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Abandonando os Velhos Padrões

por Lis-Andros

Publicado dia 5/11/2008 em Corpo e Mente

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É engraçado como a gente acha que abandonou os velhos padrões da vida e se engana. Eu sempre procurei deixar claro para as pessoas que não vivo em função do ego e do materialismo e isso acabava me forçando a tentar mostrar que eu era uma pessoa humilde. Quando comprava algo novo dizia algo do tipo: "Tive que parcelar isso", "Mas saiu barato", etc. A ficha caiu quando comprei há algum tempo atrás o meu primeiro automóvel. Eu reparava como as pessoas que estavam longe da Unidade mudavam após fazer essa aquisição. Geralmente, deixavam de cumprimentar os conhecidos, ficavam mais altivas, como se o automóvel fosse uma extensão do que elas eram. Pois eu decidi que jamais agiria assim. Seria, obviamente, a mesma pessoa, pois sabia que não havia motivo para mudar. Um carro é apenas um carro. Coisas materiais são apenas coisas materiais. Eu precisava mostrar que eu continuava sendo humilde, como sempre.
 
Nos primeiros dias, passei a cumprimentar as pessoas da vizinhança como sempre fazia quando passava por elas a pé ou de bicicleta. Mas olhem que coisa engraçada: a maioria das pessoas virava o rosto, ou não me cumprimentava. Alguns, obviamente, me achando uma pessoa "metida". Tratei logo de colocar os ensinamentos do guia em ação. Aceitei o que as pessoas pensavam de mim, deixei fluir e lembrei-me de uma frase de Leonardo Boff: "O sábio vê além das aparências e não tem ilusões, tem intuições certeiras". As pessoas geralmente não vêem isso, afinal, muitas delas estão adormecidas, ainda caminhando rumo à unidade. Também me lembrei de uma frase de JFK, que recebi num informativo do STUM: "Não conheço nenhuma fórmula infalível para obter o sucesso, mas conheço uma forma infalível de fracassar: tentar agradar a todos".

Tudo isso me fez ficar farto e chegar a uma conclusão simples que colocou minha vida numa nova fase, me libertando de vez. Eu achava que precisava agradar a Deus, mas na verdade estava sendo julgado por meus demônios pessoais. E foi, então, que a resposta chegou: Eu não tenho que tentar mostrar a todos que sou humilde, que sou simples. Se EU SOU o que EU SOU, tudo já está resolvido! Nosso próprio modo de vida nos faz manifestar isso. EU ESTAVA VIVENDO UMA FALSA HUMILDADE. Sim, porque quando queremos mostrar o quanto somos humildes, estamos sendo demagogos e pretensiosos. E mais, as pessoas que pensem de mim o que quiserem! Se elas querem acreditar que eu sou aquilo que possuo e terem seus egos abalados, se elas querem mesmo acreditar que nós somos nossos carros, nossas casas, as roupas que vestimos, então elas que pensem assim, não há o que se possa fazer. O Amor que sinto por elas será sempre o mesmo. Eu sei o que e quem eu sou e nunca mais vou deixar o que os outros pensam influenciar minha vida. Pois sempre que alguém formula algum tipo de pensamento ou crítica (boa ou má) sobre sua pessoa, isso deve ter conseqüências somente para ela, e não para você. É ela quem deve trabalhar essas emoções em busca do seu Verdadeiro Eu. Se uma pessoa diz que você é arrogante, por que vai se zangar? Você não sabe o que você é de verdade? Isso não é suficiente para você?

Chega de viver as emoções dos outros. Se elas ficam zangadas, se sentem seus egos ameaçados, se querem que a gente mude por sua causa, se nos insultam e ficam nervosas, isso ficará somente para elas. Eu, sinceramente, me cansei disso tudo e recuperei com essa atitude, graças aos deuses, minha auto-estima, há tanto tempo perdida.  

EU SOU o que EU SOU. É isso o que todos terão de mim, agora e sempre, independentemente do que pensem a meu respeito quando se depararem com as ilusões aparentes. Que assim seja e assim se faça. 


Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Lis-Andros   
Lis-Andros é músico e escritor new age. Conheça seu site www.lis-andros.com
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