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UFOLOGIA E MEDIUNIDADE



Já vi coisas estranhíssimas nos céus e na Terra. Digo isso sem nenhum laivo de vaidade e não mais que como constatação pura e simples a partir de vivências que prezo compartilhar com leitores interessados nesses temas com o fim informativo da realidade insofismável de determinados fenômenos no mais comum do nosso dia-a-dia.

Nunca me esquecerei do episódio insólito da velhinha, acontecido no toalete de um determinado órgão do Poder Executivo no qual trabalhei quase sete anos. Achava-se ali àquela hora da tarde apenas eu e uma moça da empresa de limpeza do ministério; eu penteando os cabelos diante do espelho, ela sentada numa cadeira próxima descansando. Das três portinhas de banheiro ali existentes, apenas uma funcionava. Uma desativada, a outra interditada naquele dia por alguma razão que agora não vem ao caso.

Ainda consigo me lembrar com detalhes. De repente abriu-se a porta do toalete e por ela passou uma velhinha - mas bem velhinha mesmo! - que me cumprimentou com um sorriso leve, ao que respondi da mesma forma. Chamou-me especialmente a atenção o aspecto um tanto decrépito daquela senhora que, vestida com aquele saião que ia até os pés e com aquele lenço cobrindo os cabelos meio desgrenhados, recordou-me de algum modo um personagem de contos de fada. Todavia, aquele era um setor de atendimento a pensionistas do órgão que volta e meia solicitavam o uso dos banheiros que eram, assim, frequentados pelo público numeroso diariamente. De modo que estranhos, e não apenas colegas de serviço, o usavam. Dessa forma, ela passou por mim avançando a passos lentos e meio encurvada, e sumiu-se porta adentro daquele único banheiro em funcionamento.

Não se passou quinze segundos, entrou uma outra moça e nos cumprimentou, a mim e à funcionária da limpeza. Vendo que apenas um banheiro funcionava e estava com a porta fechada, colocou-se diante dela à espera... e ali gastou alguns minutos, ao fim dos quais, impaciente, voltou-se para mim que já distraída no arremate da minha higiene nem me lembrava mais da existência da velhinha.

- Tem alguém aqui dentro? - a moça perguntou.
- Sim... - confirmei, com a anuência da outra funcionária - Há pouco entrou uma senhora aí, não faz nem cinco minutos...
Passou-se um intervalo durante o qual a moça ficou olhando intrigada a porta como se estranhando a ausência de ruído, o silêncio tumular que provinha de dentro do cubículo. E em dado momento e diante do nosso pasmo, resolveu sem mais nem menos experimentar empurrar a porta que - notou - se achava não cerrada, mas encostada.

A porta se abriu revelando no banheiro um solene "nada"... um "espaço vazio", diante do meu pasmo e do da funcionária da limpeza sentada ainda no mesmo lugar, de frente para aquele corredor de três portinhas enfileiradas e para quem perguntei na mesma hora, tomada pelo choque:

- Diga-me: aquela senhora saiu daqui de dentro? A senhora a viu sair? Porque eu não vi nada!! - frisei. Ao que a funcionária, de seu lado, fez um "não" aturdido com a cabeça, sem ousar externar comentários, diante da expressão intrigada da outra moça que, àquela altura, deve ter julgado as duas doidas.

Evoco este caso mais impressionante de materialização espiritual - e o único neste sentido vivido por mim deste modo contundente - para ressaltar semelhanças com fatos, por sua vez, acontecidos no terreno da ufologia. As semelhanças são muitas. Vejamos.

Faz tempo que com base nas vivências com avistamentos sustento não ser possível explicação satisfatória para determinados casos senão admitindo-se que estas civilizações mais avançadas do ponto de vista tecnológico utilizam-se de manipulação da matéria mais sutil na construção de mecanismos de ocultamento, quando da aparição das legendárias névoas por trás das quais os UFOs desaparecem sem mais nem menos, ou quando surgem do nada para - literalmente - pelo que constatei assistindo vídeos ou presenciando o surgimento dos mesmos bem acima de mim, nos céus sobre a minha residência - também desaparecerem, "evaporarem", por assim dizer, de vez que o bumerangue cinzento que tive a oportunidade de avistar em pleno dia, por exemplo, simplesmente sumiu como se tivesse pousado para uma fotografia ou filmagem e se desintegrado depois, sem que se avistasse qualquer "vôo" para qualquer direção.

Tal ordem de fatores insólitos guardam imensa semelhança com o fenômeno de materialização espiritual que mencionei acima. Sem contar outras peculiaridades interessantes registradas nos avistamentos de UFOs, surgidos num sem número de vezes sem guardar contornos definidos, como uma "névoa" escura distante ou modificando absurdamente o seu formato, como consta no depoimento da tripulação aérea nos registros franceses; ou ainda naqueles casos em que as filmagens dão conta de um objeto gigantesco aparecendo nos céus de alguma parte do mundo e visto apenas, estranhamente, por algumas pessoas enquanto que por muitas não - como se o objeto propositalmente se fizesse visível para apenas uns poucos, ou por outra... apenas uns poucos se achassem de alguma forma com os sentidos sintonizados para a visualisação de algo que em condições normais e avistado por toda uma cidade a lançaria talvez que num acesso de pânico!

Isto nos leva a cogitar se não seria inerente ao fenômeno ufológico algo ainda pouco considerado pelos estudiosos de sua casuística, seja a relevante importância da interação particular do objeto visto com quem o avista, e vice-versa, do prisma de sua capacidade sensitiva. A meu ver, é a única explicação plausível para acontecimentos como os ainda indecifráveis Crop Circles, e para toda uma gama de ocorrências ufológicas ainda situadas no terreno da polêmica e da especulação. Porque há grande semelhança entre as fotos de UFOs cuja constituição material parece translúcida e desconhecida de tudo o que a ciência terrena nos descreve, com outras ocorrências da área mediúnica, nas quais os espíritos materializados nos surgem de maneira diáfana aparecendo e desaparecendo de nosso campo visual de forma instantânea e nem sempre visível para todos os presentes.

É preciso uma abertura de mentalidade a todos os que se engajam nesses estudos fascinantes, para uma conscientização primordial e fundamental: nosso orbe, bem como os seus parâmetros científicos no que concerne à constituição material molecular básica, não ditam a última palavra das Leis ainda incógnitas que regem todo o universo desconhecido para além do nosso minúsculo planeta; e menos ainda o que diz respeito ao elevado avanço tecnológico - e eventualmente evolutivo - alcançados por quem nos visita vindo dos quadrantes distanciados do infinito.

Não perdendo de vista esta noção é que principiaremos, quiçá num futuro próximo, a compreender com mais clareza o modo surpreendente como estes fenômenos acontecem; mas que se diga, a fim de atingir este ponto, que os nossos maiores e mais ferrenhos inimigos são o preconceito, o dogma, o fanatismo religioso e científico - todos responsáveis pelo orgulho e pela cegueira ilusória de que já detemos o conhecimento supremo, quando na verdade apenas iniciamos o longo caminho...

Com amor,

Lucilla & amp. Caio Fábio Quinto

Texto revisado a href=mailto:
Publicado dia 20/10/2007

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Autor: Christina Nunes   
Chris Mohammed (Christina Nunes) é escritora com doze romances espiritualistas publicados. Identificada de longa data com o Sufismo, abraçou o Islam, e hoje escreve em livre criação, sem o que define com humor como as tornozeleiras eletrônicas dos compromissos da carreira de uma escritora profissional. Também é musicista nas horas vagas.
E-mail: meridius@superig.com.br | Mais artigos.

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