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Um Mundo em Transformação

por Instituto AION

Publicado dia 2/11/2008 em Autoconhecimento

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A história do conhecimento humano, no mundo ocidental, divide-se em dois grandes momentos: um período que teve como característica o estudo e a investigação do funcionamento do mundo pela lógica da estrutura dos fenônemos da visão cartediana, e outro que passou a entender a realidade como sendo um processo, ou seja, a partir de um modelo sitêmico.
Na física, por exemplo, no início do século XX, surgiu a idéia de que a natureza da matéria e, conseqüentemente o mundo, seria formada por energias e não somente de sólidas particulas materiais, como dizia a física newtoniana.
Depois de Einsntein, o mundo passou a ser visto com uma complexa natureza energética cujo funcionamento se desenvolve por conexões e relações. Nascia a Física Quântica, que trouxe uma nova compreensão sobre o Universo, cuja base se sustentava na Teoria dos Sistemas.
Esse novo modelo se estendeu, mais tarde, para outras áreas do conhecimento humano como a psicologia, a medicina e a biologia.
Este artigo trata desta mudança. Da evolução e da ruptura com os paradigmas do conhecimento humano, desde a Idade Média, até aos nossos dias. Estamos hoje, atravessando um momento sem precedentes na história da humanidade.
A nossa consciência como indivíduos é um fenômeno recente na história da humanidade. Durante séculos, lutamos para nos desvincular das amarras de instituições de comandos totalitários, de autoritarismos e de uma consciência predominantemente coletiva.
Depois passamos a viver sob a poderosa influência do pensamento ciêntífico, com a Era da Razão. Vale lembrar que nossa consciência como indivíduos foi enormemente influenciada, na história da civilização ocidental, pelos aspectos racionais e materialistas e por uma visão fragmentada da realidade, em decorrência do pensamento filosófico adotado após os séculos XVI e XVII, em que o mundo e o próprio homem passaram a ser vistos como uma máquina, formada por componentes que funcionariam por meio de leis fixas e “naturais”.
Atualmente, vivemos um período em que essa consciência está emergindo e fazendo surgir um novo modo de vida e uma nova sociedade. Esse processo, antes restrito a algumas esferas ou grupos de atividades – como artes, filosofia e ciência – hoje tem um escopo bem mais amplo e vem afetando nossa vida cotidiana como um todo.
As contradições profundas de um sistema de crenças que vigorou até agora na civilização ocidental, onde o racionalismo e a intelectualidade atingiram o seu apogeu, estão agora beirando a insensatez.
O modelo científico, por exemplo, como fonte de conhecimento, exclui a mente intuitiva de sua metodologia. Para a ciência normal só é valido o fenômeno que pode ser demosntrado sob a luz da linguagem formal da razão, muito embora a maioria dos inventos e das descobertas que mudaram o destino da humanidade e que foram realizadas por cientistas, em nada lembram os métodos que eles utilizaram nem, tão pouco, o rigor das publicações e dos textos científicos.
Estas descobertas foram realizadas por meios totalmente intuitivos, como sonhos e insights profundos, que não fazem parte da documentação metodológica rigorosa, tão valorizadas pela transmissão do saber científico.
Entretanto, mais do que uma simples mudança, nossa consciência vem passando muito rapidamente por um processo de descontinuidade e de alterações radicais com o passado, fato que não ocorreu em outras épocas, de maneira geral. A transição pela qual atravessamos atualmente, portanto, não é uma crise de caráter individual ou social, econômica ou política, mas de dimensões planetárias e de uma profunda mudança de paradigmas.
Uma característica singular de nosso tempo é o fato de que áreas de conhecimentos específicos parecem não mais conseguir dar respostas aos desafios que se apresentam. A economia parece estar estrangulada pelas suas contradições profundas, entre a necessidade de produzir riquezas e a de manter a sustentabilidade da vida no Planeta; a ciência médica parece não conseguir mais dar respostas a possíveis epidemias e pandemias com uma situação aparentemente fora de controle, além de do fato de não conseguirem definir com clareza a causa de muitas doenças como o câncer, AIDS e outras anomalias; a psiquiatria parece manter seus doentes somente à base de remédios com efeitos paliativos, como calmantes, soníferos, anti-depressivos e barbitúricos, sem dar uma resposta adequada às verdadeiras causas destas enfermidades.
No campo social, a polícia parece ser incapaz de resolver problemas de segurança, além de se comprometerem, cada vez mais, com a criminalidade; a justiça, por outro lado, parece não mais conseguir enfrentar esses mesmos problemas e o crime organizado.
A ciência está agora se deparando com a necessidade de buscar outras formas de atualizar a estrutura de seus modelos e de suas metodologias de pesquisa; os governos, em todo o mundo, parecem não mais saber conter a desordem, o terrorismo, a subversão, a corrupção e a violência, além de não resolverem a crise eminente de um colapso planetário, em função das ameaças atômicas e de catástrofes como o aquecimento global.
O nosso Planeta está se tornando um lugar onde a vida está muito difícil, em todos os sentidos. Apesar disso, temos a esperança de construir colônias humanas em outros planetas, mesmo que não saibamos cuidar da nossa própria casa.
A ciência quer clonar os seres humanos, mesmo sem saber dar conta das mais simples questões éticas e de respeito ao que é propriamente humano. Apesar de não haver nenhuma evidência de que isso seja verdade, alguns acreditam que a tecnologia poderá ser uma resposta satisfatória para estes dilemas humanos, que virá solucionar questões como o aquecimento global, a escassez da água e a contaminação dos alimentos, como se estas questões fossem preocupações do futuro.
Está claro que a forma com que esses problemas são analisados, representam mais uma maneira de se tentar resolver esses assuntos de forma tangencial.(Texto extraído do livro Liderança Criativa- de Celso Cardoso)Texto revisado por: Cris

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