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Urashima e a Tartaruga - Pequena Reflexão



Questionamentos:
1. Por que envelhecemos?
2. Devemos ficar presos ao passado?
3. Porque tentamos convencer o outro no que acreditamos?

"Um pescador chamado Urashima vivia com sua mãe numa choupana. "Você precisa se casar, meu filho!", a velha dizia. "O que consigo pescar só dá para alimentar duas pessoas...", ele respondia. "Assim, enquanto você viver eu continuo solteiro".

Um dia Urashima pescou uma tartaruga pequenininha. "Xi, esta não bastaria para matar a fome nem de uma criança.", exclamou, aborrecido. "Então, me liberte!" pediu a tartaruguinha. "Se tiver piedade de mim eu lhe mostrarei minha gratidão!" O bondoso rapaz se compadeceu e a soltou no mar.

Anos depois Urashima estava pescando, como sempre, quando uma violenta tempestade desabou e lhe virou o barco. Como muitos colegas seus ele não sabia nadar mas, enquanto se debatia lutando para não morrer, uma tartaruga imensa subiu à tona. "Chegou minha vez de salvar sua vida", ela anunciou.
"Venha, suba em minhas costas."

Urashima obedeceu, aliviado, porém, em vez de levá-lo para a praia, a tartaruga mergulhou, conduzindo-o a Ryugu, o palácio do rei dragão, situado no fundo do mar. "Sou a dama de companhia de Otohime, a princesa dragão", explicou. "Ela quer lhe agradecer por ter me salvado quando eu era pequena".

Assim que se viram, a princesa e o pescador se apaixonaram perdidamente. "Por favor, não vá embora!", Otohime lhe pediu. "Neste reino você nunca há de envelhecer."

Três anos se passaram e só uma coisa estragava a felicidade de Urashima: a preocupação com sua velha mãe. Um dia ele perguntou à princesa se podia ir visitá-la. "Se você for nunca voltará", Otohime respondeu, com tristeza. Mas seu amado tanto insistiu que ela acabou consentindo em sua viagem. Quando se despediram entregou-lhe uma caixinha e falou: "Leve-a com você, mas não abra. Se a mantiver fechada, a tartaruga irá buscá-lo na praia e o trará para mim."

Depois de prometer que nunca abriria a caixinha, Urashima subiu na tartaruga e partiu. Chegando ao seu destino, encontrou tudo mudado. Na aldeia onde havia vivido ninguém o conhecia e ele tampouco conhecia ninguém. Da choupana onde morava restava apenas o tanque de pedra.

"Que coisa!", pensou perplexo. Foi, então, que viu um velho na rua e resolveu lhe perguntar se por acaso já ouvira falar de um pescador chamado Urashima. "Ora! Quem não conhece a lenda?", o velho explicou. "Dizem que ele morou nesta aldeia trezentos anos atrás, partiu para o reino do dragão lá no fundo do mar e nunca mais voltou!".

"E a mãe dele?" "Morreu no dia em que ele desapareceu...", informou-lhe o homem. "Não pode ser... Eu sou Urashima! E faz só três anos que parti!" Desesperado, Urashima pegou a caixinha e a mostrou ao velho, dizendo: "Veja! A princesa dragão me deu este presente de despedida!" Então, se esqueceu da promessa que fizera a Otahime e abriu a caixinha. Dentro dela havia apenas fumaça. E quando a fumaça escapou, o peso dos séculos caiu sobre Urashima. Sua pele se enrugou, suas pernas perderam a força e seu corpo se transformou em pó."

Questionamentos e reflexões:

1. Por que envelhecemos?
Porque nos agarramos às recordações.

2. Devemos ficar presos ao passado?
Não. Ele já se transformou em recursos internos.

3. Por que tentamos convencer o outro do que acreditamos?
Porque nos falta confiança em nosso próprio caminho.

Comentários:

Esse conto mostra que quando tentamos retornar ao passado destruimos o presente. Com isso, não podemos mais utilizar aquilo que já foi transformado em recursos internos, impedindo o prosseguimento de nosso próprio desenvolvimento. Assim acabamos com toda a nossa confiança interna tentanto provar algo que já aconteceu anteriormente, que não existe mais no contexto, nem necessidade dessas recordações serem precisas ou não.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 1/6/2007

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Autor: Academia Mental   
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