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São duas as necessidades mais básicas das pessoas: receber carinho e ser reconhecido. Me conta quem é que não gosta disso!!! Um cafuné na hora certa, palavras de afeto num momento difícil... e a qualquer momento também, claro! Um elogio sincero, um gesto autêntico de gratidão...

É bem verdade que algumas pessoas parecem agir de forma a provocar o afastamento e o desamor dos outros. Mas atitudes negativas também atraem atenção. Pois no fim, o que todos querem é atenção. Então, ainda que inconscientemente, vale usar qualquer ferramenta para ser percebido. E o nome disso é manipulação. E a conseqüência é o roubo de energia, um vampirismo que pode se tornar um hábito. Doentio. Se onde está nossa atenção está nossa energia... quem faz de tudo para atrair nossa atenção está na verdade roubando nossa energia. Estudos do comportamento humano apontam que qualquer atenção é melhor do que a indiferença. Qualquer toque é melhor do que o isolamento. Uma bronca, um castigo, um tapa, um beliscão... são, para algumas pessoas, preferíveis a se sentir invisíveis. São reconhecimentos negativos e carícias negativas. Mas receber esses sinais mostra que o ser está sendo visto, percebido - ele existe!

É sabido que se desde a infância uma pessoa vivencia situações de rejeição ou maus tratos poderá desenvolver-se como um adulto problemático, ou no mínimo difícil de conviver, que acabará por optar por chamar a atenção através de atitudes negativas - das mais sutis, como falar com agressividade, prometer e não cumprir ou fazer-se de vítima, até as mais ostensivas, como envolver-se em brigas e até crimes ou suicídio.

Nas discussões entre casais é comum a cena "mulher falando/homem olhando para a televisão", demonstrando desinteresse. Outra cena corriqueira é "homem falando muito alto/mulher falando muito alto", e ninguém escuta nada. E tantas outras cenas tristes e bizarras. Porém, muito mais comuns do que podemos imaginar.

Ego e amor-próprio encabeçam a lista das brigas. Certos e errados, baseados em crenças pessoais, são o alicerce dos desentendimentos. E poucos parecem dispostos a abstrair disso por alguns instantes para tentar enxergar o mundo com os olhos do outro, compreender as crenças que fazem o outro agir desta ou daquela forma. Conectar alma com alma para sentir o que o outro sente, o que o motiva a agir como age. Sem julgamento. Ainda se confunde auto-estima com orgulho ferido; essência com ego. Ceder com se deixar dominar. Quem é que quer dar o braço a torcer e voltar atrás no meio de uma briga?

Há muitos anos ouvi, gravei e aprendi: quem ama dá o primeiro passo. E isso é de uma profundidade! Dar o primeiro passo tem muitas leituras - relevar, permanecer no bem, continuar atento, perdoar,  não repetir uma atitude que fez o outro se sentir magoado, pesar as perdas e ganhos... dar o primeiro passo é  aproximar-se do outro com atitudes positivas, agir no sentido de preservar a relação e reverter o que está fazendo mal a ambos.

Ouça o outro com todo o seu ser, com todo o seu corpo - permaneça receptivo. Enquanto o outro fala, não fique pensando como vai retrucar, que argumentos vai usar para derrubar os dele. Dê, verdadeiramente, toda sua atenção; dedique-se à tarefa de harmonizar a discussão, e não a por ainda mais lenha na fogueira! Abra-se para receber a verdade do outro não para mudar a sua, mas para compreender a dele.

Infelizmente a maioria das pessoas é criada aprendendo a usar máscaras. Homem não chora,  homem é provedor, homem é pegador. Mulher é frágil, mulher é dependente. Sabemos que nenhum desses clichês é real! Mas na hora da discussão, apegamo-nos a eles como se fossem a pura expressão da realidade. Precisamos ver menos televisão, penso eu. Acostumamo-nos tanto a ver esses ‘surtos reproduzidos nos filmes e novelas, que nos momentos de caos nos permitimos ser invadidos por esses personagens e nos esquecemos do que aquela pessoa diante de nós representa em nossa vida, o valor emocional que ela agrega, tudo o que com ela compartilhamos, as afinidades, os bons momentos... e nos transformamos nesses personagens furiosos e, até, descontrolados.

O corpo fala... e pode contradizer as palavras

Sabe-se, por muitos estudos de neurociência e comportamento, que a voz contribui com cerca de 38% no processo de comunicação e as palavras com apenas 7%; portanto, 55% da comunicação é não-verbal. Resumindo, o que vemos tem mais influência em nossas reações do que o que ouvimos.

Eu acredito que a melhor forma de fazer alguém perceber o que entendemos ser um comportamento adequado é dar o exemplo. Então, que tal ficar atento para identificar se a sua comunicação - não-verbal e verbal - está sendo coerente com o que você realmente deseja expressar? Observe-se. Avalie sua movimentação durante um diálogo. Pese as palavras que usa, o tom e o volume de sua voz, as expressões faciais. Identifique o seu grau de abertura para falar honestamente e ouvir atentamente. Observe como você gesticula, que posturas assume em pé ou sentado durante esse diálogo. Por onde seus olhos passeiam. Como posiciona suas pernas e braços. E observe o que suas palavras e gestos provocam no outro.

Sim. É isso mesmo. Incontáveis mensagens subliminares - que muitas vezes contradizem o que as palavras expressam - são transmitidas durante um diálogo. Nosso corpo não pode mentir. É regido pelo sistema nervoso central. Então, quanto mais autênticos, sinceros e verdadeiros somos durante uma conversa, mais nossa comunicação não-verbal será congruente com a comunicação verbal e com nossos reais desejos. E isso terá uma influência decisiva para o sucesso do diálogo.

Se você está interessado em ouvir o que o outro tem a dizer, demonstre. Se o que o outro pensa é importante, permita que ele termine as frases sem que você o interrompa, mesmo que já imagine o que ele vai dizer. Cortar as frases de alguém demonstra desrespeito e desinteresse, como se o outro não tivesse nada de útil a acrescentar na conversa, ou como se apenas você tivesse algo relevante a dizer. Valorize o outro. Se você quer ser ouvido, fale baixo.

Depois de uma ‘boa briga, beijo na boca e sexo têm efeito mágico para se fazer as pazes. Mas não quebram o padrão e as mesmas atitudes se repetirão em pouco tempo. As energias geradas em discussões são extremamente fortes e viciantes - ao invés de gerarem entendimento, fazem as pessoas compartilharem miasmas, e esses mesmos miasmas se alimentam de mais e mais brigas. Por isso é que brigar vicia!

Coração aberto, honestidade, olhos nos olhos, palavras adequadas, consideração no momento de ouvir e postura receptiva vão fazer toda a diferença nas mais variadas situações.

Experimente algo diferente, como o prazer de não discutir. Experimente a paz. Experimente ver-se! Experimente ver o outro!

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Conteúdo desenvolvido por: Elaine F. Martins   
Formação em Professional & Self Coaching (Life Coaching, Coaching de Carreira, Coaching de Relacionamento), Practitioner em PNL e Transformação Essencial, Terapeuta Holística (CRT 25155), Jornalista, Escritora e Palestrante. Atende em consultório e ministra cursos, palestras e workshops. (tel.: (11) 39381482- São Paulo, SP
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