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ZOZ - A vida está sempre em movimento

Atualizado dia 5/14/2024 11:03:12 PM em Autoconhecimento
por Margareth Maria Demarchi


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* Direitos autorais Margareth Maria Demarchi
*Todos comentários serão bem-vindos. Obrigada*


-   O que nós estamos fazendo para nós mesmas?

-   Será que a vida está confortável?

-   Será que a vida deixa de se movimentar mesmo quando achamos que estamos paradas?

Analisemos nossa vida e vejamos quanta coisa se altera, seja para o "bem" ou para o "mal", conforme a nossa percepção.

Mesmo que queiramos controlar tudo criando uma rotina em nossa vida, a vida sempre irá nos trazer surpresas que poderão ser encaradas facilmente, se estiverem dentro do nosso campo de conhecimento, ou muito dolorosas, se relutarmos em aceitá-las.

Vamos conhecer uma história que ilustra bem esta situação.

Ao conhecer o caso de Jacqueline perceberemos o porquê nos envolvemos com certas situações, ou o que temos que aprender com o que nos acontece. Isso irá ampliar o nosso conhecimento e evidenciar as razões do movimento.

Jacqueline era uma pessoa que tinha um propósito de trabalho interessante. Porém, ficava insegura quando se deparava com pessoas autoritárias, a ponto de bloquear seu melhor comportamento para ação no trabalho.

Em certa ocasião, teve que compartilhar o seu projeto com Helênia, (uma pessoa dominadora).

Helênia começou dizendo:

- "Vamos ter que alterar o seu projeto mesmo que já aprovado pela empresa".

Helênia ao invés de inteirar-se para dinamizar as atividades, começou a impor alterações que se afastavam da ideia original. Essa situação causou muitas discussões ásperas entre elas. Como Helênia tinha sido chamada apenas para ajudar na aplicação do projeto, Jacqueline sentiu que o seu projeto não tinha o menor valor para Helênia e com isso a insegurança passou a dominá-la. Começou a pensar: o que teria de aprender com essa situação?

No entanto estas discussões foram importantes para Jacqueline a partir do momento em que ela enxergou valor neste movimento e conseguiu observar qual era oportunidade que estava se apresentando.

Jacqueline notou que Helênia conseguia afetar a sua segurança com ataques sobre o seu jeito de ser e perdia força quando a discussão era focada sobre conhecimento do projeto. Ao forçar toda a discussão sobre o tema do projeto e a importância de seguir o roteiro por ela elaborado, abandonando avaliações de comportamento, Jacqueline não permitia que houvesse um ponto de conflito de fato na situação (afinal, isto não interessava, e seu passado na infância, fez com que ela tivesse um conceito de conflito como sendo algo muito ruim e que deve ser evitado).

Isto só foi possível porque o direcionamento veio à sua mente:

-"Você tem que se fazer respeitar pelos seus conhecimentos e ser uma autoridade nesse trabalho".

Isso bastou para perceber que tinha que começar a se impor e se fazer compreender e conseguiu isso transformando um possível conflito desgastante num conflito produtivo. O fato de Jacqueline ter refletido sobre aquele evento permitiu que ela atribuísse a ele um propósito de aprendizado, conseguiu com isso criar uma regra de ação e não de defesa e aprendeu com ela.

Em uma próxima situação, será mais tranquilo para Jacqueline se fazer respeitar. Esta é uma tarefa que somente é difícil quando não estamos acostumadas a refletir sobre as consequências dos nossos pensamentos e ações, e entender as verdadeiras razões de certos sentimentos internos que possuímos.

Temos que usar o passado para aprimorar o novo, apenas isso. Nada de usar o passado no lugar do novo. Usar o passado como substituto do novo é boicotar o nosso próprio caminho e passa a ser uma declaração do medo que temos da vida. Temos que passar a "observar mais" e "avaliar menos", usando perguntas diretas e objetivas para nos certificar se estamos realmente entendendo a outra pessoa inteiramente ou se estamos movimentando a relação através de sentimentos do passado e de pré-conceitos criados por estes sentimentos. Temos que esquecer os julgamentos que não nos ajudam em nada. Para isso, basta listar o quanto o julgamento de outras pessoas em relação a nós já nos serviu de ajuda.

Temos que aprender e mudar nosso comportamento para aquele que nos traz mais felicidade, isso quer dizer, agir com a visão da realidade. Em primeiro lugar, temos que aceitar a situação como ela é. Só assim poderemos estar no movimento e no "agora".

Ouvir. Pensar sem emitir conceitos. Falar sem interpretar as pessoas com o objetivo de manter o controle e a "segurança", ou mais ainda, querendo adivinhar situações e acontecimentos que só existem em nossa mente. Quando estivermos confortáveis com esta forma de ser, veremos que é tão simples quanto à observação da natureza, inclusive a nossa própria natureza. Isto é ter olhos e ouvidos abertos para a realidade.

« Passe a viver no presente[1] se responsabilizando pela suas escolhas arrisque-se e conquiste muitas coisas na sua vida, erros e dificuldades são ferramentas de aprendizado.

« Aprenda com você (exercite a auto aceitação mesmo diante das dificuldades) para que outra pessoa possa aprender com você.

« Quando buscar o controle, observe onde está o motivo do descontrole.

« Quando buscar a verdade, observe em você onde está a mentira.

« Quando buscar conforto e tranquilidade, observe onde está a conturbação.

« Quando buscar a paz, veja onde está a guerra.

Mulheres, quando buscamos algo é porque ainda não o possuímos.

«  Na vida tudo se transforma e se adapta e existe muita sabedoria para quem estiver atento ao entendimento através do resultado dos movimentos (tudo aquilo que você pode aproveitar das suas experiências).

A transformação tem uma razão que muitas vezes foge à nossa compreensão. No momento em que nos adaptamos a ela, o ciclo recomeça e assim continua a se transformar. A vida é um movimento de um eterno aprender. Como diz Paulo Freire seremos sempre seres inacabados, o ser inacabado aprende para aprender, e assim também aprende a aprender.


[1] J.Krishinamurti, Foi um pensador indiano que dizia que o pensamento estão condicionado ao passado em que sempre repetimos no presente, para ver a realidade teremos que silenciar a mente. É uma prática difícil, mas que podemos começar tomar consciência do quanto deixamos os pensamentos influenciar em nossa vida de forma sempre repetir o velho passado.





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