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Um lugar no universo



Mahatma Gandhi disse certa vez: "Nós precisamos ser a mudança que nós queremos ver no mundo". E a essência do que Gandhi quis dizer foi que, antes que o homem deseje modificar o mundo, ele deve, antes de mais nada, começar a modificar a si próprio através do autoconhecimento.

Ecologia lembra o funcionamento, em harmonia, de um sistema global, de um todo que é muito maior e mais amplo do que poderemos supor no horizonte ainda tão acanhado do conhecimento humano. Porque ecologia envolve até pensamentos, sentimentos... e atitudes. Há uma ecologia individual que se junta a outras e, formando um mosaico, constitui uma ecologia coletiva.

Nada existe isolado na vida. Tudo flui e reflui numa interdependência notável que faz lembrar o dito popular e cristão "de fazer ao outro o que desejamos que o outro nos faça". Precisamente para que o bem se cumpra, se cultive e nos engrandeça nos horizontes imensos da vida.

No entanto, alguém afirma convictamente: "Eu não acredito em reencarnação!" Tudo bem! Contudo, é certo que nem por isso deixará de reencarnar. Hoje podemos pensar: "A degradação ecológica fica para ser resolvida por quem aqui estiver no futuro". Isto não exclui a probabibilidade de sermos nós próprios a sofrermos com os efeitos agora causados e, muitos menos, a sermos responsáveis pela falta de atitudes ecologicamente corretas.

Há 2.000 anos um ser especial proferiu uma frase de fácil entendimento e profundo significado: "Há muitas moradas na casa de meu pai!" Assim Jesus Cristo eternizou para a humanidade a certeza de que não estamos sós no universo e que existem muitos outros mundos ou dimensões habitadas por seres reencarnados ou na condição de espíritos. Muito tempo depois, através das obras codificadas pelo francês Allan Kardec, a milenar afirmativa foi confirmada. Sendo assim, o planeta Terra é a nossa casa, a nossa morada coletiva em que há milhares de anos, desde o surgimento do homo-erectus, dividimos espaços e oportunidades para sobreviver e perpetuar a espécie humana.

No entanto, como as demais espécies do reino animal, o homem não se orienta somente pelo instinto. A inteligência, durante todos estes anos, tem nos levado a consideráveis níveis de desenvolvimento e aperfeiçoado a tecnologia em todas as suas áreas de atuação na sociedade dita moderna. Como se não bastasse o avanço científico das últimas décadas, ele move o olhar conquistador para o firmamento na ânsia de contatar com o desconhecido como se ainda estivesse em uma caravela a singrar os oceanos repletos de monstros ameaçadores. Porém, esta ameaça emana de seu interior à medida que o medo que sente é reflexo de seu próprio autodesconhecimento.

A consciência ecológica adquirida é base e ponto de partida para vôos mais altos da consciência humana, pois, enquanto essências em busca da evolução, é por intermédio do despertar da sensibilidade ecológica que nos situamos no universo em que existimos.

A segurança de percebermos "estar", ou seja, existirmos no planeta Terra, a nossa morada, é estímulo psicológico para adquirirmos a necessária compreensão de que não estamos na nossa "casa" por acaso e que há uma motivação que transcende o apenas "estar aqui" imediatista e superficial da luta pela sobrevivência material e pela perpetuação da espécie.

Enquanto não compreendermos que existe em nós o micro e macro sistemas que alimentam a vida e manifestam-se independentemente da nossa vontade e que, como elos interligados de uma imensa corrente, encontram-se intimamente associados aos sistemas que regem a natureza... teia da vida planetária, estaremos distanciados da consciência dita ecologicamente correta.

A expansão a níveis conscienciais mais elevados, dá-se pela iniciativa da responsabilidade assumida em defesa da nossa morada e da decorrente eliminação da prepotência ao compreender que somos somente mais uma espécie entre uma infinidade de mundos e sistemas onde a vida acontece.

Portanto, façamos com a vida como fazem as crianças quando, repletas de compaixão, observam um passarinho novo que perdeu-se do ninho. Sejamos simples e ecologicamente corretos. O restante acontece ao natural... conforme o nosso merecimento após termos encontrado o nosso lugar no universo!

Psicanalista Clínico de Orientação Reencarnacionista.
flaviobastos

Texto revisado por Cris
Publicado dia 18/2/2007

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Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: flavio01bastos@gmail.com | Mais artigos.

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