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Deus não existe


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Vivemos na Era da informação. Do excesso de informação. Informações desnecessárias, supérfluas, descabidas. Algumas são descaradamente descartáveis. Outras informações são revestidas de pretensa autoridade: são escritas, faladas e carimbadas por um “doutor”, um especialista disso ou daquilo. Às vezes, alguém que viveu algo a mais, ou pelo menos, afirma que viveu. Líderes espiritualistas possuem o carimbo do “divino”. Líderes empresariais, o carimbo da competência. Líderes políticos, o carimbo da promessa. Este texto também é informação descartável. Todas as informações e conteúdos são descartáveis.

Aquilo que sabemos é absolutamente supérfluo, e não nos torna melhor ou pior do que nada. Morremos, e toda a sapiência se vai. Até hoje, a humanidade, que se diz evoluída e inteligente, não sabe fazer uma única pedra igual à das pirâmides ou das ruínas incas. Não consegue transportar. Nem cortar. Nem encaixar. A sabedoria se foi. Provavelmente para nunca mais voltar. Mas esta informação é também absolutamente desnecessária. Durante séculos, o homem quer saber a verdade universal. A única verdade, a resposta para tudo. Até cunharam um nome para esta verdade única: Deus. Deus não existe. Porque não existe este Deus único.

Se Deus é tudo, não pode ser único. Deus está tanto no mártir, como nas fezes. Está no nascimento, como na morte das guerras. Está nas doenças e nos milagres. Está no pai, no filho e no bandido.

É a dor e o êxtase, a felicidade e a depressão. Deus é tudo e o nada. Se ele existisse. Mas tudo isso são palavras, e palavras são representações toscas de um todo impossível de ser descrito. Para que se esforçar em descrever o indescritível? Para que se esforçar de entender o ininteligível?

Diz o latim que religião é o religar. Religar o homem a Deus. Que tosco, isso! Como religar o que nunca foi separado? Como religar o homem à sua própria invenção, chamada Deus? Como evoluir o que já é completo? O homem busca, no fundo, preencher algo que já está cheio.


O homem não precisa preencher-se de amor, porque já está repleto de amor. O homem não precisa preencher-se de caridade, porque está até as orelhas, cheio. O homem não precisa de fé, porque já é o exemplo vivo da maior fé que possa existir: a vida. Não há nada a ser preenchido. A mente aprendeu, em algum momento da infância, que era burra e precisava de conhecimento. Que tolice! Até o último segundo da sua vida, você estará acrescentando algum conhecimento. E isso não lhe fará melhor e mais perfeito do que já é. E no segundo seguinte, ao da passagem, todo este conhecimento se vai. Simplesmente porque ele não era nada. Não é necessário acrescentar nada mais, para ser tudo, neste segundo. Porque somos tudo. Não há mais nada para ser, paraísos a alcançar, evoluções misteriosas. Deus não existe. Por isso ele nos deu o poder de criá-Lo à nossa imagem e semelhança. Quando paramos de buscá-Lo, encontramos.

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Texto revisado por: Cris

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Conteúdo desenvolvido por: Alex Possato   
Terapeuta sistêmico e trainer de cursos de formação em constelação familiar sistêmica
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