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VOCÊ AINDA ACREDITA QUE DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE ?



Vamos analisar por dois lados se o dinheiro traz ou não a felicidade. Quando olhamos pelo lado espiritual vemos que o dinheiro é usado de forma a não haver a necessidade obrigatória de se correr para conquistá-lo.

Vemos os monges que, já possuindo seus templos, cada um dedica-se a uma atividade em prol de toda a coletividade e todos saem para colher donativos, alimentos da população. Nas igrejas em geral vemos os padres, pastores e outros mais procurarem com suas palavras e atos cobrarem ações eclesiásticas, independentemente de receberem benesses da população, do governo. Constroem escolas, cursos, locam espaços para festividades em geral de onde conseguem donativos.

Portanto, vemos que embora haja um cunho espiritual no fundamento, não os exime de procurarem, de uma ou outra forma, angariar recursos financeiros para seu sustento e quase nunca deixa de faltar-lhes o chamado dinheiro por possuírem diversificações em suas atividades cotidianas.

Na vida atribulada que um homem vive, com contas de luz, água, impostos, ter que se alimentar e sem entrar no mérito que possua uma família, não possua um emprego, certamente, iniciará uma fase de desequilíbrio tanto psíquico quanto físico. Não tendo um emprego, não podendo ir procurar por não possuir dinheiro para condução ou para alimentar-se, iniciará um caminho de pedir, primeiro a seus entes mais próximos. Se obtiver sucesso, ainda assim, ficará na sua mente de que terá que restituir, independentemente do sofrimento psíquico que absorve ao ter que tomar tal atitude. Se não consegue desta forma, cai para o lado do agiota e por não possuir emprego, é evidente que não poderá conseguir a possibilidade de empréstimos na rede bancária.

Aí, entra outra preocupação maior: a de ter que restituir o que alcançou com juros extorsivos e o medo, pois normalmente quem utiliza desses meios não demonstra nenhum sentimento humanitário a não ser ter lucros abusivos e inconstitucionais; mas, infelizmente é onde o pobre coitado encontra a solução para sanar de imediato a sua situação.

Se após tudo isto ainda não consegue um emprego seja lá de que tipo for, retorna a seu local que muitas vezes sequer podemos nomear como casa e inicia o ciclo de apreensão, depressão, desânimo, medo, podendo leva-lo para o caminho dos vícios, álcool, descontrole, para tentar esquecer seu sofrimento e, então, se não tiver uma mente voltada para a espiritualidade e muitas vezes mesmo a tendo, resolve cair para o lado mais fácil de alcançar este fatídico dinheiro: o comércio ilícito.

Então, acharmos pura e simplesmente que dinheiro não traz felicidade é, no mínimo, para aqueles que muito o possuem.

É evidente que não aceito que seja a verdadeira felicidade. Faço aqui uma indagação: qualquer Pastor, Padre, Bispo, Espiritualista que não esteja com sua vida tranqüila financeiramente e que dependa de si para resgatar seus compromissos materiais como alimentação, estudos, impostos, transportes, etc, possuiriam a mesma tranqüilidade de ministrar seus conhecimentos espirituais, praticar seus trabalhos, sem essas preocupações? Será que fariam?

Sei! Dirão: Chico Xavier, Gandhi, Madre Teresa de Calcutá, Krishna, Jesus, etc, pregaram sem essa preocupação, viviam sem se aterem a esse detalhe. Afirmo que não é verdade, pois de cada um deles existia, por trás, pessoas que se encarregavam de prover monetariamente suas necessidades que surgiam para que estes não tivessem que se ater a este problema: dinheiro.

Portanto, a meu ver, quando um chefe de família, embora esteja bem estruturado espiritualmente e toda sua família, perde, por qualquer circunstância, seu poder de sustento financeiro e começa a adquirir dívidas, certamente iniciará uma modificação que não adianta o melhor psicólogo, terapeuta vir aconselhar no intuito de reestrutura-la. Somente o resgate destas dívidas, um novo emprego poderá garantir a esse chefe de família voltar, ainda que seja de forma mais restrita, fazer com que essa família possa novamente se recompor.

O que resolve é solucionar de imediato suas dívidas com um trabalho honesto que lhe permita resgatar, mesmo que em longo prazo, seus débitos materiais e ainda sobrar para que possa sustentar sua família e poder viver condignamente.

Veja o exemplo de JESUS: quando levado a uma festa como convidado, seus discípulos o informaram que havia acabado o vinho.

Isso é solução ativa, imediata e não pregações paliativas que nada resolvem.

Passe na rua e pergunte a qualquer mendigo que encontrar se ele deseja aquela vida?
Certamente, responderá que não! Está naquela situação por não ter mais onde recorrer, então, achou como última solução viver daquela forma. Pergunte, se o levar para um lugar onde possa tomar banho, alimentar-se, trabalhar, ganhar seu sustento, voltar a possuir sua dignidade, ser respeitado como gente, poder ter acesso aos locais onde todos entram, se ele aceita? É obvio que aceitará.

Não a forma que vemos: retirarem-nos da rua, levarem para um chiqueiro, darem banho, cortarem os cabelos (quando não os raspam), colocarem uniformes que mais parecem de prisioneiros e fazerem-nos escravos em plantações onde ninguém sabe onde são e quanto eles recebem.

Vamos, deixar essa hipocrisia de dizer que dinheiro não traz felicidade. Traz felicidade material, sim, e mais ainda, faz com que possamos fazer outros semelhantes serem felizes ao proporcionarmos moradia, trabalhos e dignidade a eles.

Preferem possuir inúmeros automóveis, inúmeras mansões, aviões, banheiras de ouro, quadros de valores inestimáveis a terem que distribuir um pouco que seja para sanar essa miséria e essa falta de dinheiro que a maioria não possui, sob a alegação de que isto é obrigação do governo, esquecendo que na realidade somos todos irmãos, todos temos os mesmos direitos e que o CRIADOR não constituiu classes de ricos e pobres.

No nosso querido País, dez por cento possui toda a fortuna do País, o resto é resto!
Está certo isto? Vejam bem: 1.800 mil detêm as maiores fortunas do País. Tomemos como exemplo um grupo famoso com mais de 90 empresas, que trata seus funcionários com dignidade fornecendo-lhes assistência médica extensiva a seus familiares, residências perto dos seus trabalhos, seguros e coisas mais. Qual o retorno: cada vez mais essa empresa expande-se por colocar o ser humano na frente do empreendimento.

Esse é um País riquíssimo que se os poucos que possuem fortunas incalculáveis passarem a olhar para seus semelhantes e agirem, certamente não terão que possuir guarda-costas, cercas eletrificadas ou viverem com medo de seqüestros. Propiciarão um Brasil mais digno, mais produtivo, mais humano, menos diferenças.

Vamos continuar a querer nos enganar com pregações de que DEUS, ALÁ, BUDA, KRISHNA, MAOMÉ desejavam isso? Uns terem tudo e a maioria, nada? Se ao menos considerarmos que DEUS é PAI, jamais iria desejar que alguns de seus filhos fossem privilegiados e outros miseráveis. Com Certeza se JESUS aqui voltasse, sairia batendo com chibatas nesses falsos profetas, nesses falsos pregadores do amor e da caridade.

Texto revisado por Cris
Publicado dia 19/2/2007

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