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Liberdade com Responsabilidade

por Vitor e Getúlio

Publicado dia 1/8/2008 em Corpo e Mente

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A gente nasce completamente dependente dos nossos pais. Depois de alguns meses conseguimos pronunciar as primeiras sílabas. "Que gracinha... o bebê já fala mã".

Nossos pais sabem o que fazem. Eles são nossos heróis. Mesmo antes de nascer eles já pensavam em abrir uma poupança em nosso nome, e logo que papai saiu do cartório correu para o banco. Que chique, temos uma poupança na Caixa Econômica Federal para custear nossos estudos. Como eles são inteligentes, pensaram até nisso.

O primeiro dia de escola foi inesquecível. Puxados pela mão, completamente amparados e confortados com os afagos da mamãe, lá fomos nós, dando passos rumo ao futuro. Finalmente vamos nos alfabetizar.

Sempre que nossos pais recebiam uma promoção no trabalho, éramos transferidos para um colégio "mais forte", melhor e mais famoso. Ficávamos tristes porque muitos amiguinhos eram deixados para trás. Mas eles, nossos pais, sabiam o que era melhor para nossas vidas. Então, sem questionar, seguíamos os caminhos que eles estabeleciam. Afinal, somos seus dependentes e eles sabem exatamente a direção que devemos seguir, com sucesso.

Temos certeza de que eles sabem tudo. Noutro dia mamãe assoprou um machucado no joelho porque caí da bicicleta e a dor passou. É sério! Passou de verdade!

Quando precisávamos fazer um trabalho escolar mais elaborado, que exigia um pouco mais de boa vontade e pesquisa, eles diziam: "Deixa eu te ajudar a fazer isso. Eu entendo melhor dessas questões. Amanhã bem cedinho a pesquisa está pronta e à noitinha a gente termina o trabalho". Até nisso eles são legais e nos poupam de ficar até mais tarde pesquisando, só para que pudéssemos jogar vídeo-game. Mas para que nos preocuparmos em ganhar experiências pesquisando e desenvolvendo a capacidade de criar soluções, se no futuro eles nos protegerão mesmo?

Quando estávamos no shopping, ganhávamos tudo o que queríamos - pedindo ou chorando. Não entendíamos por que eles reclamavam tanto! Era só dar ao vendedor da loja aquele cartão colorido e sem graça ou um papelzinho que eles chamavam de "cheque" e tudo ficava bem. Achamos que eles queriam fazer pirraça com a gente, porque queríamos tudo o que víamos. Que maldade! Nosso pai pode ter um carrão último tipo, mas nós não podemos trocar o videogame ou o celular por um que acabou de ser lançado.

Quando crescermos, queremos ser diferentes. Vamos juntar muitos papéis daqueles que chamam de cheque e trocá-los por muitos presentes.

Ouvimos dizer que somos seus dependentes. Aliás, é assim que nos chamam quando eles preenchem a declaração do imposto de renda. Não sabemos direito o que é isso, mas acho que somos muito importantes para que nossos nomes sejam escritos lá. Também ouvimos dizer que não somos responsáveis. Qualquer coisa que fazemos de errado, as autoridades puxam as olhelhas deles, e não as nossas, porque dizem que somos menores incapazes. Acho que por causa disso podemos fazer qualquer coisa, e seja lá o que for, sabemos que eles darão um jeito para resolver por nós.

Hoje fico pensando quem seriam meus filhos se tivesse escolhido para eles os caminhos que eu pensava serem os melhores. Certamente escolheriam, como de fato escolheram, errar. Mas errar porque escolheram direções diferentes das minhas, escolheram viver suas próprias experiências e não as minhas. Limitei-me a caminhar lado a lado, sem interferir diretamente em suas decisões, porém conscientizando-os de que liberdade tem um preço. E esse preço se chama RESPONSABILIDADE.

Quantas pessoas completam 18 ou 30 anos e continuam sendo crianças sem liberdade, que moram na casa dos pais e vivem às custas da benevolência deles? Mas será que há algum mal em querer proteger os filhos, ou realmente devemos criá-los para o mundo? E como é criá-los para o mundo?

Tenho minha própria opinião. Sei que não é a certa nem a única, mas enquanto as pessoas não conquistarem a sua liberdade não saberão o que é responsabilidade. Sem liberdade jamais serão donos de suas vidas, jamais serão criadores dos seus próprios destinos. Serão, sem dúvida, eternos dependentes psicológicos de alguém ou de suas próprias fraquezas.

Texto revisado por Cris

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Sobre o Autor: Vitor e Getúlio   
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