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José era uma pessoa que se achava muito do bem. Nasceu numa família pobre, com mais quatro irmãos, que vieram para SP, para melhorar de vida.
Ele se casou com Solange, que também era de outra cidade. Ambos tinham pouco estudo, mas Solange que trabalhava o dia todo como doméstica, resolveu estudar.

Ela acordava mais cedo, fazia o jantar de manhã, guardava na geladeira para que o marido se alimentasse após chegar do trabalho e ela mesma ia de estômago vazio para a escola, estudando no período da noite.

Quando chegava em casa já encontrava o marido dormindo e a louça suja na pia, esperando para ser lavada.

Solange continuou estudando, mesmo com a má vontade do marido, que achava aquilo desnecessário e que nunca ajudava em nada, pois na sua concepção, já fazia demais, trabalhando de pintor o dia inteiro.

Solange engravidou e ao todo tiveram três filhos, que eles se esforçaram muito para ajudar a criar e pagar os estudos, mas José que nunca quis estudar, cursou apenas as séries iniciais. Mesmo morando em SP, dizia que nunca teve chance de estudar.

Solange cursou até uma faculdade de pedagogia e começou a trabalhar como professora, com o apoio dos filhos, que também estudaram até o terceiro grau.

José guardava muitos rancores de Solange, porque ela o havia superado em praticamente tudo. Como os filhos sempre apoiaram a mãe, José se ressentia deles, acreditando que era humilhado pela família por ter pouco estudo.

Um homem muito cristão, tinha uma fé muito forte em Jesus, Maria e nos santos. Frequentava a igreja aos domingos, dava uns trocados para os pobres e seu único divertimento era assistir novelas durante a semana, e assistir futebol na TV, aos sábados, domingos e feriados, tomando uma cervejinha, comendo torresmo ou um churrasco com os amigos.

José se aposentou e durante uns dez anos, sua vida foi exatamente o que ele achava que poderia ser de melhor: comer, dormir, assistir futebol o dia inteiro, umas novelas de noite, missa aos domingos, festinhas de vez em quando, churrasco pelo menos uma vez por mês.

Engordou bastante e começou a se sentir cansado. Os pés começaram a inchar e a pressão começou a subir muito. “A partir daí, minha vida mudou”, segundo a opinião de José.

O médico pediu exames e descobriram que o colesterol estava alto, o coração estava fraco, o estômago estava lento e o fígado, gorduroso e ele tinha diabetes.

José que era um homem de muita fé, rezava todos os dias, pedindo por sua cura. Fez promessas, visitou lugares santos, mas nada de melhorar.

Um dia uma de suas filhas falou sobre uma terapia de cura, que ela conhecia e que pelo menos para ela, havia ajudado a recuperar sua saúde.

José não gostou. Esse negócio de terapia era coisa do diabo ou de gente doida. Não era certo ele fazer isso. Ele era homem! Homem não faz terapia!

Um vizinho disse para José que conhecia um médico acupunturista muito bom, que poderia ajudá-lo.

Ele foi, fez umas três sessões e achou que não havia ajudado em nada. Desistiu.

Uma prima indicou um ótimo homeopata. Os filhos pagaram tudo, e com muita insistência, ele foi. Odiou! Falou que não servia para nada e que não queria mais saber dessas idiotices!

Solange começou a praticar yoga e dança, depois de se aposentar. Emagreceu, estabilizou a mente e começou a sair com as amigas. José começou a arrumar encrenca com isso. Se ela não ficasse em casa com ele, pediria o divórcio.

Solange aceitou apenas parar de sair com as amigas, mas começou a viajar e continuou nas aulas de yoga e de dança.

José estava ficando muito irritado com tudo aquilo, pois sendo ele uma pessoa de muita fé e de muito bom coração, o certo seria Deus, Jesus ou um dos santos o curarem, de forma milagrosa e a esposa deveria lhe obedecer. Isso é que seria o certo, não aquelas baboseiras todas! Aquilo não era vida! Ninguém tinha respeito por ele! Ele era o chefe da família, não ela!

José reclamava de tudo o dia inteiro! Aos finais de semana, aparentava estar muito pior de saúde, encostado no sofá o dia todo.

Dessa maneira percebeu que os filhos o apoiavam mais e que quanto mais doente, mais carinho e atenção ele recebia.

 Começou a gostar da doença e se entupir de remédios.  Já não rezava mais pela cura. Durante um ano sua saúde só piorou, mas os médicos não encontravam motivo para ele estar tão debilitado, então concluíram que ele estava deprimido.

José ficou muito irritado por acharem que ele tinha depressão. Depressão era coisa de doido ou de gente fresca. Ele era macho! Macho não tem depressão!

Ele não tomava remédios, estava sempre irritado e as pessoas começaram a se afastar dele.

Dois anos depois José faleceu com um câncer no fígado e falência nos órgãos.

