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A Equipe de Cura

por Julio Lótus

Publicado dia 18/4/2008 em Corpo e Mente

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Vivi dias angustiantes, onde pairavam infinitas dúvidas e intermináveis medos, mas algo me confortava ou arrefecia os meus medos, embora eu não soubesse bem o que seria. Talvez fosse a certeza de que eu não me separaria do meu corpo ou corpos, como meu companheiro me disse, mas o fato é que eu, de alguma forma, estava mais confiante.

Numa determinada noite, depois de um dia de trabalho e de escola extremamente cansativos deitei com a convicção de que daria seqüência àquele sonho. Senti que assim que dormisse estaria novamente envolvido no sonho e sem demora o cansaço me dominou. Dormi e lá estava eu novamente naquela paisagem paradisíaca, maravilhosamente bela em direção ao riacho de águas límpidas e brilhantes, depois à outra margem do riacho e na seqüência na direção da caverna da luz verde.

Desta vez, percebi que desde que pisara naquele lugar a energia verde já estava em mim, recompondo as minhas forças e eliminando o meu cansaço e quanto mais eu me aproximava de meu objetivo, a caverna, mais forte eu estava me sentindo.

À porta da caverna, estava meu companheiro e outras três criaturas e, mal me aproximei, senti-me abraçar por um delicioso apertar coletivo, transbordante de amor e compaixão pelo meu cansaço e pela minha pessoa. Meus medos ainda estavam presentes, mas a sensação era deveras boa.

Entramos e fomos para a fila da luz verde. Parecia que a quantidade de seres presentes na caverna havia dobrado, bem como o número de criaturas receptoras e transmissoras da luz verde aumentara significativamente. Eu sentia o cheiro gostoso de amor e de fraternidade em cada centímetro daquele lugar e tudo estava preenchido por amor, mas era um amor diferente, mais pleno, bastante compacto, imensamente forte e cristalinamente puro.

Senti-me tão bem como nunca me sentira antes, mas os meus medos permaneciam comigo, fortes e insistentemente constantes. Mas eu não pensava nisso com a mesma freqüência de antes, embora ainda sentisse imensos calafrios a percorrerem o meu corpo ou minha alma. Ainda queria muitas respostas, mas naquele instante, o mais importante era sentir o grande amor que estava sendo transmitido por todos os presentes.

Pela primeira vez observei que a tal luz verde cobria em forma de camadas externas e internas, todos os corpos daqueles seres que ali se encontravam. Na verdade, era difícil discernir se a luz verde era recebida por eles ou se era deles que emanava, pois parecia estar neles, como ela se fosse parte da composição deles próprios. Todos, indistintamente, tinham uma espécie de buraco no peito por onde entrava ou saía a luz verde ou pelo menos por onde ela brilhava com maior intensidade e onde parecia que a luz verde residia.

Chegando a minha vez, notei que o ser transmissor da luz ou energia verde vibrava como se estivesse recebendo a tal energia em altíssima voltagem e a transferisse para mim numa freqüência gostosa, constante e maravilhosamente reconfortante. Parecia refrescante, pacificadora e restauradora, mas na verdade era indescritível a sensação que o seu recebimento me causava. Em poucas frações de segundo –embora ali eu não percebesse o tempo passar e até parecia não existir– eu me sentia um homem novo, bem mais forte e deveras disposto. Senti que era de fundamental importância que eu partilhasse toda essa energia recebida com outra, ou outras pessoas, tão plenamente revitalizado e maravilhoso, ela me fazia sentir.

Deixei a fila e da mesma forma, como da outra vez e fui “conduzido” pela mão igualmente como naquela oportunidade, só que desta vez éramos cinco ao invés de dois. Sentia-me tão entusiasmado com a energia recebida que não vi por onde andamos ou que caminho fizemos, se fomos andando ou voando como da vez passada, apenas descobri que estava na casa de Tereza e infinitamente feliz por vê-la sentada à cama, com os olhos brilhando, aparentando uma saúde de aço, corada, com uma vividez invejável.

Ela nos saudou a todos com abraços e beijos em nossas faces e mãos, como se fôssemos os melhores seres que já existiram e, embora eu não pudesse falar pelos outros, eu sabia muito bem quem eu era e quanto daquela gratidão merecia, mas o mais importante é que agora sim, ela parecia nunca ter estado doente, pois era evidente a sua aparência plenamente bela.

Despedimo-nos e fomos para minha casa, porém, no caminho compreendi que eu e aqueles quatro seres formávamos uma espécie de equipe, que se unira com a finalidade de distribuir amor em forma de cura, de levar paz de espírito a seres necessitados, de levar conforto aos carentes e de disseminar a luz verde em forma de amor ao próximo. Entendi a minha responsabilidade, mas não deixei de lembrar dos meus medos, aceitei a tudo com uma naturalidade espantosa, como se lá no fundo do meu íntimo, eu soubesse que havia nascido para aquilo e que essa seria minha missão, como se esse fosse o caminho da minha realização, como se fosse o complemento que me faltara até ali.

Sabia também que esses meus companheiros me transmitiriam todo o ensinamento que eu precisava receber para me tornar uma pessoa melhor, que eles eliminariam toda e qualquer dúvida que eu viesse a ter e até mesmo os meus medos eles dissipariam com a quantidade de amor que eles transbordavam. Tive a certeza de que esse sonho não acabaria na nossa despedida, pois ele me completava e eu sabia que precisava vivenciá-lo com profundidade, com alegria e com a esperança de modificar-me, mudar a minha vida e ao meu mundo.

Calma e tranqüilamente chegamos às portas de minha casa e, num abraço, novamente coletivo e fraterno que parecia que não acabaria mais, nos despedimos. Deixei para trás o meu antigo e os meus novos companheiros e retornei ao quarto, próximo de meu corpo que se encontrava deitado sobre a cama, num sono gostoso de se ver. Contemplei os detalhes do meu corpo, os quadros, as paredes, os objetos e móveis que compunham a paisagem do aconchegante quarto em que eu dormia e tudo parecia muito mais belo e mais perfeito.

Acoplei-me ao meu corpo com uma suavidade enorme e uma satisfação imensa de estar de volta, tendo a convicção de ter feito o bem. E a sensação de fazer o bem era tão enorme que não cabia num único corpo e eu acreditei que seria por isso que eu não possuía apenas um corpo, mas vários, capazes de abrigar um sentimento tão intenso e tão estimulante que eu daria tudo o que possuía para jamais deixar de senti-lo.

Leia na área de Serviços do meu site: Cura por Energização via Projeção Astral

Texto extraído do livro; Conquistando a Saúde Perfeita – ainda não publicado – que começou a ser escrito em 1971, quando eu tinha apenas 17 anos.

Na próxima semana postarei mais uma parte de “Conquistando a Saúde Perfeita”.

Texto revisado por: Cris

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