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Uma estrada chamada ousadia

por Flávio Bastos

Publicado dia 28/8/2008 em Autoconhecimento

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"A ousadia contém em si genialidade, poder e magia".
Goethe


O termo "ousadia" é definido pelo Dicionário da Língua Portuguesa como uma característica da pessoa corajosa, destemida, arrojada, audaciosa. Ousar é ter a coragem suficiente para enfrentar desafios que a vida costuma oferecer.

O "espírito jovem" normalmente vêm acompanhado dessa inerente característica. Foi nessa fase da vida que os grandes descobridores, aventureiros, pesquisadores e inventores da humanidade deram impulso às suas obras que ajudaram a transformar, significativamente, o cenário do pensamento e da ciência mundial. O que seria do homem se não reencarnassem espíritos com o traço da coragem, do destemor? A ciência não evoluiria e o pensamento humano estagnaria, porque somos o reflexo de nossas atitudes (ou a falta destas) diante da vida.

No âmbito espírita sabemos que nada acontece por acaso e que tudo tem uma razão de acontecer. Espíritos reencarnam com a característica da ousadia porque já foram e continuam sendo ousados, ou porque se predispõem a serem destemidos na tentativa de modificar um padrão comportamental de inércia que os acompanha há muito tempo.

Idealizamos um mundo de paz e amor, no entanto, não chegaremos ao nível que almejamos se não formos ousados no sentido buscarmos as transformações que necessitamos a partir de nós mesmos.

Jesus Cristo foi um exemplo de espírito ousado para uma época em que a permanência de um "estado de coisas" que mantinha os interesses dos poderosos e dominadores, era defendido a ferro e fogo. A sua obra, no entanto, dispensa comentários...

Mahatma Gandhi, ao defender a bandeira da anti-violência em um período conturbado da humanidade, foi vítima da própria violência. Contudo, a sua mensagem de paz eterniza-se através das consciências de seus seguidores e simpatizantes...

José Lutzemberger, com o seu espírito combativo, fez, de seu ousado pioneirismo ao defender o meio ambiente numa época em que o país tentava sair das sombras da ditadura militar, uma legenda em prol do amor à natureza. Seu exemplo jamais será esquecido...

São somente alguns exemplos de atitudes arrojadas diante da vida. Poderíamos relacionar centenas, milhares, milhões de almas que passam e retornam com a firme determinação de contribuir com a transformação de uma realidade planetária a qual idealizamos.

No entanto, a história mundial tem demonstrado que um dos maiores problemas do homem não é a ousadia em si, mas a forma como administramos as nossas conquistas pessoais. Principalmente ao exercermos o poder após conquistarmos algo pelo estímulo da coragem, pois nessas situações muitas vezes o orgulho, o egoísmo e a vaidade - nossas inferioridades crônicas - superam as motivações humanas que nos impulsionaram a tais conquistas.

Portanto, se não estiver fundamentada na energia do amor que liberta e expande consciências, a ousadia é como a força do leão que ao caçar a sua presa simplesmente sacia a fome para garantir a continuidade de seu reinado na natureza.

Ousadia, conquista e poder é mais que um trinômio: é um paradigma universal que acompanha o homem há milênios e que deve ser "quebrado" à medida que nos conscientizamos que o futuro da espécie humana depende de nossas ousadas ações no agora. Os velhos tempos das grandes conquistas com sabor de aventura foram necessários para que o homem evoluísse espiritualmente em relação à compreensão do verdadeiro sentido da palavra "poder".

Muitos líderes que no passado remoto comandaram exércitos em célebres marchas pela velha Europa, hoje perseguem ideais humanitários engajados em ousados movimentos que promovem a "luta" pela paz e o amor entre os homens. Cedo ou tarde aprendemos, com as sofridas experiências, a evoluir e a descer do ilusório pedestal do poder que magnetiza e aprisiona consciências.

E essa libertação acontece lentamente em nossas vidas. A começar pela conscientização das pequenas coisas que nos incomodam no dia-a-dia, como um comentário maldoso de um colega, a observação crítica de um amigo, o esbarrão de um desconhecido na rua, o ciúmes que sentimos de alguém, etc. Se nos incomodamos com a crítica e o (pré)julgamento de outras pessoas em relação a nós, não devemos fazer o mesmo em relação a elas. Se o fizermos estaremos entrando num círculo vicioso sem perspectivas de saída.

Não esqueçamos que a mente serena é a mente vigilante, atenta, perceptiva. Evitar julgamentos, críticas, ofensas é o primeiro passo no caminho para a libertação do nível vibratório que nos mantém cativos em um "estado de coisas" que, por ser muito sutil, não percebemos. E a estrada em que devemos dar o primeiro passo para alcançarmos a transformação de nossa sintonia espiritual tem um nome: chama-se ousadia.

Psicanalista Clínico e Interdimensional.
Atendimento online/messenger: veja no site do autor.

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected]
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