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Decodificando Padrões Destrutivos

por Maria Aparecida dos Reis
Decodificando Padrões Destrutivos

Publicado dia 9/11/2009 em Corpo e Mente

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A criança em sua primeira infância vive num ambiente muitas vezes conturbado emocionalmente, pois mesmo obtendo recursos materiais que sanam suas necessidades básicas do dia-a-dia, são miseráveis de afeto e atenção por parte de seus pais ou familiares.
Foram criados por pessoas que vieram do pós-guerra, seguidas da ditadura e repressão, época em que a subsistência era o carro forte da família, tendo um teto, um emprego e comida na mesa já era um tanto de felicidade.

A atmosfera da família em que você cresce age como pequenos e constantes cataclismos em seu emocional e em sua psique que está se formando, e deixa marcas mais fortes que experiências traumáticas, pois é como se um conta-gotas de ácido fosse jogado todos os dias em sua pele e causando marcas microscópicas, mas, mesmo assim, gerando feridas mortais.
As crianças não eram aceitas e tratadas como crianças e, sim, com indivíduos. E este clima de não aceitação da sua individualidade bem como a falta de afeto e compreensão gera a “neurose”. Este ambiente é inevitável pois a criança não tem autonomia suficiente para sair deste clima denso e nem o identifica racionalmente. Neste caso, o sofrimento, mais a crença da falta de escolha faz a criança desenvolver defesas destrutivas.

A revolta, a dor, e a frustração originais, com a qual a criança não pode lidar, são reprimidas e guardadas no subconsciente, mas queima, incessantemente, na mente inconsciente. Nesta fase, mecanismos e imagens de defesa destrutiva começam a ser criadas. Com as conclusões deturpadas, a criança busca um jeito de lutar contra o meio e as indesejáveis influências que criaram a dor original.
Falsos mecanismos são as novas ferramentas que a criança tem para lidar com um mundo, onde a dor e todo o sofrimento precisam ser evitados.
Quando a solução encontrada é uma negação do sentimento, do amor que é natural na infância, esta solução é uma defesa para evitar ser ferido. É um remédio amargo e ineficaz.
Às vezes, é preferível sentir a dor e saber que algo vai acontecer a partir dela do que não sentir nada. Fingir não é mais uma opção.
Precisa enfrentar a realidade que o ambiente em que vive é manipulável de acordo com seu comportamento.

Essas crianças somos nós, os adultos de hoje, que em plena entrada de Nova Era ainda conservam feridas da infância que infelizmente norteiam nossas escolhas.
Percebo durante longos e exaustivos tratamentos que quando se reconhece que esta solução falsa continua determinando os rumos que escolhemos para nossos parceiros, muitas vezes “idênticos” nos valores de nossos pais. Trocar padrões destrutivos por positivos e realizadores, é uma tarefa um tanto intensa e complexa, pois criamos ramificações e memórias em nosso corpo físico, emocional e mental.
Se a solução encontrada for a submissão ao ambiente e uma obediência que torna a criança “boazinha”, a fraqueza, o desamparo, a dependência e a tristeza vão aliciar a presença de um protetor, de alguém forte o suficiente para cuidar da fragilidade existente.
Só que essa pessoa não existe!
Depender de outras pessoas gera medo, desamparo e frustração na criança e uma total falta de confiança em si mesma, é como se tudo o que ela fizer não tivesse valor ou apreço.
O retraimento faz a pessoa se sentir um zumbi, privando-a de sentimentos amorosos tirando todo o entusiasmo por novas descobertas.
Já a submissão, rouba a liberdade e a força; é necessária a presença de alguém mais forte para cuidar de você.
Ao fazer-se de fraco, você usa de tirania, a pior delas para com as pessoas e para com o ambiente. Tudo para em função de cuidar do mais fraco.
Quando alguém entra num relacionamento pobre de estima usa o seguinte mecanismo que aprisiona o outro:

Tenho muita dificuldade para me soltar, sou tão indefesa (o)!
Você agora é responsável por mim, você precisa me ajudar, pois os erros que cometo não têm importância porque não saberia fazer de outra maneira! Você é mais forte que eu!
Sou tão indefesa (o)!
Tenha paciência com minhas falhas, seja indulgente e perdoe-me, para que eu tenha tempo suficiente para escapar das conseqüências de meus atos impensados ou de minha inércia.
Mas você é forte, espiritualizado, consciente e vai entender e me ajudar.
Você não pode falhar porque senão o que será de mim?


A capacidade de auto-indulgência e de autoridade preguiçosa do fraco impõe regras que aprisionam as outras pessoas.
Se avaliar as explosões emocionais com significados embutidos do fraco, há de se ver um espetáculo de chantagem e coerção.
É um engodo pensar que pessoas agressivas e dominadoras são piores que as fracas, pois elas não são inofensivas e ferem muito mais do que as primeiras.
Pelo retraimento, você repele os outros e detém o amor que daria ou receberia do outro.
Pela submissão, você não dá e obriga as pessoas a darem o que elas não querem.
Pois estas mesmas pessoas também têm suas fraquezas e necessidades. Portanto, de um jeito ou de outro você as fere.
Pense nisso, medite se caso algum destes padrões acima se aplicam a você.
Existem várias maneiras de encontrar recursos que convençam a sua parte criança que vivenciou e imprimiu em seu inconsciente estes padrões.
A cada lembrança recodificada uma nova vida surge cheia de possibilidades!
Dê-se esta oportunidade!
Você Merece!

Texto revisado

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Sobre o Autor: Maria Aparecida dos Reis   
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