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Quando Amar-se Produz Soluções


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Imagine uma situação em que estamos acompanhando um amigo nosso em um passeio, e em um determinado trecho praticamente paramos o carro em virtude de um congestionamento, desses de perder de vista. Nesse momento, nosso amigo ao volante, bem contrariado com a repentina e imprevista parada, inicia um processo de irritabilidade crescente: "Ei, vejam só amigos, parece que a fila de lá está andando mais rápido, vamos mudar de faixa... parou... agora parece que a faixa onde estávamos vai mais rápido!! Santo torresminho!!! Esse trânsito... esse congestionamento... deve ser acidente... mas... caramba! Alguém tinha que se acidentar justo agora? Não podia esperar eu passar? Raios!".

Sim, nosso amigo condutor está bravo, contrariado, desagradado, sentindo-se frustrado! Já deve ter transformado seu estômago em uma fornalha às chamas plenas! E continua a reclamar, e a reclamar, a reclamar, e proferir as mais criativas e chulas expressões de reprovação dirigidas ao trânsito que parece ser uma conspiração do Universo contra seus planos. Até um possível veículo quebrado, obras ou mesmo acidente não gozam de sua própria natureza e passam a ser alvo de atribuições bem egocentradas do nosso amigo.

Observando de fora da situação, podemos perceber o quão óbvia é a relação de conflito e o quanto pode ser simples a resolução, se não do fato em si, pelo menos do que se sente a respeito do fato. Sejamos práticos e realistas: vivemos situações óbvias - eventualmente risíveis - e ainda mais, com aspectos curiosos (que no fundo bem sabemos que são totalmente questionáveis), como a percepção equivocada de que se algo aconteceu, foi para nos contrariar, atrapalhar, frustrar nossos planos. Além do mundo que parece estar aí para nos servir, há também a ação contraproducente. Esta última, muito interessante enquanto somente observada, é aquela ação, gesto, palavra, que resulta em algo tão ou mais desagradável quanto o acontecido. Para ilustrar, um exemplo: é como guardar o alimento que exala odor "questionável" no fundo da geladeira, para decidir o que fazer com ele amanhã.

Amigos, não é difícil perceber que reclamar não resolve grandes coisas, na maioria das situações que vivemos, e quando reclamar resolve alguma coisa, não é a reclamação em si a solução e sim a assertividade que resulta em algo produtivo, o que é algo bem diferente. Reclamar, e reclamar apenas, é como comer um alimento estragado: a aparência é ruim, o cheiro é ruim, o gosto é ruim, percebe-se tudo isso, e rejeita-se o alimento, reclamando, a cada garfada! "Está estragado! Para de comer!"

Contudo, por mais contraproducente que possa ser parecer, o apego à indignação continua presente. E essa afirmação por ser tão interessante, pode e deve provocar os mais diversos questionamentos e espanto, afinal, "apego à indignação" não é algo que se vê estampado em uma camiseta, concordamos? Ora, amigos, é preciso agarrar forte a contrariedade, para continuar a reclamar mesmo sem nenhuma mudança no status do fato. O estômago ardendo, a cabeça chega a doer, a musculatura fica tensa, e nada muda? Soltemos a reclamação. Ah, não larga? Então "gamou"... Está apaixonado pela reclamação! Soa engraçado e causa estranhamento, mas parece uma relação de amor: "oh, reclamação da minha vida, não deixarei você partir".

Reclamar aumenta a insatisfação sentida em virtude de um fato qualquer, como o trânsito do exemplo inicial, e torna mais perceptível a rejeição do problema do que o problema em si, ou, em outras palavras, reclamar é um meio muito eficiente de potencializar a insatisfação, sem que o alvo da reclamação mude com isso. Então temos pelo menos dois problemas nesse caso: o fato em si mesmo (o trânsito, por exemplo) e o que resulta do ‘rejeitar o fato (os sentimentos, os pensamentos, a contrariedade resultantes da discordância e da reclamação).

Em conclusão, amigo leitor, lidamos com fatos e com o que sentimos a respeito dos fatos, e nesse ínterim, lidamos com o descontentamento que sentimos potencializado pela reclamação, o que nos faz perceber muito os problemas e pouco as soluções. Nesse caso, precisamos focar mais nas soluções do que nos problemas. E quando não percebemos soluções de pronto? Tudo bem, igualmente, pois não há solução ainda- lembre-se de que tudo é transitório. Enquanto isso, o que você pensa e sente, e que resultam em sofrimento, tem solução? Sim! Você sempre É a solução de si próprio.

Uma ótima semana e forte abraço

Marcelo Hindi - Psicoterapeuta Holístico


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