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Um lugar onde o menos é mais!


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Um país onde o pouco é muito, onde micro é macro; onde menos é mais!

Um lugar onde a pouca sorte em nada abala a muita fé de um povo, que dia após dia, pacientemente corta, prepara, tece, pequenas cestinhas para as maiores oferendas aos “deuses” que adotaram com seus próprios guias, salvadores ou talvez algum especial guru.

Cada qual com o seu pequeno cesto (feito de folha de palmeira ou algo parecido), e sua grande ânsia em demonstrar sua necessidade de amparo divino além de sua fé e gratidão ao “avatar” que acolhe cada oferenda. Pode ser aquela deixada na frente da loja, na sarjeta, no parapeito das janelas, nos quintais das casas onde cada um dos moradores parece ter construído um altar para o seu “avatar - aquele mais chegado”, e aos seus pés pelo menos duas vezes ao dia coloca suas cestinhas de oferendas. Nos múltiplos templos espalhados por todas as ruas, estas cestinhas em geral contêm flores, arroz cozido, cigarro, um ou dois incensos acesos e algumas moedas. Sempre muito elaboradas e coloridas, colocadas com todo respeito e durante algum tipo de mantra quase inaudível, e completamente inteligível para nós ocidentais.

A pureza deste ato e devoção é capaz de mexer conosco, pois é tão certo que o pedido e o agradecimento fazem parte da vida diária deles sem que se importarem com o que acontece ao redor, se este ato de pura fé causa simplesmente mais sujeira ou no final o desejo se realizará de fato. A nós não cabe julgar ou achar qualquer coisa, somente apreciar e aprender com as diferenças de cada país que conhecemos.

Em uma ilha onde o menor é ainda muito mais grandioso, chamada Wakatobi, teve ao que me parece uma de suas necessidades mais prementes realizadas quando um suíço resolve casar com a filha do “chefe e dono” dela.

A história é mais ou menos assim, a pesca no entorno de toda a pequena Wakatobi era feita com rede de arrasto e dinamite. O que significava um tremendo horror ambiental, e claro a falta mais que absoluta de peixes grandes para alimentação da população dentro de pouco tempo. A proposta feita pelo suíço foi de construir um resort numa parte da ilha. Mas teriam de parar imediatamente de “bombardear” o mar e ao derredor, ele traria para eles a eletricidade, água encanada, além de empregar o pessoal da própria ilha, e forneceria material de construção para quem quisesse construir casa de alvenaria e sair das palafitas.

Muitas pequenas coisas foram se tornando um conjunto de grandes mudanças, visível aos olhos de quem se dispõe a enfrentar o sol e ir até o vilarejo e constatar as transformações existentes. Na visita, vi um barco carregado de sacas de cimento sendo descarregado durante a hora e meia que demoramos por lá.

Enquanto isso, no fundo do mar, as coisas foram se refazendo e neste momento o que é “micro se macro” novamente o que é pequeno no fundo é bem grande nesta terra. O que era um pequeno resort cresceu e tem planos para crescer ainda mais. Desde carpintaria, limpeza, hotelaria, restaurante, jardinaria, butique, barman, e claro, mergulho, toda mão de obra é de lá ou da região. Pouco ou nada falam de inglês, alemão, francês ou qualquer outro idioma. Os profissionais que falam outras línguas vêm de outros países e são contratados por isso mesmo além de serem bons instrutores de mergulhos, ou ocuparem outros cargos chaves.

Então, é assim que se tornam grandes as pequenas coisas na Indonésia calma e pacientemente como a confecção de suas pequenas cestinhas de oferendas e suas orações, que se transformam em grandiosos templos nos penhascos imensos sobre o mar, tudo em nome da devoção aos “avatares e a fé nas suas oferendas”, de forma doce e meiga que eles aquele povo tem.  

PS: Em tempo, Fábio Nauer que está se superando nas fotos sub, gentilmente me cedeu a foto do cavalo marinho pigmeu! O que ilustra bem o texto em questão.
 

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Conteúdo desenvolvido por: Cássia Marina Moreira   
Cássia Marina Moreira Psicóloga / Terapeuta Floral - Vibracional Pesquisadora do Sistema das Essências Vibracionais D´Água
E-mail: [email protected] | Mais artigos.

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