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Uma grave doença chamada simbiose

Uma grave doença chamada simbiose

por Teresa Cristina Pascotto

A dor de existir começa desde o nascimento do ser humano. Não que a vida seja dolorosa, ela é divina. Porém, existir num plano de densidade de 3a dimensão, de dualidade, é algo difícil e doloroso para todo ser humano. A sensação de separatividade ocorre já no nascimento.
Essa sensação traz consigo, além do medo de existir, o medo de ser só, traz a sensação de estar "solto", perdido no denso vazio. A vida intrauterina ainda traz a sensação de proteção, de pertencer, mas ao sair do ventre materno, todo ser experimenta a sensação de expulsão "do paraíso", de um lugar seguro e confortável, para ser lançado na dolorosa densidade "sombria" do planeta, junto com uma sensação de abandono e rejeição.

Essas são basicamente as sensações de todos os seres humanos no momento do nascimento e durante um bom período que se segue após o nascimento. Isto considerando uma pessoa que nasce num contexto familiar "normal", com pai, mãe e familiares. Imaginem o quanto estas condições se agravam quando a pessoa nasce e, de verdade, é abandonada ou nasce dentro de algum outro contexto que não seja saudável.

Por conta desses fatores básicos que todo ser humano experimenta no nascimento - mesmo que já tenha reencarnado na Terra centenas de vezes - imediatamente já são estabelecidos contratos (de domínio sobre o ser que nasce) inconscientes entre a pessoa que está nascendo e aqueles que o recebem para criá-lo. Normalmente, os pais.

Por medo de existir com as extremas sensações de rejeição e de não pertencer, são também estabelecidos vínculos energéticos que o ser que acabou de nascer cria com aqueles/as de quem mais depende para sobreviver. Estes então são os primeiros vínculos de dependência comum ou simbióticos que se estabelecem. Com a mãe (ou substituo/a), por exemplo, existem os laços/vínculos saudáveis que se criam, porque o bebê obviamente depende dela e esta ainda é uma extensão da criança por um bom tempo. Porém, com o desenvolvimento da criança, o natural é que esses laços de dependência saudável, sejam desfeitos e ambos - mãe (ou responsável) e a criança - possam então entrar em seu processo de retorno para si e individualização saudável, apenas com laços sutis de amor, que não prendem e não criam dependência, se manifestando entre eles.

Mas como a vida na Terra é uma experiência difícil para todos, no momento em que esses vínculos simbióticos saudáveis nos primeiros tempos, começam a se desfazer - é uma condição natural, como o corte do cordão umbilical - tanto a mãe (ou seu substituto/responsável), quanto a criança, sentem uma sensação de desamparo. Apesar de a mãe (ou substituto/a) não depender fisicamente da criança, ela estabelece uma dependência emocional, pois toda a experiência com o filho faz com que ela se sinta amada e com que sinta amor. Esta mãe acaba se tornando dependente deste tipo de experiência tão profunda onde a criança depende dela e ela acaba se tornando também "dependente da dependência" da criança. A vida para a mãe (ou substituo/a) passa a ter mais sentido quando tem uma criança sob seus cuidados, onde se cria laços de amor. Ao se desfazerem esses vínculos simbióticos, a sensação de desamparo, abandono e solidão, tomam conta da mãe e da criança também. Porém, para a criança, existe também o forte amparo físico, que no desfazimento desses vínculos, traz para a criança uma sensação de rejeição, de exclusão e de não pertencer.

É aqui então - e por muitos outros motivos que não cabem citar aqui além dos citados acima -, que mãe (ou substituto/a) se recusam a permitir que esses vínculos se desfaçam, e se agarram a eles e os fortalecem, se aprofundando ainda mais "um no outro". Seria como se houvesse uma fusão nesse momento.
Ressalto que estas condições variam para cada ser humano, algumas situações podem ser extremamente graves, com simbiose e obsessão mútua, e outras que podem ser mais leves. Porém, infelizmente, sempre todos os seres humanos criam relações de dependência, simbiótica ou não, mas criam. Aqueles que são conscientes disso, tem mais chances de se curar, mas os que negam essa realidade e se acham super independentes, estão enganando a si mesmos.
Se todas as pessoas tiverem a coragem de buscar essa verdade e descobrirem quais são suas relações simbióticas ou de simples dependência - física, mental, emocional, energética e espiritual - todas encontrarão a cura real. E se e quando isto ocorrer, então as doenças irão escasseando, até não existir mais no planeta.

