, com as pesquisas de Henry Bernheim, Beaunis e Alfred Binet que, observaram as alterações da personalidade e os automatismos.

4.1.3 AS EXPERIÊNCIAS DE ALBERT DE ROCHAS

Eugène-Auguste Albert de Rochas dAiglun (1837-1914) foi um homem de saber enciclopédico, e colossal capacidade de trabalho.
Abandonou a carreira militar para dedicar-se ao estudo da fenomenologia paranormal, tais como: exteriorização da sensibilidade e da motricidade, levitação, hipnose, feitiçaria, regressão de memória e muitos outros fenômenos.
Albert de Rochas na sua obra “As vidas sucessivas” sistematizou, pela primeira vez na história moderna, o uso da técnica da regressão de memória.
Pesquisou pessoalmente dezoito pessoas, no período que vai de 1903 a 1910, levantando não apenas a questão das vivências passadas, mas numerosos aspectos complementares e subsidiários, entre eles: pontos hipnógenos no corpo físico, projeção do corpo astral, ideoplastia do períspirito, progressão de memória ou vidas futuras, etc ...
Ressalte-se que, o coronel Albert de Rochas não era espírita, nem seguidor de qualquer seita, ou doutrina, o que define o cunho científico de toda a sua obra.
As pesquisas realizadas por Albert de Rochas contribuiram de forma decisiva, para que as pesquisas sobre reencarnação obtivessem um cunho científico, lançando juntamente com a doutrina espírita as bases dos estudos modernos sobre o trinômio corpo-mente-espírito.

4.1.4 AS PESQUISAS DO DR. FREUD

Sigmund Freud, médico vienense, ao final do séc. XIX, após um estágio com Jean-Martin Charcot, em Salpetriére, e tempos depois com Henry Bernheim, na escola de Medicina de Nancy, passou a utilizar a hipnose como procedimento terapêutico.
Freud levava seus pacientes, durante o transe hipnótico, a “reviverem” os episódios traumáticos geradores dos distúrbios psico-emocionais, obtendo resultados extraordinários de cura.
O que Freud utilizava na época nada mais era do que uma técnica de regressão de memória, com o auxílio da hipnose. Freud chamava esse “reviver” de catarse que, é uma das etapas necessárias na cura de traumas, através da Terapia de Vidas Passadas.
Temendo por não ver o seu trabalho reconhecido pela comunidade científica, à época cheia de preconceitos com relação ao uso da hipnose, Freud substituiu-a pela técnica da associação de idéias e pela interpretação dos sonhos.
Todavia, tenho a certeza de que o eminente psiquiatra de Viena deve ter presenciado, durante sua clínica e pesquisas, inúmeras ocorrências que corroboravam a teoria da reencarnação, e a possibilidade da cura através da rememoração de vivências de vidas passadas: um dia saberemos!

Texto revisado por: Cris

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