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Perdoar e Esquecer


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Há muita controvérsia sobre a associação do perdão ao esquecimento. Há muitos que crêem que se algo foi perdoado de fato, também não será lembrado. Eu, particularmente, me associo aos outros tantos que crêem que o perdão não requer o esquecimento como consequência. Ou seja, um fato perdoado pode sim ser lembrado.

O perdão pode ser classificado como um sentimento. E, enquanto sentimento, pode ser associado à mágoa. Se um aperto no peito que ocorre quando um fato é lembrado, então, sim, concordo que o perdão ainda não aconteceu como sentimento. Pode ter acontecido como intenção racional, mas a emoção ainda não está equilibrada.

Por outro lado, a memória é uma característica pertinente ao funcionamento físico do ser humano. O cérebro é dotado da capacidade de manter registros ao longo da vida, portanto, negar a lembrança é querer negar uma característica implícita ao ser humano. Não nos é opcional. A memória está ali e pronto. Dessa forma, lembrar-se de um fato perdoado, ainda que se lembre do desagrado causado, não significa que o perdão não foi plenamente atingido.

Quando perdoamos, podemos optar por continuar ou não a conviver com quem nos causou o desagrado. Muitos infortúnios nos servem de aprendizado e mesmo tendo nos reconciliado, não necessariamente temos que manter contato. Podemos, certamente, estarmos em paz conosco e com quem nos cerca e ainda fazermos uso do nosso livre arbítrio para decidirmos com quem queremos dividir o nosso tempo.

A vida é uma constante mudança. Hoje, podemos gostar disso e amanhã não mais. Hoje podemos achar aquilo certo e amanhã não mais. Isso tudo porque a vida é aprendizado, portanto, uma constante mudança. Sempre que se apreende algo, se sobe um degrau. Subindo um degrau, temos a oportunidade de ver as coisas por outro ângulo, e assim aprendermos mais, mudarmos conceitos e acrescentarmos ou removermos conceitos.

O perdão é um grande aprendizado. É muito doído. Ninguém perdoa sorrindo. O perdão acontece depois de alguns vários sentimentos desagradáveis. Muito pior, então, quando tratar-se do auto-perdão. Perdoar a si mesmo só é possível depois do arrependimento, e este sim doi. Arrepender-se doi até fisicamente, mas a dor na alma é indescritível. Por isso que o perdão é sublime. É o resultado de um processo de transformação.

Assim, quando conseguir perdoar, seja quem for, seja o que for, deleite-se no regozijo desse sentimento plenamente. E se a sua memória lhe trouxer lembranças vez ou outra, agradeça, porque que o seu físico está funcionando normalmente! 
 

Texto revisado

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