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Criança Interior – um cuidado sagrado para todos nós


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O vento vai buscar bem longe uma história antiga, ela estava perdida nas cantigas de rodas de um passado bem perto, deveria estar escondida atrás da roda gigante enorme do parque de todo final de semana. Corri para encontrar a tal história. Procurei bastante. Uma canseira só. Onde é que foi parar aquela história? Só me lembro dos olhos arregalados, espantados, curiosos, perplexos, nervosos. Será que tem medo? Ou insegurança? Ou uma raiva medonha de fazer o céu ficar vermelho. Não sei... Só sei que o vento insistia em buscar a velha história escondida entre gramas e árvores.
Parecia esconde-esconde do viver.
Como minha Vovó Joana (Curandeira das boas) me ensinou: quando tiver dúvidas, fique quieta, feche os olhos e sinta a direção do ar dançando na pele. É assim que encontramos a Fada das Histórias Perdidas... Ela sempre encontra. Vovó dizia: ajuda esfregar com os dedos um pouco de alecrim, ele solta um aroma que toda história antiga gosta de cheirar. Acho que era mágica de vovó, como era uma senhora respeitada, dava sempre certo.
O tempo pegou um avião a jato e “ajatamente” percorreu distâncias e distâncias... O danado do tempo nos encontrou e entregou a criança perdida.
Ele pediu que eu abrisse os braços, colocasse a cor rosa e verde banhada de dourada no coração e abrisse um sorriso enorme para ela – a criança.
Fiz isso com contrição e honra. Uma emoção tomou conta do meu coração. Meu Deus, a criança energética veio vindo de mansinho e olhando tudo, como se estivesse contemplando as memórias pela primeira vez.

É preciso ter uma clareza tão grande quando se trata da criança sagrada. Muitas e inúmeras vezes, em nossa frente, na clínica terapêutica, a fala expressa um toque de perplexidade e de raiva diante de algum fato de envolve perda... Perda da alma! É exatamente quando a criança faz o testemunho de uma cena de dor, de sofrimento, de algo que silencia e cala. Engole-se. A garganta fica seca e apertada. O coração derrama lágrimas silenciosas que as mãos tocam e tentam secar rapidamente. Um suspiro profundo. Um olhar perdido, aí a energia da criança se esvai como um sopro que o vento carrega para bem longe de si mesmo. O tempo passa e a dor vai congelando, ficando dura, sólida, permanente. O tempo passa e esse congelado emocional se torna áspero, seco, prepotente, ás vezes cruel. Essa dor se esconde debaixo das máscaras e lá fica espalhando o ácido e o veneno. A criança interior foge (muitas vezes) fica sobrevoando a sua antiga morada num balão bonito e colorida, mas não baixa, não aterrissa, torna-se um elemento periférico, ao redor, sem contato.
Um dia, uma dor maior bate à porta e chegou a hora de encarar o “sofá”, a terapia, a escuta, abrir a porta do porão e deixar vir à tona as marcas do passado sufocadas e perdidas. Cada fala é lembrada vagamente, depois vai sendo tingida com tintas mais claras e lá vem o tsunami das memórias. É uma volta para casa, nem sempre! O tecido do trabalho do terapeuta é como ir dispondo de linhas, lãs, fios, e desatando um nó aqui, amarrando outro fiapo ali, reforçando uma cor acolá; e lá vai com agulhas e pincéis dando sentido aquela história vivida.
Muitas vezes, a criança nem aparece, fica rondando, mas não chega à dor é maior. É preciso tempo de espera para que o corpo emocional suporte o peso da revelação daquela cena estrangulada pelo tempo quase morto, na lembrança, mas vivinho nos padrões e atitudes de vida.

De repente, (ah! É por isso que eu controlo tanto... ah! então, vivo mendigando afeto por isso... não sabia que aquela morte ainda está aqui num luto não vivido... agora ficou claro: é assim que a minha mãe fazia, o mesmo gesto, o mesmo tom de fala... realmente, aquela fatia de bolo roubada que a minha prima me denunciou, fez a minha mãe me bater tanto que até hoje eu como e engordo). Essa manta terapêutica vai sendo tecida de acordo com os acordo internos, os contratos de vida.
De novo, e de repente... Sabe, não quero mais esse lugar de dor e sofrimento. Quero me libertar desse passado, passando a limpo e reescrevendo a história. Renovada. Novas ilustrações, todas carregadas de tintas inovadoras. Personagens mais alegres e felizes. Interessante que todos eles carregam a marca da história vivida, mas não sofrem mais. Nesse dia, saindo da clínica, fui passando por uma casa de disco e a voz de Almir Sater inundou a rua “ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais”.

Como um raio, o balão que estava subindo, mas ainda carregando a história antiga, despencou e caiu nos braços daquela que buscava o encontro sagrado. Foi assim, que a criança voltou para a casa do coração. Já tinha manta emocional. Já tinha perdão. Já tinha ternura. Já tinha afeto. Já tinha amor. Já tinha paz. Já tinha alegria.
Voltou à inocência. Voltou à criança com uma história de vida para contar... Quando isso acontece, as pessoas olham e pensam: creio que também vou buscar a minha criança sagrada mesmo que ela esteja esmagada num buraco profundo de dor.
Todo dia, eu agradeço por ser terapeuta que escuta histórias e tece mantas de Amor Incondicional para ajudar as crianças a voltarem para a casa dos corações abençoados.
Engraçado, sinto um frio diferente nas mãos: será que o vento da Vovó está perto?
Certamente, que sim e sempre!

Por Marilene Pitta. Terapeuta Holística e Multidimensional atua no Rio de Janeiro com Registros Akáshicos e Alinhamento Energético.

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Conteúdo desenvolvido por: Marilene Pitta   
Formada em Registros Akáschicos;Alinhamento Energético;Terapia Floral;Formação Holística de Base (UNIPAZ) com Pós Graduação em Terapias Holísticas;Mestrado em Educação e Desenvolvimento Humano. Consultas em Roda Xamânicas. Animal Poder.Atendimento com Conexão com o Povo das Estrelas (Arcturianos e Pleidianos). Atendimento á Distância e Presencial.
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