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Uma jornada chamada vida

por Flávio Bastos

Publicado dia 3/7/2008 em Autoconhecimento

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“Em suas solidões felizes, a criança sonhadora conhece o devaneio cósmico, aquele que nos une ao mundo”.
Bachelard


Imaginemos nós, ainda crianças, na expectativa de uma viagem que ocorrerá no dia seguinte na companhia dos pais. Com certeza será uma noite mal dormida e com uma boa dose de ansiedade. Sentiremos aquele friozinho percorrer a barriga e uma sensação de que seremos “desbravadores” do caminho que teremos a seguir.

Assim é para a maioria dos espíritos, a expectativa da jornada da vida no momento que antecede o processo da reencarnação. Depois da chegada ao corpo, a memória pregressa apaga e iniciamos, sob os cuidados dos nossos responsáveis, a fase do desenvolvimento infantil e a captação de todas as experiências que acontecem conosco.

Como somos seres interdependentes, dependemos de nossos cuidadores para sobreviver, mas a jornada da vida continua: começamos a balbuciar as primeiras palavras, a engantinhar e... quando todos menos esperam, estamos ensaiando os primeiros passos na “corda bamba” da lei do equilíbrio.

O tempo passa, caminhamos com desenvoltura e nos comunicamos com segurança através da linguagem oral. Já estamos até na escola, onde o aprender, o trocar e assimilar experiências tem um significado de extrema importância no nosso desenvolvimento integral.

Num piscar de olhos, começamos a nos sentir impulsivos, inquietos, diferentes. Parece que uma corrente energética desconhecida começa a nos envolver e a modificar estética e comportamento: chegamos à fase da adolescência, quando o espírito começa a manifestar traços de caráter que traz do seu histórico de vidas.

Turbulenta para alguns, menos problemática para outros, dependendo da qualidade de experiências que tivemos com os nossos responsáveis diretos na infância, a adolescência é um "grito de independência", ou seja, uma aviso à família e ao mundo, de que a partir daquele momento vital, devemos, gradativamente, nos desprender da dependência parental para ingressar em uma nova fase da jornada rumo ao encontro de si mesmo.

Começa, então, a fase do planejamento ou das projeções no sentido da preparação para a independência financeira: estudos, cursos, emprego. Constituir família ou permanecer solteiro? São preocupações e questionamentos que surgem à medida que assumimos a auto-responsabilidade perante a vida.

E, de repente, como se fosse a velocidade de um relâmpago, nos encontramos envolvidos de corpo e alma em uma experiência passional ou idealista. É a paixão no lugar da razão! No entanto, com muitos indivíduos acontece ao contrário: a razão com traços de rigidez predomina, direcionando-os para um projeto de vida por eles idealizado em que as inevitáveis supresas do caminho podem levar a um desvio para rumo desconhecido.

Às vezes, no evoluir da caminhada, olhamos para trás e não visualizamos alguns companheiros que conhecemos pelo caminho. Eles desapareceram, pararam ou simplesmente desistiram de tentar seguir na mesma direção que a nossa? Redirecionamos o olhar e seguimos em frente...

Porém, cansados de tanto caminhar, mas com o sentimento de que não devemos ainda parar, diminuimos o ritmo da marcha. Sentimos que embora a energia espiritual esteja sempre presente nessa trajetória, a energia física começa a emitir sinais de que o tempo passou e que por isso devemos ter cautela e sabedoria para dosar a energia bio-psico-espiritual nessa etapa da vida.

A fase final da jornada da vida guarda-nos sentimentos distintos, ou seja, o sentimento de felicidade de termos aproveitado e aprendido muito com a viagem que chega ao fim, ou o sentimento de insatisfação e de incompletude por não termos aproveitado a viagem como deveríamos.

Contudo, seja com o sentimento de felicidade da criança que retorna ao lar depois de uma viagem bem aproveitada, ou com o sentimento de frustração de que a experiência poderia ter sido diferente, retornamos "para casa" para mais um período de convivência, de avaliação, de reciclagem e de preparação para uma nova incursão na matéria, quando teremos mais uma oportunidade de retornar ao lar, felizes e satisfeitos com a jornada de lições e aprendizagens chamada vida.

Psicanalista Clínico e Interdimensional.
flaviobastos

Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected]
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