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Um Breve Entendimento Sobre o Medo



Medo é o estado afetivo suscitado pela consciência do perigo. Toda e qualquer emoção tem uma representação no cérebro que é medida por neuro-transmissores. Ao identificar-se uma situação ou objeto do qual se deve tomar cuidado, envia-se ao hipotálamo um sinal para a produção dos neuro-transmissores. A partir daí começam as reações no organismo que nos deixam em estado de alerta para agir, enfrentando ou fugindo da situação.

Esta reação é comum a todos os animais e possibilita ao animal reconhecer o fator perigo e reagir em relação a ele. A diferença entre o homem e o animal é que o primeiro é capaz de sentir medo do próprio medo, que pode ser conhecido como medo antecipatório. Este tipo de medo é causado pela expectativa da possibilidade de sofrimento (medo de dar “branco” em uma prova, medo de dormir e não conseguir mais acordar, etc.); é o fato do indivíduo conhecer a possibilidade de sofrimento, mesmo estando distante dessa possibilidade. A expectativa do sofrimento pode causar mais danos do que o próprio sofrimento.

Uma das principais características do medo é a de se adaptar ao tipo de vida do indivíduo, pois este está associado aos seus conceitos e limitações mentais. O entendimento sobre limitação mental não deve ser direcionado com o sentido de intelectualização do indivíduo.

Um tipo de medo muito comum em nosso cotidiano, devido à vida estressante que levamos, é a fobia social. Este tipo de fobia está associada ao perfeccionismo que alguns indivíduos apresentam como característica de sua personalidade. O medo de errar faz com que o indivíduo não se exponha, podendo comprometer qualquer tipo de relacionamento que desenvolva. O medo excessivo de errar faz com que o indivíduo erre de maneira diferente, sem que perceba a presença desse erro. Muito diferente do medo específico (de rato, barata, cachorro, objeto, etc.), este tipo de medo tem associação com situações que podem acontecer, que não necessariamente acontecem ou irão acontecer.

O medo de errar não promove o efeito de auto-defesa esperado pelo individuo que exterioriza este tipo de reação quando se depara com a possibilidade de errar. A necessidade que o indivíduo tem de se auto-afirmar faz com que entre em contato constantemente com a expectativa da aceitação desta afirmação que fez a respeito si mesmo. Quanto mais nos conhecemos mais a sensação de auto-afirmação é amenizada, fazendo com que tenhamos contato com o que realmente possuímos como bagagem e com que tenhamos em mente o pensamento construtivo de que necessitamos apenas de quietação mental para aceitarmos aquilo que não podemos modificar, determinação para mudarmos aquilo que podemos e inteligência para distinguirmos um do outro.

Este pensamento construtivo nos permite utilizarmos positivamente o nosso medo consciente, possibilitando-nos não entrarmos em sintonia com um padrão negativo que se relaciona com a forma inconsciente do medo.

Por Rogério Pires
Terapeuta e Psicoterapeuta Holístico
CRT 37461
suporte@phatae.com
www.phatae.com

Texto revisado por Cris
Publicado dia 31/5/2007

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