Nas relações de dependência simples ou simbiótica, um sempre está "literalmente" dependendo do outro para sobreviver, pelo menos é assim que acreditam inconscientemente, por isso, um extrai energia do outro, aquele que extrai mais se torna mais vigoroso e o mais forte (falsamente) da relação, tornando, naturalmente, o outro mais fraco e mais vulnerável e, portanto, mais dependente do mais forte, que então, muitas vezes, acaba "dando sua energia" para o fraco, que então se refortalece e novamente abastece energeticamente o mais forte. E assim vai se repetindo este processo. Obviamente, que isto leva ao adoecimento, em algum ou em todos os níveis do ser de ambos. Nessa troca energética, um é o outro, um está no outro, um se contamina com as energias do outro, um se perde no outro, um aprisiona o outro, e assim por diante. Resultado: doença.
No caso da simbiose mais grave (que ocorre com quase a totalidade da humanidade), com ou sem obsessão mútua, à medida que a vida avança e as pessoas envolvidas na simbiose vão amadurecendo e não curam essa condição e não se libertam verdadeiramente, começa então um adoecimento de ambos os envolvidos, cada um à sua maneira. A doença poderá, inclusive, ser no corpo físico. Claro, tudo começa nos níveis mais sutis dos seres e, se não tratadas as doenças emocionais, mentais, energéticas e espirituais, inevitavelmente isso trará malefícios e doenças para o corpo físico.

Dependendo da gravidade da simbiose, a(s) doença(s) gerada(s) em cada um poderá ser igualmente grave. Lembrando que nem sempre uma doença grave no corpo físico é a pior doença. Muitas doenças espirituais, mentais e emocionais, podem ser muito mais dolorosas e destrutivas, trazendo profundo sofrimento, mais do que uma doença física, que pode facilmente ser diagnosticada, porque os sintomas são claros no corpo e, por isso, geralmente podem ser tratadas.

Nos tempos atuais, o frutos dessas relações de dependência e simbiose, estão trazendo muitos males emocionais, mentais e espirituais. A "síndrome" do pânico por exemplo, na maioria dos casos é proveniente do fato de que a alma da pessoa precisa urgentemente ser livre em todos os seus corpos, mas as relações simbióticas que a pessoa criou, paralisam sua vida e a alma não consegue dar vazão aos seus potenciais e cumprimento de sua missão. Sendo assim, somente quando a pessoa não consegue mais fazer manobras falsas para fingir que sua vida está caminhando, ela se vê paralisada e em pânico. Justamente porque com isto, ela não poderá mais fingir e o sofrimento que a angústia e o pânico lhe trazem, a obrigam a buscar as causas desse desequilíbrio e, se ela se aprofundar em seu inconsciente, com certeza encontrará a causa: ela é prisioneira das relações de dependência que criou e, portanto, prisioneira do medo de viver sem ter esse falso apoio e falsa segurança que essas relações lhe trazem.
Para ela se curar de uma grave doença, em qualquer um dos seus corpos, ou todos juntos, ela terá obrigatoriamente que enfrentar seu medo de viver por si mesma, sem essas ligações que lhe trazem a falsa segurança. E enfrentará o medo de ser livre. Ela deseja a liberdade, mas isto requer ausência de vínculos e isto a apavora, mesmo que somente inconscientemente.
Vale lembrar que citei apenas a simbiose na fase inicial da vida, mas obviamente que se as pessoas se acostumam desde seu nascimento, a estabelecer relações de dependência, com ou sem simbiose, elas sempre irão buscar no mundo pessoas com as quais estabelecerão relações de dependência também. Nas relações de amizades ou familiares, os vínculos são mais suaves, mas normalmente nas relações amorosas, se estabelecem muito mais relações simbióticas e, muitas vezes, com obsessão um pelo outro. Já não se trata de amor, mas sim do que o outro representa em termos de (falsa) segurança.
Mesmo que um casal consiga se separar e cada um for viver um outro relacionamento, se a relação do antigo casal se tornou simbiótica, ela permanecerá existindo em uma realidade paralela. O casal desfez a relação na vida da matéria, mas continuam se relacionando profunda e simbioticamente na realidade paralela, com vínculos/laços energéticos graves, onde um ainda sacia as necessidades energéticas e espirituais do outro, enquanto ambos já estão em outro relacionamento.

