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Viciados em drama



Novelas, filmes, jogos de futebol. Todos têm uma coisa em comum: drama. O dramático assassinato de Odete Roitman. O dramático 7x1 contra a Alemanha. O dramático encontro de Ruth e Raquel (sim, não assisto novela desde os anos 90) são bons exemplos disso. Adoramos um drama. Adoramos saber se vai ou não dar certo. Quando ele fica no plano do jogo ou da ficção, tudo bem, o problema é trazer isso para a vida.

Existem pessoas viciadas em dramas. Quando está tudo bem, tudo tranquilo, elas inventam algo para aporrinhar. Pode ser uma coisa simples, como uma reforma na cozinha, ou algo complicado como o fim de um relacionamento. Mas, no fim, se analisarmos mesmo as coisas, é tudo drama.

Ex-co-dependentes como eu sabem bem o que é isso. Passamos anos em relacionamentos abusivos e complicados. Aprendemos a rimar amor com dor e aí, quando a dor acaba, não encontramos o tal do amor. Começamos a procurar pêlo em ovo. Achamos. Criamos uma situação enorme e envolvemos todo mundo nela. Depois percebemos que, oops, I did it again (tô muito anos 90 hoje) e nos escondemos da pólvora e dos resquícios da bomba.

Só que, no processo, muitas vezes, estragamos tudo. Quando algumas palavras são ditas elas podem destruir as coisas num grau que não adianta alegar TPM ou ataque de drama. As coisas simplesmente se destroem. Nos relacionamentos isso acontece muito, com tanta frequência que enche os consultórios. A paz é algo almejado, mas muito pouco suportado.
O problema é que achamos que paz é ficar parado. Conforto é estar sentado na sua sala, sem nada para fazer. E isso são conceitos bem errados. Paz não é, em absoluto, estar sem fazer nada. Pelo contrário, muito da nossa paz está nas coisas boas que fazemos para a gente mesmo.

Um bom trabalho, que você ame e que a  recompense. Um exercício físico legal, metas dentro disso. Cozinhar uma alimentação saudável. Ajudar as pessoas, porque não? Pessoas que realmente precisam do básico muitas vezes. Podemos fugir do drama e da ideia errada de paz simplesmente fazendo coisas que amamos.

A paz é um estado de espírito e ele pode ser encontrado e mantido, como uma dieta que precisamos fazer todos os dias. Fugir do drama é parte da obrigação se você quiser realmente ser feliz.

Texto Revisado

Publicado dia 14/6/2018
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Autor: Andrea Pavlo   
Psicoterapeuta, taróloga e numeróloga, comecei minhas explorações sobre espiritualidade e autoconhecimento aos 11 anos. Estudei psicologia, publicidade, artes, coaching e várias outras áreas que passam pelo desenvolvimento humano, usando várias técnicas para ajudar as mulheres a se amarem e alcançarem uma vida de deusa.
E-mail: contato@andreapavlo.com | Mais artigos.

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