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Um Modo de DEUS



No entanto, é verdade que no limiar dessa revolução nenhum dos altos pensamentos quase religiosos que animam os investigadores penetra no espírito dos homens vulgares, vivificando as profundezas da sociedade. Tudo se modificou em certos cérebros. Nada se modificou desde o século XIX nas idéias gerais a respeito da natureza do homem e da sociedade humana. Jaures, num artigo inédito sobre Deus, escrito no final da sua vida, dizia com grandeza:

"O que hoje queremos dizer é que a idéia religiosa, por momentos apagada, pode reapossar-se dos espíritos e das consciências, visto que as conclusões atuais da ciência os predispõem a recebê-la. Existe desde já, se assim se pode dizer, uma religião já pronta e se ela não penetra neste momento nas profundezas da sociedade, se a burguesia é limitadamente espiritualista ou tolamente positivista, se o proletariado está dividido entre a superstição servil ou o materialismo apaixonado é porque o regime social atual é um regime de embrutecimento e de ódio, quer dizer, um regime irreligioso. Não é, como dizem muitas vezes os declamadores vulgares e os moralistas sem idéias, porque a nossa sociedade tenha a preocupação dos interesses materiais que ela é irreligiosa. Pelo contrário, há qualquer coisa de religioso na conquista da natureza pelo homem, na apropriação das torças do Universo às necessidades da humanidade. Não, o que é irreligioso é que o homem não conquista a natureza sem escravizar os homens. Não é a preocupação pelo progresso material que afasta o homem dos altos pensamentos e da meditação das coisas divinas; é o esgotamento do labor inumano que não permite, à maior parte dos homens, ter a força de pensar nem sequer a de sentir a vida, quer dizer, Deus. É também a superexcitação das paixões vis, a inveja e o orgulho, que desperdiçam em lutas ímpias a energia íntima dos mais valorosos e dos mais felizes. Entre a provocação da fome e a superexcitação do ódio, a humanidade não pode pensar no infinito. A humanidade é como uma grande árvore, cheia do ruído de moscas irritadas sob um céu de tempestade, e nesse zumbido de ódio a voz profunda e divina do Universo não é ouvida."

É o que vemos todos os dias. Quantas pessoas que conhecemos dizem abertamente e sem preocupação que acreditam piamente em DEUS! A crença virou um amontoado de superstições, um amontoado de ciúmes, orgulho e além de tudo o que vemos são cópias de rituais, em todos os setores filo-religioso. É um desperdício da credulidade. Vemos escancaradamente as pessoas se agredindo tanto verbal quanto moralmente; vemos ritos para isto, ritos para aquilo, ritos para inúmeras coisas; mas não vemos ritos para o aperfeiçoamento, para o engrandecimento do ser; uma igreja usando atributos de outras e dizendo que na outra é praticado o ultraje, é praticada a blasfêmia, mas na igreja dele não???

Assisti na televisão uma igreja evangélica achincalhando a UMBANDA e seus rituais de desimpregnação, mas eles a utilizam com o mesmo nome e com os mesmos produtos (quem está certo?). Vejo todos os dias as pessoas falando sobre um deus que eu não conheço e nem pratico. Vejo todos os dias as pessoas dizendo que são capazes de operarem muitas coisas boas, mas nada fazem em prol de seu irmão ao lado que está pedindo socorro. Campanhas e mais campanhas para ajudar, para amparar, para escravizar ainda mais os menos favorecidos.

Mas o esclarecimento que todos pedimos são poucos os que nos fornecem e de graça não pedem nem para si e dão sempre aos outros. Cursos, muitos cursos são oferecidos mas “quase” todos cobrados e quando não são cobrados, a grande maioria é só uma introdução a alguma forma de auto-ajuda. Curso de imposição de mãos X reais divididos em tantos estágios (o primeiro grátis); curso de meditação (mal se entra em alfa); curso de sobremesa nem se comenta...

O que quero dizer é que fica mais de que provado que o deus da grande maioria das pessoas “religiosas” é o dinheiro. Até quando vamos suportar isso? Até quando vai se praticar uma religião baseada em pagamentos sem fim? Ninguém mas quer se doar; não sei o que acham em doar-se, pois sempre aprendemos que é de graça os dons que ganhamos e de graça devemos passa-los, mas esta premissa foi esquecida e cobra-se por tudo.

Levantemos os nossos olhos e vejamos se o que estamos fazendo é certo; se podemos melhorar sempre, crescer em DEUS e dizer em alto e bom som que SOMOS FILHOS DE DEUS e que acreditamos nele de tal forma que se ELE vier hoje a ter conosco poderemos olhar em SEU rosto e sorrir, pois estamos em paz com ELE.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 9/5/2007

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