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Obesidade. O alimento como autopunição


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Existe no fundo do coração humano um estado persistente de carência, um sentir às vezes indecifrável de que algo anda mal ou não se encontra no devido lugar, uma falta que sentimos que precisaria ser preenchida de alguma forma.

A maioria dos assuntos que parecem reiteradamente desafiar nossa autoestima e autoconfiança está sempre alinhada com as cicatrizes decorrentes do amor que sentimos não termos recebido, ou que oferecemos e os outros rejeitaram, o amor que foi usado para nos controlar ou manipular, o amor traído, o amor negado, o amor não correspondido.
Sanar essas rachaduras internas, voltando a confiar no amor com a pureza dos primeiros passos, faz com que nos permitamos ser curadas de tudo que tenha nos machucado no transcurso de nossas vidas.
Precisamos limpar e alinhar nossas memórias com um padrão mais alto de autoestima e autoperdão, cultivando a consciência do propósito oculto por trás de tudo o que nos acontece, sabendo que isso ocorre sempre a favor de nossa evolução e nunca contra nós. Mesmo que não sejamos capazes de compreender o porquê das coisas não saírem como desejamos e, em algum momento nos revoltarmos por isso, os propósitos da vida trabalham sempre em nosso benefício.

Muitos desequilíbrios do corpo têm sua origem no desalinho com a fonte de amor que desejaríamos usufruir em toda sua expressão de vivacidade, alegria e troca; contudo, sentimo-nos impotentes em digerir os processos disfuncionais do medo que geraram falta de merecimento, autopunição ou incapacidade de nos sentirmos dignos de ser nutridos pelo amor.
Devemos compreender que o amor de Deus é a nossa fonte mais confiável de nutrição com a qual precisaremos estar alinhados. Contudo, muitas vezes acabamos nos utilizando do alimento do corpo como válvula de escape ou compensação, algo que nos sacie de uma fome que não é física, mas da necessidade de sermos preenchidos por aquilo que desejamos, um verdadeiro e confiável vínculo de afeto.

Recebemos das nossas mães na infância uma qualidade de amor que nos era oferecido juntamente com o alimento, e ele passou a representar a doce ternura do aconchego, do carinho, da proteção. Um paradigma que ficou latente dentro de nós. Sentíamos que ser alimentados era uma maneira de receber dela o amor que tanto precisávamos.
Na nossa vida adulta, no entanto, se não fizermos parte da parcela da população beneficiada pela genética, para a qual o alimento nunca chega a ser um problema, acabamos aprendendo que a ideia do alimento como forma de gratificação amorosa precisa ser examinada se não quisemos que essa doce e passageira alegria se transforme em motivo de desgosto, um verdadeiro veneno para nossos corpos. Descobrimos então que para demonstrar amar a nós mesmos, precisamos dispensar justamente aquela forma de gratificação oral, passando a nos utilizar de uma dieta enxuta e frugal, se quisermos conquistar um corpo harmonioso e uma saúde equilibrada.
O alimento adocicado que por amor nos era oferecido na infância, por amor a nós mesmos deveremos ser capazes de recusar.
De forma contrária àquela antiga representação amorosa recebida por meio do alimento, o corpo e a mente em desequilíbrio passam a se utilizar do vício alimentar como forma velada de autodestruição.
A nossa baixa autoestima nos empurra para o alimento compulsivamente e a ligação com ele começa a ser uma verdadeira autoagressão.
Num extremo, o antigo paradigma da gratificação infantil do amor materno; do outro, a sensação de que não somos merecedores de nos sentirmos amados, belos e felizes.
Existe um requisito absolutamente determinante para o amor e ele se encontra no grau de amor que sejamos capazes de oferecer a nós mesmos, enquanto ficamos à espera do amor dos outros, o amor próprio é a matéria-prima essencial para a conquista de nosso equilíbrio físico e emocional

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