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Vale a pena discutir a relação?


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O famoso DR (discutir a relação) em tese serve para desfazer mal-entendidos, explicar-se, entender o outro, retirar os obstáculos que deram algum bug no relacionamento. Ao menos essa deveria ser sua função, porque conversando a gente se entende, não é?

Depende. E depende de tanta coisa... Se o empenho de um ou dos dois for no sentido de provar quem tem razão e não de restabelecer a cumplicidade e a harmonia, esse DR vai azedar o clima ainda mais - e pior, imperceptivelmente. Estabeleceu-se uma guerra que só vai terminar quando alguém ceder. E ceder não é necessariamente amar – mas calar. E calar é necessariamente carregar uma mágoa. Ao longo dos anos, de mágoa em mágoa, a relação acaba se tornando insustentável – e a insustentável leveza do ser, matéria-prima da qual é feita o amor, cede com o peso das amarguras e um dia se parte num ponto final. Cristais e amores viram arremedos quando colados, sempre é bom lembrar. Tem coisas que são irreconstruíveis e o amor é uma delas. Como flores e asas de borboleta.

Porque o amor -como as borboletas- nasce, não se constrói. O que se constrói são os ajustes, as negociações, as diferenças, os acordos. Mas o brilho nos olhos, não. Ele acontece tão misteriosamente e independente de qualquer vontade que é como um espanto, um arrepio, um sorriso que escapou, um encantamento. "Gostava dela porque era ela, porque era eu", disse Chico Buarque.

E aí a ciência do comportamento desenvolve teorias de resgate e manutenção do amor, como se o amor fosse passível da transgenia de gestos e intenções, como se fosse manipulável e adestrável. O amor é um cão dos diabos, disse Bukowski, poeta das esquinas vivas, filósofo dos becos escuros. Amor acontece ou não acontece. Como um deus brincalhão que leva de arrasto nossas vontades.

Esqueçam os DRs pra descobrir quem tem razão. Isso realmente não importa. O que importa é a vontade de ficar com a pessoa. Esse tipo de DR é a busca por pontos divergentes. São acusações, tentativas de convencer e vergar o outro às nossas conveniências. Isso não tem nada a ver com o amor. Francamente, tem?

Em vez de DR dê um sorriso e use o bom humor. Em vez de DR ouça o que o outro quer dizer quando expressa um desejo. Seja atento, seja presente. Sinta. Beije. Ame.

Segundo a física quântica, o nosso foco determina o que cresce. Onde está seu foco? Nas diferenças ou nas afinidades?

É o que vai crescer.

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Conteúdo desenvolvido por: Mariana Viktor   
Meu propósito é conduzir você através de uma jornada gostosa e surpreendente para o seu verdadeiro EU, melhorando o seu relacionamento com você mesmo e com os outros. Currículo: http://www.somostodosum.com.br/e.asp?i=13774 Contato para atendimentos individuais ou de casais em crise: [email protected]
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