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Controle as suas excitações

por Bernardino Nilton Nascimento
Controle as suas excitações

Publicado dia 22/2/2009 em Corpo e Mente

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Uma vida muito cheia de excitação é uma vida exaustiva, apesar dos estímulos serem necessários para produzir as emoções. O excesso de excitação não só prejudica a saúde, como também corrompe o paladar para qualquer outra espécie de prazer, fazendo com que sensações, agilidade e sabedoria percam força para suportar os aprendizados devidos. É essencial, a uma vida equilibrada e feliz, a prática diária do descanso mental: relaxamento, meditação e distração, uma espécie de descansar a mente para superar os excessos das excitações.

E nem as vidas dos grandes homens foram muito excitantes, salvo em alguns grandes momentos. Sócrates, cuja vida tive o prazer de ler, de vez em quando podia desfrutar de um banquete, conseguindo sentir considerável satisfação com a própria conversa. Mas na maior parte de sua vida viveu tranquilamente, tomando um aperitivo à tarde e encontrando, a caminho de casa, um ou outro amigo.

De um modo geral, verifica-se que a vida tranquila é uma das características dos grandes ilustres, e que os seus prazeres não parecem nada excitante aos olhos alheios. Nenhuma grande realização é possível sem trabalho persistente, que de tão absorvente e tão difícil, pouca energia resta para outras espécies de divertimentos mais exaustivos.

Demasiadas viagens e inúmeras variedades de impressões, não fazem bem. Mesmo com as idas e vindas a diferentes lugares, se não se cuidar com as tentações, será incapaz de suportar o estado de excitação. Não quero com isso dizer que a monotonia, por si mesma, possua quaisquer méritos. Desejo apenas frisar que certas coisas boas, para serem excitantes, exige um certo grau de monotonia.

Quando vi pela primeira vez alguns macacos, uma preguiça e algumas espécies de pássaros na mesma árvore na Floresta Amazônica entrei em estado de contentamento. Uma grande excitação tomou conta de mim. Ali estava o silêncio e eu, a sós, naquela monotonia da selva, mas em plena alegria. Se você tem qualquer propósito construtivo suportará, voluntariamente, uma grande dose de monotonia, se achar que isso é necessário para concretizar seus sonhos. Mas, os propósitos construtivos não se formam facilmente em nossos corações. Vivendo uma vida de distrações, seus pensamentos estarão sempre voltados para o prazer seguinte, ao invés de tê-los fixos na realização de seus objetivos, que ficam mais distantes quando se procura mais o prazer do que a constante e incansável busca do seu dom e da sua satisfação pessoal. Por todas essas razões, uma geração que não pode suportar a monotonia será uma geração de impacientes, de seres desligados, indevidamente, dos lentos processos da natureza, cujos impulsos vitais murcham lentamente como se fossem flores cortadas e colocadas num vaso.

Eu aprecio a linguagem mística e dificilmente saberia expor o que pretendo dizer sem empregar meu lado místico. Pense o que se quiser a respeito, a verdade é que somos energias e estamos em uma vida na Terra. O ser humano tem a necessidade de preservar certo contato com o fluxo e refluxo da vida terrestre.

Quando vi os macacos e a preguiça a terra estava úmida, não havia nada que pudesse constituir motivo de alegria, mas fui tomado pelo êxtase. Ajoelhei no chão molhado e coloquei o rosto na relva, emitindo uma gargalhada. A alegria que experimentava era primitiva, simples e profunda. A necessidade orgânica da troca de energia era de satisfação.

Há muitos prazeres, e entre tantos, por preferência pessoal, vou citar o futebol. O prazer do gol nos faz transcender, mas quando vem a derrota, num instante tudo se cala, deixando-nos confusos e insatisfeitos, a ansiar por algo que não sabemos o que é. Por outro lado, os prazeres que nos põem em contacto com vida terrena possuem, em si, algo de profunda satisfação, e quando cessam, a felicidade que nos trouxeram permanece, embora sua intensidade diminua em relação àquela produzida nos momentos mais excitantes.

Consideremos a diferença existente entre o amor e o simples prazer sexual. O amor é uma experiência na qual todo o nosso ser é renovado e refrescado, como as plantas o são pela chuva após um período de seca.
Numa relação sexual sem amor não há nada disso. Ao terminar o prazer momentâneo há uma sensação de que a vida é um vácuo. O amor é parte da vida da Terra, e o sexo, sem amor, não.

BNN

Texto revisado

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Sobre o Autor: Bernardino Nilton Nascimento   
"Não seja um investigador de defeitos, seja um descobridor de virtudes"./ "Quando a ansiedade assume a frente, as soluções vão para o final da fila"./ "Quando os ventos do Universo resolve soprar a favor, até os erros dão certo". BNN
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