Virando a página para a entrada de um novo ciclo
Autor Sheila Tiemi Sakamoto
Assunto AutoconhecimentoAtualizado em 11/5/2026 4:26:24 PM

Existe um silêncio específico no fim dos ciclos. Não é tristeza, nem euforia. É um silêncio de bastidor, aquele momento em que a peça acabou, o público já foi embora, e você está ali, ainda de figurino, no meio do palco escuro.
O cérebro não precisa apenas que a experiência acabe - ele precisa que você reconheça que ela acabou. Sem esse marco, a mente continua processando em segundo plano, moendo memórias, gastando energia com o que já não é.
É por isso que seguir em frente sem olhar para trás não funciona. Você até anda. Mas não chega.
Primeiro: a retrospectiva com gratidão (sem se apegara ela)
A retrospectiva precisa ser revisão, não permanência. Pegue papel - importante colocar no papel, porque a mão escreve mais devagar que a cabeça e a lentidão é onde a consciência aparece. Escreva em três partes:- O que aprendi - as competências, os ensinamentos
- O que eu levo - o que vira repertório, maturidade, técnica e até o "já sei como não fazer"
- O que eu deixo ir - com nome próprio, sem drama. "Deixo ir a necessidade de provar." "Deixo ir esse medo que já tem data de validade vencida."
A limpeza: o fogo, a tela mental, a página em branco
Este é o meu momento favorito. E é onde a coisa fica bonita.Queime o papel do que você deixa ir - com segurança, numa vasilha de metal, na pia, longe de cortina. O elemento fogo tem uma função simbólica precisa: transforma sem devolver. A água lava, o ar dispersa, mas o fogo transmuta. E há algo no gesto de queimar que o corpo entende antes da mente: é irreversível.
Enquanto as chamas comem o papel, feche os olhos e faça o movimento na tela mental. Primeiro, a imagem de tudo aquilo se dissolvendo - cada palavra virando fumaça, cada fumaça virando luz. Depois, a página: uma folha novinha, totalmente em branco, e o vento mexendo na ponta de cima.
Essa imagem não é enfeite. É instrução para o sistema nervoso.
O centramento e o poder do seu nome
Sente-se, respire três vezes mais devagar do que o normal - expiração longa, porque o diafragma é uma alavanca direta do parassimpático. Então diga o seu nome em voz baixa. Não o apelido. O nome inteiro.Parece bobo até você fazer. O nome é a primeira âncora de identidade que recebemos - e nomeá-lo em estado de presença reativa a sensação de self, aquela costura que liga corpo, memória e propósito.
Depois, pergunte em silêncio: qual é a minha missão nesta virada? E escute - não responda. A resposta pode vir depois, no banho, na caminhada, no meio da louça.
As ferramentas que dão lastro
Aqui é onde a coisa deixa de ser metáfora e vira mapa.Os céus. O Mapa de Trânsitos Planetários mostra o clima do período que se abre - o que favorece, o que exige cautela. Se é o seu aniversário, a Revolução Solar é o documento de navegação do ano inteiro.
A numerologia. O número pessoal do ano, do m6es informa a tônica vibracional: ciclo de semear, de colher, de soltar, de estudar.
As cartas. Gosto de abrir uma Mandala com o Tarô e tirar uma Mesa Real com o Baralho Cigano para mim - nas mudanças de ciclos. As cartas não decidem nada; elas revelam o que já estava operando em silêncio. O movimento sistêmico. Desenhos e bonequinhos, em cima da mesa, representando o campo. É ali que liberações acontecem.
O terreno: cores, aromas, cristais, ervas, música
Com os mapas nas mãos, começa a ancoragem sensorial. Escolha as cores que combinam com a energia do ciclo. As ervas. Os cristais. Os aromas. O mantra. A frase. O arquétipo.Muitas vezes isso não vem por análise - vem por intuição, e é bom que venha. Intuir é o cérebro processar informação que ainda não foi organizada em palavras.
E prepare um chá. Com alma. Quente, devagar, escolhendo cada erva com intenção.
Sinta o novo ciclo
Escolha um cantinho. Monte ali o seu portal.Feche os olhos e veja. Você preparando o terreno. Abrindo a terra. Colocando as sementes com intenção, uma por uma, nomeando cada uma - o projeto, a saúde, o vínculo, o dinheiro, o propósito, o relacionamento.
Regando. Não um dia de enxurrada, mas todos os dias, com constância pequena.
Conexão com os quatro elementos: a terra no enraizamento, a água na emoção que nutre, o ar na respiração e na clareza, o fogo na alegria e na coragem de agir.
Ouça o que sua equipe espiritual sussurra. Não precisa ser audível - sussurro costuma chegar como arrepio, como imagem, como uma frase que você não pensou.
Cuide com presença. Sinta o enraizamento ficar forte.
Comemore o primeiro broto. Ele é pequeno e parece frágil, mas é a prova de que o ciclo funciona.
Alegre-se com cada etapa. Veja a magia em cada passo.
Encante-se com as primeiras flores. Sorria para cada fruto. Agradeça por cada folha caída - porque é ela que aduba a próxima estação.
Faça reverência a esse milagre da vida acontecendo. Com o sorriso de alma.
Solte, entregue, acredite, agradeça - e siga
Existe uma diferença entre planejar e controlar. Planejar é fazer a sua parte com excelência. Controlar é exigir que o tempo esteja sob contrato.Depois que você plantou, regou, mentalizou e agradeceu, o ciclo pertence à vida.
E é ali - exatamente ali - que a página em branco deixa de ser um vazio e vira uma promessa.
Está feito.
E você segue, fazendo a sua parte.
Que seu novo ciclo seja abençoado!
Sheila é terapeuta holística e sistêmica, astróloga, taróloga, consteladora familiar e organizacional, numeróloga, consultora de Feng Shui e terapeuta energética.
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Autor Sheila Tiemi Sakamoto Terapeuta Sistêmica & Integrativa, Consteladora Familiar & Empresarial, Astróloga, Numeróloga, Leitora de Tarô e Baralho Cigano, Consultora de Feng Shui e da Medicina Germânica. Pós-Graduanda em Neurociências e estudos em Traumas Tutora e Professora de Cursos Sistêmicos Site: chamadodaalma.com.br https://www.instagram.com/sheila_tiemi_sakamoto E-mail: [email protected] | Mais artigos. Saiba mais sobre você! Descubra sobre Autoconhecimento clicando aqui. |









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