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VÍCIOS

por Christina Nunes

Publicado dia 20/2/2008 em Autoconhecimento

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No Globo online de hoje está sendo discutido o vício do fumo. Por causa dos comentários postados pelos leitores veio-me à mente o conteúdo de um dos meus livros ainda não publicados - O Fim do Arco-Íris, de autoria espiritual de Caio Fábio Quinto - passado numa Colônia invisível das esferas espirituais terrenas, onde um dos personagens, Marcílio, um Instrutor desencarnado, palestra aos circustantes justamente sobre esta problemática complicada que ainda vitimiza tantos indivíduos.

O grande problema com os vícios mais alardeados e tidos como prejudiciais à vida - como de fato o são na materialidade - tais como o fumo, as drogas e o álcool, se originou em grande medida no modo como tais hábitos grandemente nefastos ao bem estar humano foram elitizados no decorrer das décadas, por intermédio da propaganda industrial que mascarava com tintas do modismo e de status padrões nocivos de comportamento facilmente tidos, da ótica espiritual, como suicidas: a bebidinha social que no mais das vezes vicia o organismo no álcool, lançando o indivíduo gradativamente aos suplícios da doença fatal ou da sarjeta social; o fumo, alardeado durante longas décadas pelo poder massivo da mídia como a última palavra cult, exibindo anúncios televisivos de molde a sugerir ao psiquismo mais fraco que fumantes são antes heróis de superproduções hollywoodianas; o tóxico nas suas diversas e violentas modalidades - um dos grandes males do nosso século - arraigado profundamente na perversão crassa da inversão de valores e num estado de fuga interior do tédio devastador que consome as populações dos nossos tempos...

Todos esses males, todavia, do ponto de vista espiritual, são não mais que ecos materializados de vícios outros, residentes no íntimo do ser humano, entranhados na conduta diária e, como tais, mais desapercebidos, porque imersos no secular cotidiano comum; eles são, nada obstante, como bem pontificou o personagem da obra aludida, considerados nas paragens espirituais como vícios tão ou mais graves que estes, flagrantes na face material do orbe, dos quais são meras repercussões.

Assim que, da amplitude de entendimento adquirida no mundo maior ao qual todos estamos predestinados, o egoísmo é vício tão nocivo quanto o fumo, tanto mais porque sua presença cega a criatura para a verdade de que o mal feito ao próximo é preliminarmente mal começado em si, de vez que quem ignora os direitos e necessidades alheias é cego alijado das necessidades maiores residentes em si próprio; a ira e suas derivações são tão auto destrutivas quanto os excessos do álcool, de vez que põe a perder em primeiro lugar o controle de si mesmo, ao ponto de se ver alijado de equilíbrio e de raciocínio - tanto quanto o alcóolatra trôpego, doente e açoitado pela completa ausência de lucidez nas atitudes, flagela os circunstantes no curso do seu delírio, para enfim tombar, exânime, vencido pelos próprios malefícios desencadeados pelos excessos do vício funesto; e assim como o orgulho desmedido é também considerado vício doentio na alma queda em enganos acerca de sua suposta superioridade perante os demais seres, enganos esses que a compelem, invariavelmente, a incorrer no mesmo delírio perceptivo distorcido que lhe depara realidades não compatíveis com a sua harmonização equilibrada no contexto da vida - do mesmo modo como a vítima do narcótico observa o mundo segundo as características exaltadas, primeiramente, em si mesmos...

E até mesmo o amor, caros, segundo ainda este Instrutor das paragens mais privilegiadas do além, se encarado e experimentado de uma ótica errônea, egotista, distanciada da universalidade ideal com que devemos acolher a todos e a toda a vida no regaço dos nossos melhores sentimentos - até mesmo o amor, assim aviltado nos seus objetivos mais sublimes, é encarado como vício preocupante, porque manifesta mais de amor próprio, de individualismo e de ciúmes obsessivos do que daquele amor ideal, de fato, que gera frutos sublimes no enredo das convivências, ao contrário dos dramas passionais lastimáveis presentes em tantas histórias enganadas de falsos amores com repertório de disputas e de possessividades.

Vícios, portanto, desta perspectiva maior, refletem sempre enganos e excessos cometidos, de dentro da ignorância das nossas enormes responsabilidades para com o contexto eterno de nossas vidas, no uso dos melhores dons com os quais fomos aquinhoados pelo Criador para a nossa jornada rumo às luzes maiores da Sua intimidade.

Que na análise dessas questões, então, tenhamos em mente o significado profundo daquele adágio aparentemente simples: "Vive com moderação as tuas experiências, tendo em conta que és imortal..."

Amor.

Lucilla & Caio Fábio Quinto
Autores dos romances espíritas O PRETORIANO, SOB O PODER DA ÁGUIA e ELYSIUM, UMA HISTÓRIA DE AMOR ENTRE ALMAS GÊMEAS.

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Christina Nunes   
Chris Mohammed (Christina Nunes) é escritora com doze romances espiritualistas publicados. Identificada de longa data com o Sufismo, abraçou o Islam, e hoje escreve em livre criação, sem o que define com humor como as tornozeleiras eletrônicas dos compromissos da carreira de uma escritora profissional. Também é musicista nas horas vagas.
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