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A pessoa amada na relação: o outro que não conheço


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As relações, de modo geral, perpassam pelas questões do poder em torno do seu desenvolvimento a longo ou curto prazo. Contudo, especialmente a partir de algum tempo, as pessoas, passam a privilegiar, no andar da relação, o âmbito do poder. Este torna-se o centro das atenções e a instância  da subjetividade: aquele instante mágico anunciado pelo toque, pela carícia e por aquela sensação alegre da presença do outro, torna-se relegada a um segundo plano. Será que, a bem dizer, esquece-se do outro e valoriza o poder? O controle sobre a pessoa amada? E nessas indagações as cobranças, os erros e os medos, emergem como atitudes priorizadas?    

Portanto, pensar nos dias atuais, sobre o amor, envolve antes, uma tomada de posição sobre a nossa atitude frente ao outro. Para refletir: até que ponto deixa-se esta pessoa ser quem ela realmente é? Geralmente, a cultura ocidental, condiciona a pensar que o companheiro ou a companheira age de determinado modo por este ou aquele motivo. Nessa direção, engloba-se o outro em uma visão de totalidade, abarcando e idealizando a pessoa amada a nosso bel favor. A ponto de ser possível prever este ser. Porém, contrariamente a estes posicionamentos pragmáticos e deterministas, os quais apontam sendas para se compreender o outro, evidencia-se neste texto, uma direção contrária a este pensamento. Ou seja, aponta para a pessoa amada. No sentido de, deixá-lo ser quem realmente é. Sem especulações, deduções ou tentativas de compreendê-lo. De modo prático apenas deixe o "outro" ser ele mesmo. Não o deseje dessa forma, antes o deixe ser como é. Sem integrá-lo em uma visão romântica, idealista e especulativa.

Afinal, se você o deseja desta maneira e não daquela, há uma vontade, um ideal, porém, esse entendimento é seu, faz parte do seu universo e não do "outro". Será que já foi parado para pensar que muitas brigas, discussões e afastamentos, ocorrem por especulações fundadas no modo individual de cada um compreender algo?  Disso decorre a seguinte indagação: Até que ponto visualiza-se o "outro" como realmente ele é? E ainda: Será que os ideais projetados nessa pessoa não são desejos tão somente nossos?

Nessa reflexão, aparece simultaneamente uma pessoa desejada por nós e uma pessoa como ela realmente é. Mas, se assim o for, como olhar para o "outro" sem um tapa-olhos do pensamento idealizado por cada mim, o qual determina como este deve ser? Descortina-se, então, a partir destas reflexões, a possibilidade do diálogo, da conversa, da troca e da convivência. Do respeito, do não ideal, e do não pensar que o "outro" deve ser assim. Deve-se romper com o padrão, aquele estereótipo pelo qual, as relações são fundamentadas desse modo, porque são visualizadas  como  forma correta de relacionar-se.      

Isso implica em deixar cada um ser de acordo com o que se é. Por esse caminho, a pessoa amada se revela diariamente e a relação vai se construindo em meio ao diálogo e consenso, sem verdades absolutas ou eternas, antes construídas no momento, na situação. Nesta perspectiva, abrem-se espaços para a surpresa, a presença e o inusitado. A cada momento, aprende-se com "o outro" e consigo próprio. Nesse fio, a ideia do controle, da predição e da tentativa de capturar a pessoa amada perde o sentido.

E, assim, a espontaneidade brota e traz momentos prazerosos a ambos. Uma vez livre das correntes que prendem o "outro" a nossa compreensão, a carícia resplandece e com ela o toque o afago e a alegria, em estar próximo da pessoa que esta ali, na nossa presença como ela é, sem a idealização de ninguém.

Pense nisso!

Te vejo pelo mundo.

Ana Paula de Jesus

Texto revisado

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Conteúdo desenvolvido por: Ana Paula de Jesus   
Sou alguém, assim como você.Com qualidades e erros...Busco neste espaço de tempo, fazer frutificar um ser humano, inclinado a pensar sobre a vida. Obviamente, às vezes, prefiro saborea-lá a refletir sobre a própria existência.
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