Quando chegou do outro lado, ficou um tempo nas zonas umbralinas mais densas, porque morreu com muito ódio de tudo e de todos, até que um dia com os sentimentos mais amenizados, foi retirado dali e começou a ser tratado numa colônia espiritual.

Quando tomou consciência de tudo o que havia ocorrido, ficou muito irritado e indignado. Não entendia como ele, uma pessoa de bem, muito cristã precisou passar por tudo aquilo. Sua maior revolta era com Deus, que nunca havia lhe restituído a saúde, por mais que ele pedisse com fé.

Um dia pediu uma audiência com um ilustre palestrante da colônia. Queria perguntar para ele por que Deus nunca o curou. Quando ia começar a contar a sua dramática história, o palestrante o interrompeu e disse:

- Eu já conheço sua história. Veja! Aqui nesse equipamento você poderá rever sua vida inteira, se quiser.

- E para que eu quero ver minha vida, se já conheço meu sofrimento?

- É para que o senhor veja com seus próprios olhos, que Deus lhe mandou várias pessoas para ajudar na sua cura. Terapeutas, médicos e psicólogos, mas o senhor recusou tudo! O senhor queria uma cura que só existia na sua cabeça! Uma cura milagrosa que expressasse o quanto maravilhoso o senhor era! O senhor nunca quis a cura! O que o senhor queria, era um prêmio, uma recompensa por se achar uma pessoa maravilhosa, que não é. O senhor fez escolhas inadequadas a vida inteira e o resultado dessas escolhas resultaram em sua doença. Alimentação inadequada, falta de atividade física e ódio de quem escolheu uma vida diferente da sua. Se está procurando um responsável, acabou de encontrar.

Essa história se repete quase que diariamente entre as pessoas que morrem revoltadas e no plano espiritual continuam expressando seu ódio e tentando encontrar culpados.

Existem pessoas que simplesmente não aceitam um tipo de cura, diferente daquela que elas imaginam que merecem ter.

Você pode arrumar o melhor médico e a melhor terapia, que não vai adiantar.

Algumas pessoas encontram na doença uma forma de ganhar atenção, que na saúde elas não tinham.

Pessoas carentes são ótimos manipuladores, que podem destruir a vida dos familiares e dos cuidadores, mesmo estando doentes.

Se você é um terapeuta, não pense que sua terapia não está fazendo efeito, apenas porque a pessoa diz que não melhorou em nada. É importante conversar com os familiares, para saber se nada mudou mesmo, porque pessoas mentem.

Se você é filho ou cuidador, faz o melhor que pode, mas o doente não melhora em nada, é importante verificar como essa pessoa se comporta com outros membros da família ou na presença de amigos, porque você pode se surpreender.

Se o doente coopera, em algum momento ele vai melhorar. Ninguém fica doente da noite para o dia, então, não acredite em curas rápidas.

Claro que ninguém gosta de ver uma pessoa sofrendo por conta de doenças, mas não se esqueça de que aquilo que cada um tem de passar, ninguém passará por ele.

Para ajudar uma pessoa doente, você precisa aprender a se preservar.

Você que cuida de alguém, precisa se alimentar corretamente e fazer atividades físicas, ou então, o doente será você. Se cuida!

O José da nossa história acreditava que sua vida começou a piorar quando os médicos descobriram que ele está doente, mas isso não é verdade.

Esse conceito de vida certinha, encaixadinha, seguindo roteiros conhecidos, fazendo o que todo mundo faz, só serve para te anular.

Mais do que nunca, estamos vivendo uma transformação de mundo e viver do jeito antigo não vai mais funcionar.

A cura daqui para frente vai depender cada vez mais de quem está doente, muito mais do que quem está ajudando na cura.

Antigamente para emagrecer, bastava tomar uns remédios, que foram quase todos proibidos.

Hoje para emagrecer, a pessoa precisa mudar a forma de se alimentar, precisa se exercitar, precisa bancar suas novas escolhas. Está tudo nas mãos do paciente! A cura toda mudou! Você precisa acordar para essa mudança.

Essas terapia de cura em que o paciente apenas recebe a cura, sem precisar fazer absolutamente nada em troca, estão superadas.

No futuro não vão mais existir milagres de cura, médiuns, nada disso. E o futuro já começou!

A saúde já é uma questão de escolha de como você pretende continuar vivendo a sua vida?

Sem atividade física, sem autoconhecimento e sem se alimentar de forma adequada, você já escolheu a doença.
Texto Revisado

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Conteúdo desenvolvido por: Rosana Ferraz Chaves   
Oraculista, sensitiva e escritora. Se dedica aos estudos de anjos, baralhos e tarots antigos, ministra cursos de oráculos, neurolinguística. Desenha mandalas e cria perfumes mágicos em seu atelier. Autora do livro Magid - O encontro com um anjo.
E-mail: rosanafch@yahoo.com.br | Mais artigos.

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