Nestas condições, estes novos parceiros, apenas representam um "ser na matéria", com o qual se relacionam na vida física. Mas "na verdade real, por trás dos véus das ilusões", a verdadeira relação está acontecendo com o casal antigo, na realidade paralela, onde um usa a energia do outro para projetar nos novos parceiros, os quais são apenas receptáculos sobre os quais o "antigo e eterno casal" projetam o melhor um do outro, nos novos parceiros, ficando assim satisfeitos e encantados com a nova relação, quando na verdade ainda estão unidos por vínculos e condições ainda mais densas, porque mantém a relação na realidade paralela, onde esta condição ocorre como fruto do medo de ambos de perderem o melhor que tinham um do outro. Toda relação tem "coisas" boas e ruins. Para se romper um relacionamento, temos que abrir mão daquilo que era tão bom na relação. Por isso, o antigo casal se coloca na realidade paralela levando o melhor de si e encontra o melhor do outro. A relação simbiótica nessa outra dimensão é "perfeita", ambos somente se amam e se entendem muito bem (tudo inconscientemente, claro). Se pensarem em retomar a relação na vida da matéria, sabem que as divergências e brigas voltarão e eles não querem e se dizem satisfeitos com os novos parceiros. Mas estas novas relações são superficiais porque eles não estão totalmente nelas; fisicamente estão, mas grande parte do seu ser está lá, na realidade paralela com o antigo(a) parceiro(a).

Em todo e qualquer tipo de relação simbiótica, seja entre pais e filhos, entre irmãos, entre amigos de longa data, entre parceiros amorosos, dentre outras, se houver um afastamento natural pela própria condição de vida que cada um escolhe, seja pela morte de uma das pessoas, seja por uma briga, um divórcio, enfim, não importa o motivo, mesmo que ambas as pessoas envolvidas "jurem" que estão bem sem o outro, que estão vivendo bem sem os pais, p.ex., ou sem o amigo, a verdade é que esse afastamento é ilusório, quando há uma grave dependência pela simbiose criada na relação. As condições de realidades paralelas podem ser mantidas mesmo quando um morre. Aquele que morre fica numa realidade paralela junto com uma parte da alma do outro que ainda está encarnado, que se projeta nessa realidade paralela para encontrar a pessoa que desencarnou. Eles ficam ali, juntos, numa realidade só deles. O desencarnado pode manter uma parte de si nessa realidade junto com a outra pessoa e outra parte dele pode ir para outros planos, pode reencarnar, mas continuará ali, com a parte da pessoa querida que está encarnada. Muitas dessas relações se arrastam por outras vidas, a pessoa reencarna inúmeras vezes, mas uma parte dela poderá sempre estar ligada a uma outra pessoa numa realidade paralela há séculos e séculos, obviamente, sempre atrapalhando sua própria vida, nesta vida, que provavelmente tem dificuldades em se relacionar, justamente porque nunca está inteira em si mesma e muito menos inteira na relação amorosa desta vida, se é que tem uma...

