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AUTOTIRANIA

Atualizado dia 5/19/2010 10:12:22 AM em Corpo e Mente
por Teresa Cristina Pascotto


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Desejei escrever um artigo. De pronto, senti que deveria escrever sobre a manifestação destrutiva e oculta da nossa tirania interna.

Dirigi-me ao computador para fazê-lo. Porém, percebi que a habitual inspiração não estava acontecendo. Tinha um vago lampejo de idéia sobre o que eu desejava escrever, punha-me a digitar, mas não fluía, eu simplesmente me sentia travada. Isso foi me deixando incomodada e a empolgação inicial deu lugar a um certo desconforto. Fui ficando inconformada com essa minha atitude e comecei a me forçar a escrever. A voz de comando interna era: "você tem que escrever, foi isso que veio fazer! Escreva já!"

Quanto mais me forçava a fazer, mais bloqueada ficava. Sentindo-me vencida, chegou um momento em que tive que me render aos fatos e constatar a realidade que se apresentava: estava sendo tirana comigo mesma, sem respeitar que algo dentro de mim estava contrário a esse movimento - de escrever o artigo - e percebi que em nenhum momento eu havia me acolhido e tentado compreender o motivo pelo qual me sentia impossibilitada de dar vazão à minha criatividade.

Finalmente, decidi aproveitar esse momento para me compreender melhor e resolvi fazer uma busca mais profunda sobre a verdade por trás desse bloqueio e, ao mergulhar em mim, deparei com minha criança interna toda encolhida, assustada e trêmula. Quando perguntei a ela por que estava assim, fiquei chocada com a resposta: "estou com medo de você, estou me sentindo ameaçada,  porque você está me obrigando a fazer algo que não quero fazer agora e nem da forma como você está exigindo que eu faça. Ao me obrigar a fazer do jeito que você acha que deve ser feito, está bloqueando a minha criatividade e me impedindo de fazer de um jeito mais natural, espontâneo e iluminado. Deixe-me livre e serei pura criatividade".

Porém, o interessante é que mesmo após eu ter me sensibilizado com essa constatação e compreendido o porquê do meu bloqueio, ao invés de eu me acolher e aceitar que seria melhor adiar um pouco o momento de escrever o artigo, me peguei em flagrante, já querendo, de forma velada, me obrigar a continuar escrevendo.

É óbvio que o resultado disso foi mais bloqueio. Inconformada e frustrada, como um tirano que perdeu o controle sobre a situação, tive que aceitar que deveria largar o que havia planejado fazer.

Aquilo que poderia ter acontecido de forma tão natural e inspirada, tornou-se um momento de tortura. Isto poderia ter sido evitado se, ao primeiro sinal  de bloqueio, eu tivesse parado, dado a devida atenção a esse sinal interno e tivesse me respeitado e aceitado que, por algum motivo que, naquele momento eu desconhecia, eu não estava conseguindo fazer aquilo que havia planejado. Então, com amorosidade e auto-aceitação, eu teria relaxado e deixado para fazer o artigo em outro momento. E talvez neste outro momento, estaria muito mais inspirada, com muito mais conteúdo para transmitir.

Provavelmente, agindo dessa forma tão compreensiva, sem uma pressão interna, o bloqueio teria sido dissipado e, então, eu teria sido envolvida pela serenidade e tranquilidade que ocorrem quando nos respeitamos e nos aceitamos. E teria sido poupada do processo de tortura ao qual me submeti.

Claro que estou colocando tudo de forma mais dramática do que realmente foi, pois esta foi uma situação muito simples, se comparada a decisões e situações de vida em que necessitamos fazer algo que seja de maior importância e urgência. Porém, acredito que nas coisas simples da vida encontramos grandes exemplos e grandes respostas.  

Ao final, descobri que o artigo em si, deveria conter apenas o relato do que ocorreu comigo, pois muitas vezes conseguimos compreender melhor algum conteúdo, quando este nos é apresentado através de um exemplo da experiência vivida e relatada por outra pessoa.

Texto revisado


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Conteúdo desenvolvido por: Teresa Cristina Pascotto   
Atuo a partir de meus dons naturais, sou sensitiva, possuo uma capacidade de percepção extrassensorial transcendente. Desenvolvi a Terapia Transcendente, que objetiva conduzir à Cura Real. Atuo em níveis profundos do inconsciente e nas realidades paralelas em inúmeras dimensôes. Acesso as multidimensionalidades Estelares. Trago Verdades Sagradas.
E-mail: [email protected] | Mais artigos.

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