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Momentos difíceis: a beleza do caos


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Todos nós passamos momentos difíceis na vida e, geralmente, são “épocas para esquecer”. É assim, dessa forma que marcamos em nossas memórias essas experiências ruins, torcendo para que nunca mais aconteçam, às vezes tentando esquecer e sempre tentando evitar a repetição do sofrimento.

A crise no casamento, a doença grave em si mesmo(a) ou em um familiar, a crise financeira, profissional ou de identidade, a depressão e a profunda confusão mental, as perdas emocionais e materiais, normalmente algumas dessas situações ao mesmo tempo. Como se costuma dizer, “uma desgraça nunca vem sozinha”.

Já ouvi muitos casos de pessoas que perdem seus empregos ou negócios, veem sua família ser dividida ou diminuir de número, ao mesmo tempo em que experimentam todo o tipo e tamanho de “azar” e terminam em um hospital tentando recuperar a sua saúde física. Não necessariamente nessa ordem, não necessariamente esses acontecimentos.

Mas poucos de nós conseguem perceber a importância desses momentos. Poucos conseguem entender a beleza e o amor que existe por trás da desordem e da desarmonia.

Muitos e muitos escritores de sucesso no mercado atual passaram pelos piores momentos, chegaram às situações mais extremas de doença, pobreza e abandono em suas vidas. Tantos deles descreveram em detalhes essas passagens. E há algo comum em todos: a compreensão de que tudo de maravilhoso que veio depois só foi possível graças ao caos que se instalou em suas vidas.

A partir desse momento, vou utilizar o termo “aprendizado” para uma melhor compreensão, embora eu acredite que não há aprendizado e sim apenas “lembrança” e “criação”, já que viemos da sabedoria infinita e escolhemos utilizar filtros que limitam a nossa compreensão – a nossa vida nesse modelo humano já é por si um grande filtro limitador. Estamos a cada momento lembrando um pouco mais de onde viemos e ao mesmo tempo criando e recriando quem realmente somos.

Mas voltemos ao aprendizado.

Nesse nosso caminho, temos etapas a cumprir para que as coisas façam sentido. A sequência é determinante para um bom aprendizado e para sentir a beleza e o prazer da descoberta. Não podemos aprender equações e funções enquanto não dominarmos as operações simples da adição, subtração, multiplicação e divisão, certo?

Há uma frase de caráter metafísico que foi amplamente divulgada nas últimas décadas e hoje é bastante aceita em nossa sociedade: quando o aluno está pronto, o mestre aparece. Essa foi uma das primeiras verdades metafísicas das quais eu consegui obter comprovação prática. Realmente o ensinamento certo sempre vem até nós, é inevitável. Porém, para compreendê-lo e assimilar suas nuances, precisamos ter cumprido os pré-requisitos, os conteúdos anteriores.

Mas e quando nós nos negamos a aprender um desses ensinamentos? Quando nos envolvemos no falso conforto do conhecido e do estabelecido? Eis que surge a estagnação. A estagnação trava todo o processo, pois todo ensinamento é pré-requisito para um próximo e para muitos que virão. Os péssimos sentimentos que temos quando estamos estagnados são o primeiro aviso de que devemos voltar ao movimento natural da evolução.

Isso pode não ser o suficiente. Às vezes, reagimos de maneira contrária a esses avisos, negando-os e nos escondendo mais e mais. A partir desse momento, o mecanismo mágico do universo do qual fazemos parte de corpo e alma começa a trabalhar de forma harmônica para que sejam orquestrados os eventos que dispararão todos os gatilhos emocionais necessários para nos fazer "tirar a bunda da cadeira".

A impressão de que somos separados uns dos outros e que somos separados do universo é uma característica da vida humana. Essa característica é importante para que experimentemos o que devemos experimentar. E é essa impressão de separação que impede que possamos ver os verdadeiros motivos, a beleza e o amor que há por trás de todo acontecimento.

Quando são acionados os gatilhos necessários, obrigamo-nos a rever nossas crenças e conceitos, a livrarmo-nos do que já não nos serve, aceitar novas ideias, pessoas e situações. Somos também levados a novos hábitos, novas atitudes para com nosso meio e novas ações para obtermos resultados diferentes.

Passado o caos, nos transformamos para buscar um novo cosmos. As coisas começam a se ajeitar. A sensação é de alívio, vitória, dever cumprido. A realidade nova sempre é muito melhor do que a anterior e as lições nos fizeram mais sábios.

Esse é o mecanismo da evolução: cosmos – caos – novo cosmos. Todos os sistemas evoluem dessa mesma forma, desde o universo, uma galáxia ou sistema solar, até um ecossistema e uma sociedade humana, uma colônia de microscópicos seres subaquáticos ou um grupo de insetos, sempre, sempre o caos traz a evolução ao permitir a criação de um novo cosmos. Quem quiser aprofundar esse conceito, encontrará uma ampla bibliografia disponível no mercado.

Mas o principal do aprendizado é saber que o universo, com o qual nós somos um, trabalha sempre com amor, para que tenhamos o que escolhemos em nossa melhor visão de nós mesmos. Quando essa visão está muito limitada, o todo nos levará, pelo amor ou pela dor – da forma que for mais eficiente e adequada –, a criarmos uma versão muito melhor de nós mesmos.

Quando entendemos que tudo é para o nosso bem (e, portanto, para o bem do todo), que tudo trabalha em prol do nosso projeto de vida, um projeto que não lembramos e nem somos capazes de entender na forma física, (abracadabra!) nesse momento mágico compreendemos que, ao invés de culpar, devemos agradecer, ao invés de lamentar ou esbravejar, devemos estar atentos à totalidade dos fatos para assim poder contemplar a beleza da perfeição. Esse momento mágico nos coloca frente a frente com o verdadeiro amor. Esse momento mágico torna o perdão obsoleto (ou automático), pois ele já terá acontecido antes mesmo de ser necessário. Tudo graças à mágica beleza do caos.

Texto revisado
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Conteúdo desenvolvido por: Leonardo Franceschini   
Leonardo Franceschini é Coach de Vida e Carreira e Coach de Decisões através de uma abordagem integral e holística. Estudioso apaixonado de metafísica e do comportamento humano, Leonardo é um entusiasta do potencial criativo e transformacional das pessoas.
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