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Poder pessoal tem a ver com a paz


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Para o artista Pashupati Lama, que necessita um dia para pintar Ontem estava conversando com a minha mãe. Durante muitos anos, devido a tudo o que aconteceu na minha infância, e depois também, alimentei uma mágoa, uma raiva muito grande em relação a ela. Mas ontem, olhando-a, (bem nos olhos, como meu mestre espiritual orienta), pude sentir lá dentro do peito, no meio do chakra cardíaco, que a mágoa desaparecera. A raiva, idem. Simplesmente uma paz fluía. Não havia também necessidade de ser bonzinho, fazer coisas legais, falar coisas bonitas, todos estes truques que o ego usa para mostrar como ele ama. Só a presença. Se ela permitisse (mas ela não deixa, hehehehehe), somente o silêncio bastaria... Minha mente ficou ainda procurando restos da mágoa e raiva, porque ela não acredita tão facilmente nestes milagres cotidianos... mas não achou. Pelo menos ontem -acho que ela não vai desistir tão fácil!

Posso dizer que foram longos três anos de intenso trabalho psico-espiritual (para ser mais verdadeiro, o trabalho iniciou desde que nasci... ou quem sabe, bem antes...). Muitas vezes dolorosos, porque meu ego mascarado de espiritualizado não podia reconhecer mágoas, ódio, raiva, inveja, essas coisas básicas que todos temos... e por isso, o trabalho de acessar as dores emocionais do passado ficava truncado. Mas tudo está ok. Descobri, em cascatas e cascatas de compreensão, insights e ensinamentos que jorravam de dentro para fora, que nada está errado. Até a insistência da mente em racionalizar um processo de descoberta que é puramente mágico, divino, também está certo.

Descobrir o quê? Descobrir a paz que está dentro de si. De cada um. Quietinha, paciente. Esperando a mente aquietar-se. Esperando as emoções, os medos, os dramas, aquietarem-se. E isso não se faz com a mente. O ego quer dizer: eu trabalhei! Eu progredi! Eu sei! Eu fiz! Mas é uma grande enganação. Subitamente, algo divino, maior, faz com que um medo desapareça. Puff! Igual David Coperfield. Depois a raiva: você olha aquele cara que queria esganar, porque ele fez isso e aquilo, lhe atormenta, o sujeito vem, fala as mesmas coisas com aquele ar arrogante e... nada! Cadê minha raiva? Eu quero brigar com ele... diz a mente... mas a mesma mente procura justificativas e... não acha. Não existe mais a dor interna, egóica, que diz: ele está me ferindo. Não, ele não está ferindo ninguém. Era uma ferida antiga, que ele lembrava. Mas a ferida sumiu! Não me importa mais o cara!

É isso que chamo de poder pessoal. É um poder que não deseja nada de ninguém. Que não quer manipular. Que transcende a vontade do ego. Para utilizá-lo, a mente deve colocar-se abaixo deste poder. Os planos mentais de negócios, associações, conquistas, desejos, tudo isso, está abaixo deste poder. Não é que não se deva ter planos. Mas percebo, cada vez mais nitidamente, que já existe um caminho interno, que a intuição acessa, e muitas vezes este caminho não anda em paralelo com os desejos mentais. Vejo que os desejos que tenho, em sua maioria, são idéias plantadas na mente por papai, mamãe, professores, mídia... e vou ser sincero: como sou cabeça dura, muitas vezes ouso realizar diversos desses desejos mentais, só para ver que eles não dão o prazer que eu achava que teria. Percebo a mente querendo determinadas coisas, e falo: ok, vou fazer! E faço! Dos desejos mais esdrúxulos que se possa imaginar - porque minha mente é bem criativa! E aí faço... e vou me percebendo... sinto meu corpo, sinto as sensações... É só isso?

Fiz muitas experiências nos últimos anos. E posso dizer que todas elas são extremamente valiosas, principalmente para mostrar para a própria mente que... elas não têm valor nenhum. Construir família, negócio, ser líder em alguma coisa, aparecer, escrever livros, transar, comer das melhores comidas, viajar, fumar, beber, encher-se de conhecimento... Aprendi no budismo que a única coisa que tem valor na vida é aquilo que é essencial. E tudo o que é transitório, não é essência, não é permanente. Aquilo que surge e desaparece, faz parte de um jogo, o jogo da ilusão. Prazer e sofrimento surgem e desaparecem. Bens materiais surgem e desaparecem. Pessoas surgem e desaparecem.

Será que então devo desprezar os sonhos, a família, as pessoas, o sexo, o prazer? hehehehe, querido. Não sei com que parte da mente você está lendo estas linhas. Se é com a parte da sua mente que se identifica com o prazer e a dor, que busca uma coisa e foge de outra, então, você não entenderá o que estou dizendo. Mas se você já pode acessar, ou simplesmente crê numa parte da sua mente, mais expandida, desidentificada deste ego autocentrado, poderá entender que é exatamente o contrário: você não exclui nada. Você inclui. Quando, aos poucos, a mente vai se expandindo, do eu para o todo (ou para o vazio, como prefere o zen), ela abarca todos os prazeres e toda a dor... toda a dualidade - bem e mal, certo e errado, luz e sombra, claro e escuro... - faz parte. Esta parte da mente está satisfeita... muuuuiiiiitoooo satisfeita. Não há mais a busca desesperada atrás de um bumbum bonito, ou grana infinita, ou poder, ou status, ou amizade, ou um parceiro que me dê felicidade. Você se move, pois existe uma programação cármica, e se é pra ter algumas mulheres, terá. Não é a mente carente e babona por mulheres que busca isso. É natural como se molhar num dia de chuva. Se é para ter empresas, terá. Se é para se recolher em meditação, no norte da Índia, assim será. Você, observando a própria mente, percebe isso. Não é um desejo, mas um impulso suave que pega em suas mãos e o conduz... e quanto mais limpo mental e emocionalmente, você simplesmente segue. Você confia plenamente nesta guiança, nesta condução. Que outro poder você deseja?

Não há stress, porque a mente "não quer" nada... ao contrário: às vezes a mente olha para o próprio impulso, e duvida dele: você está louco! Largar a família e sair viajando? Ou... largar a vida de aventureiro e constituir família? Também não há frustração, porque como não é um desejo mental, quando a vida mostra outras direções, às vezes deixando coisas inacabadas, tudo bem...  Isso dá uma liberdade absurda! Porque é uma liberdade interna! Às vezes, você poderá até estar vivendo uma vida aparentemente limitada, como alguns gurus da Índia que nunca saiam do seu vilarejo... mas é só na aparência. Mas antes da liberdade, é necessário o impulso para a liberdade: liberdade das garras mentais, crenças e emoções. Abrir os limites desta mente condicionada e pequena, egóica. Para, então, perceber se o seu caminho é de guru, empresário, lavrador, meditador, balconista... enfim... cada um manifestando totalmente a própria divindade através da arte do seu trabalho...

Alex Possato realiza a vivência Raízes do Poder Pessoal, de constelação familiar sistêmica. Clique aqui e saiba mais!
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Conteúdo desenvolvido por: Alex Possato   
Terapeuta sistêmico e trainer de cursos de formação em constelação familiar sistêmica
E-mail: alexpossato@hotmail.com | Mais artigos.

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