Não se trata somente de relação amorosa, você poderá olhar para suas várias relações e poderá perceber que uma parte de você está ausente. Pode ser, por ex., porque em outra vida sua mãe morreu e você não suportou viver sem ela e, para sobreviver, projetou parte de você para uma realidade paralela onde encontrou uma parte dela que te acolheu para que não se sentisse tão sozinho. Isto te atrapalhou naquela vida, pois você se dissociou de si mesmo porque você tinha uma grave simbiose com essa mãe, porque ela era a única pessoa com quem você se sentia seguro. Você continua com ela nessa relação da realidade paralela criada na outra vida. Nesta vida, ela poderá estar em outro plano ou até encarnada, longe de você, mas continuam ligados inconscientemente e essa ligação, onde um depende do outro, onde um se sente seguro com o outro (mãe e filho, neste ex.), você existe mais lá nessa realidade paralela com sua mãe do que aqui, nesta vida. Nesta vida você é meio alheio, "está sem nunca estar" na vida e com os outros, você é ausente de um modo geral, pode ter um relacionamento amoroso, porque você é humano e precisa se relacionar, pode sentir amor pela pessoa, ter filhos e amá-los, mas nunca se sente totalmente em você, porque a parte mais viva de você está dissociada, projetada na realidade paralela que você criou em outra vida com aquela mãe e da qual você jamais quer se separar e carrega isso vida após vida.
Para você se sentir pleno, vivo de verdade e feliz, nesta vida, precisará descobrir essa relação desta vida passada. E descobrir suas simbioses desta vida.

Estou apenas mostrando algumas das inúmeras possibilidades de relações simbióticas, quer vivida na vida da matéria, quer vivida em realidades paralelas. Lembrando também que você pode ter criado outros vínculos em outras vidas, com outras pessoas e mesmo após o desencarne, ainda carrega várias realidades paralelas com várias outras pessoas que lhe trazem a sensação de existir e pertencer.
Se você fizer uma busca profunda, com a intenção de mergulhar no seu inconsciente, com certeza você encontrará a raiz de alguma questão de dificuldade em sua vida e essa raiz muito provavelmente (ou com certeza), terá a ver com alguma(s) relação simbiótica desta e/ou de outras vidas. Não se desespere querendo saber como vai conseguir isso. O simples fato de você tomar consciência dessa realidade, por ter lido este texto e isto ter mexido com você - lembrando que todos os seres humanos tem algum problema ou doença devido às relações de dependência ou simbióticas - já fez com que você acessasse, pelo desejo de descobrir, essas condições dentro de você. Ao serem acessadas, essas condições começam a ficar mais óbvias, começam de alguma forma a vir à tona, se mostrando a você em algumas situações de vida, onde você poderá perceber mais claramente a dependência que tem com algumas pessoas.

A tomada de consciência e a aceitação, são passos fundamentais e determinantes em todo processo de cura.
Tenha a intenção de descobrir quais são os laços, vínculos, dependências ou simbioses que te aprisionam e te adoecem, e tenha a intenção de encontrar um caminho de cura. Peça ajuda ao Plano Espiritual para te guiar para o caminho da cura e te dar coragem de realizar essa cura, pois lembre que se você estabeleceu relações desse tipo, é porque você tem medo da vida e não quer viver "sozinho", por isso criou essas ligações de laços e vínculos energéticos e/ou projeções de seu ser em realidades paralelas. Portanto, terá também que aceitar seu medo de ficar livre. Você quer ser livre para ser feliz, isto é uma verdade, porém, seu ego não quer se desfazer da confortável condição das ligações de dependência. À medida que o ego entende que esse conforto é ilusório e está destruindo você e sua vida, seu ego começará a querer se lançar, com muito medo, na jornada de cura das simbioses.
Somos energia e nossas relações se estabelecem a partir de trocas energéticas. Por mais absurdo que pareça, alguém aceitar a doença, só para não ter que se sentir abandonado energeticamente pela pessoa com quem estabeleceu a simbiose ou dependência, infelizmente esta é a verdade.
Reflita sobre isso, considere tudo isso como possíveis verdades, busque a aceitação destas possibilidades acontecendo dentro de você, e tenha a intenção de se abrir para transcender as limitações que seu ego cria, para então adentrar a jornada de cura.
Texto Revisado

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Avaliação: 5 | Votos: 28 Atualizado em 19/06/2017

Autor: Teresa Cristina Pascotto   
Atuo a partir de meus dons naturais, sou sensitiva, possuo uma capacidade de percepção extrassensorial em níveis transcendes. Desenvolvi a Terapia Transcendente, a qual objetiva conduzir à Cura Real e à libertação integral do ser. Sou uma pesquisadora do inconsciente profundo, para descobrir seus mistérios e as chaves para a libertação real. 
E-mail: crispascotto@hotmail.com
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