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LIBERDADE INTERIOR


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Diante da liberdade externa alcançada, de nossa capacidade de observar o mundo que nos rodeia cada vez mais de perto, nos perguntamos: o que ainda nos segura? Por que não somos todos livres? Por que não somos todos irmãos? O que ainda nos prende? Como ainda permitimos que haja guerra, fome, intolerância religiosa? Que amarras são essas que nos prendem a conceitos egoístas? Agora chegou o momento inevitável de depararmos com nossas próprias emoções! São elas que nos seguram e nos impedem de ser livres.
O que sabemos de nós mesmos tem sido suficiente para trilhar um caminho pleno de realizações? Consigo ser mestre de minhas próprias emoções? Sou eu quem controla minhas emoções, ou são elas que comandam minha vida? Vejo todos os dias pessoas sucumbirem pela raiva, medo, culpa, preguiça diante da própria ignorância, dificuldades em lidar com os desejos efêmeros que trazem pequenos prazeres: comida, bebida, drogas, sexo, lamentações, vitimizações, refutação ou negação dos próprios erros e dificuldade em admiti-los e absorvê-los como experiência, etc...

A boa notícia é que chegou o momento da libertação. Só mesmo depois que os navios zarparam dos cais lá na Idade Média, desencadeando uma liberdade de ação no mundo, pudemos deparar com as diferenças culturais e individuais, que nos levou à necessidade de convivência com nossos irmãos diferentes de nós. Esta dificuldade nos leva às amarras internas que impedem nosso espírito de zarpar do porto da matéria.
Se já sabemos que é assim e ainda não estamos no caminho da nossa libertação interna, não pensemos que há algo errado em nós. O caminho é mesmo para ser feito em etapas. E não é simples. Temos muitas informações, mas não sabemos muito bem o que fazer com elas. Vemos a maior parte das pessoas ainda se debatendo contra o óbvio, segurando-se ainda num ceticismo perverso que volta contra a própria pessoa, mas que os mantém na ilusão da felicidade fácil que se compra no shopping.
Para aqueles que despertaram e não sabem muito bem como fazer as coisas funcionarem, diferentemente da grande massa, devemos encontrar uma forma na qual nos sintamos caminhando noutra direção: aquela que vai nos tirar da ilusão deste mundo material e nos libertar da roda encarnatória!

É claro que o que escrevo aqui não é novo. Desde tempos imemoriais, os grandes mestres dizem as mesmas coisas: precisamos nos purificar, sutilizar, melhorar nossa "energia", até alcançar um estado de consciência melhor do que tem sido possível neste planeta.
E o que temos visto são pessoas apegadas a conceitos religiosos, numa tentativa insólita de passivamente, alcançarem o "reino dos céus".
Não! Não poderá ser de forma passiva! Deverá ser de forma pacífica, mas não passiva. Teremos que nos mudar! Como seres imperfeitos que somos, a única modificação que teremos que fazer será em nós mesmos. E teremos que fazer sozinhos. Somos, de fato, nossos piores inimigos. Encarar os próprios defeitos não é fácil, nem simples. Há toda a questão do inconsciente que nos sabota. Somos seres desejantes. Vivemos pelo princípio do prazer.

"As forças de diminuição são as nossas verdadeiras passividades. O seu número é imenso, as suas formas infinitamente variáveis, a sua influência contínua. Em certo sentido, é de pouca importância o escaparem-se nos as coisas, porque podemos sempre imaginar que elas nos voltarão às mãos. O terrível para nós é o escaparmos nós às coisas por uma diminuição interior e irreversível. Humanamente falando, as passividades de diminuição internas formam o resíduo mais negro e mais desesperadamente inutilizável dos nossos anos". - Disse Teillard de Chardin.

Ao longo da história do homem no planeta Terra, desde as cavernas, temos visto nossa raça sair de um estado bruto, animal, para lentamente atingir a divindade em nós! Precisamos nos libertar das amarras que nos prendem ao mundo material. Estamos já bastante evoluídos nas tecnologias, mas ainda não sabemos quem mora em nós; esse outro EU que precisa ser compreendido e tratado.
Todos conhecemos fórmulas externas que se nos apresentam para que a transformação se processe. Indiscutível seu valor. Seja o que for que façamos, servirá de amparo ao nosso frágil ego. Podemos rezar, cantar mantras, dançar, cozinhar para Deus, acender velas, fazer cultos, frequentar missas, palestras... Mas conhecemos muitas pessoas que mesmo praticando todos esses rituais, comprovam que a teoria na prática é outra coisa. Mas, o que Deus espera realmente de nós?

Num diálogo com Deus, Taillard de Chardin fala: "Outrora, carregava-se para vosso Templo as primícias das colheitas e a flor dos rebanhos. A oferenda que esperais agora, aquela de que tendes misteriosamente necessidade cada dia, para aplacar vossa fome, para acalmar vossa sede, não é nada menos do que o crescimento do mundo impelido pelo devir universal".
Hoje temos instrumentos suficientes para compreender as leis que regem o universo. Quem se interessa por isso? E quando alguém vai à mídia falar sobre o extra natural... Escândalo! Logo é taxado de louco.

Afinal, o que queremos? O que esperamos da vida? O que nos traz paz? Qual o propósito da existência humana neste planeta finito? O que estamos fazendo com as informações que nos trazem os cientistas de que a Terra está se esgotando?
Bem, não podemos mudar o outro, portanto não podemos mudar o mundo. Mas podemos e devemos mudar a nós mesmos. Podemos e devemos observar o tanto que fazemos errado nas pequenas coisas do nosso cotidiano conturbado. Se cada um cuidar de si, o mundo se transforma. Não podemos esperar que o mundo mude para fazer aquilo que sabemos ser o correto. Temos que nos mudar agora! Fazer cada um por si, sem desculpas. Como posso exigir um mundo bom, se não faço aquilo que tenho que fazer por mim mesmo? Então, pare de reclamar e... Mãos à obra.
Tire os pés do chão, MUDE!

Em questões energéticas, mentais e espirituais, lidamos com hipóteses. Já abri mão de confiar apenas no que é comprovado pela ciência material. A ciência tem limites. Seus limites são a matéria em três dimensões. Ora, há mais de 100 anos temos o legado de Einstein e de Freud que, juntos, nos dizem de algo além da matéria visível: O tempo é relativo, o pensamento propaga em ondas e nossa mente não é nosso cérebro.
A mente não pode ser medida com nenhum instrumento científico e, no entanto, pensamos. O que há além do corpo? A mente, claro! Mas ela não pode ser vista! Podemos fazer tomografias computadorizadas, as mais avançadas, que não vamos encontrar os pensamentos. Mas eles não só existem como também determinam nossa qualidade de vida.

E agora, o que se faz? Descartamos tudo por não ser possível comprovar? Ou aprendemos a lidar com hipóteses e esperar que o universo nos dê respostas através de nossa percepção e intuição, que certamente irá se abrindo à medida que nos abrimos para as hipóteses?

"Temos apenas que crer. Em seguida, pouco a pouco, veremos o horror universal descontrair-se e sorrir para nós". Teillard de Chardin.



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Conteúdo desenvolvido por: Carmem Farage   
Fundadora do Instituto Lumni, criadora da Terapia Lumni - uma terapia quântica que une ciência e espiritualidade sob a mentoria de Teillhard de Chardin. Psicóloga, Psicanalista, especialista em Regressão de memória, apometria Clínica, Mestra de Reiki Usui Tibetano, especialista em Medicina Chinesa.
E-mail: carmemfarage@gmail.com | Mais artigos.

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