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O ESPELHO DA VIOLÊNCIA

por Ernesto Ruben de Oliveira Júnior

Publicado dia 5/4/2008 em Autoconhecimento

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“Se o rio que tudo arrasta se diz violento, mas ninguém diz violentas as margens que o comprimem.”

Estas sábias palavras escritas por Bertold Brecht após momentos de análise e meditação nos levam a visualizar inúmeras aplicações práticas desta magnífica linha de pensamento.
No nosso caso em questão que dedicamos uma boa parte de nossas vidas aos animais, por opção e por força da nossa profissão, vemos a aplicação deste pensamento no que se refere ao relacionamento homem-animal e/ou racional-irracional.
Constantemente nos últimos anos temos acompanhado pela mídia, notícias sobre a violência de cães que mordem, agridem e chegam a matar pessoas, muitas delas crianças.
Em geral são cães de guarda das raças Rottweiler, Dobermann, Fila Brasileiro e o famoso Pitbull, dentre outras.
Então aos poucos foi sendo criado um mal estar em relação a essas raças e até lendas a respeito de tais animais que são rotulados como feras indomáveis e traidoras.
Realmente já tive a oportunidade de ver cães bravíssimos, bem como pessoas atacadas por cães e que carregam as marcas da fúria.
Porém temos que encarar esta questão sob diversos ângulos, é preciso na realidade saber se em cada caso de agressão, o excesso de violência coube somente ao animal, verificar se por trás de cada um destes casos não se esconde uma falha ou um descuido ou mesmo uma violência ainda maior por parte de um ser humano.
Sabemos principalmente como espiritualistas que somos que uma das piores coisas do mundo é a ignorância, esta já foi e ainda é a responsável por inúmeras catástrofes e por terríveis males no decorrer de toda a história da humanidade.
Com isto quero dizer que em qualquer que seja a atividade em que viermos a nos envolver, é condição básica possuirmos um conhecimento mínimo desta atividade.
Pois vejamos, de um cão de guarda pela sua própria natureza, espera-se que de fato ele seja bravo e cumpra o seu papel de guardar uma propriedade, por exemplo, e de atacar alguém que por ventura vier a invadí-la sem o devido consentimento.
E neste ponto começa parte da confusão, por qual motivo uma pessoa terá um cão de guarda se não for para usar dos seus dons inatos de bravura e de dedicação no cuidado dos bens que lhe foram confiados?
Se não for para este fim a pessoa não deve ter um animal com estas características e sim um cão de companhia, e se for para este fim, a pessoa deve cercar-se na manutenção dos cuidados por ter em seus domínios um animal que pode ser um perigo para outras pessoas que de modo desavisado poderão vir a adentrar em seus domínios e serem atacadas por ele.
Tudo é de certa maneira fácil quando se pensa e se age com bom senso e conhecimento daquilo que se faz.
Outro quesito importante e também básico diz respeito à origem do cão, como já foi dito o cão de guarda tem uma natureza bravia e é importante ao adquiri-lo verificar a sua pureza, pois a mestiçagem de tais raças pode trazer alterações muito negativas ao caráter destes animais, em outras palavras, não se deve adquirir um cão, em especial um cão de guarda, que se pareça com um Fila ou com um Rottweiler e assim por diante, deve-se buscar um cão de raça pura, de criadores idôneos e com pedigree.
Não é a minha intenção com esta observação discriminar os cães mestiços (mistura de duas raças) e nem muito menos os maravilhosos “vira latas”.
O objetivo na verdade é alertar que um cão mestiço de duas ou três raças diferentes (volto a lembrar em especial em se tratando de cães de guarda) tem maior chance de apresentar desvios negativos em seu caráter que não são previsíveis.
Outro detalhe importante e que deve ser destacado é a convivência mínima com o dono e as condições de manejo ideais que uma pessoa que se proponha a ter um animal com esta finalidade tem a obrigação de conhecer e por em prática.
Existem aqueles que adquirem um determinado cão porque é a “raça da moda”, ou porque proporciona certo status e assim por diante, estes muitas das vezes nem de cachorros gostam.
Temos ainda aqueles que por falta de tempo ou por dividir mal o seu tempo, delegam a criação de seu animal a outras pessoas (familiares, funcionários e caseiros)
Em ambos os casos o que ocorre é a falta de convivência do animal com o seu legítimo dono e isso pressupõe falta de afeto, carinho e atenção; sendo que estes elementos são fundamentais na formação e educação de qualquer animal doméstico e em especial os cães.
É necessário todos os dias estar com o animal, tocá-lo, acariciá-lo, observá-lo e transmitir-lhe as suas próprias características a ele, para que o cão possa desenvolver todo o seu potencial tendo como base o seu dono que em última análise é o seu grande ídolo e em quem deposita todas as suas mais nobres virtudes e brios, por isso é que se diz que o “cachorro é o espelho do dono”.
Na verdade ele é uma criança, puro em sua natureza, mas que responde e se porta conforme o meio em que vive e na medida do amor, atenção e orientação que recebe, por isso costumo dizer que os cães são crianças que não crescem.
Em função de tudo isto, é preciso desmistificar certas teorias preconceituosas e injustas a respeito principalmente dos cães de guarda e em especial de determinadas raças.
Estas teorias são frutos da ignorância, do egoísmo e da maldade de alguns animais racionais, mesmo porque em matéria de violência nós da espécie humana dotados da racionalidade e da consciência de nós mesmos, não encontramos adversários à altura em nenhuma outra espécie animal.
Que os cães, nossos melhores amigos de longa data, nos perdoem...
E que não esqueçamos que a pior violência é aquela que escraviza o homem, a que não permite que ele cresça física e mentalmente, a que manipula e distorce fatos.

Ernesto Ruben





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Sobre o Autor: Ernesto Ruben de Oliveira Júnior   
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