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Sexo- A busca do Prazer Divino


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Em meu último artigo em A cura da sexualidade abordei o aspecto da própria essência cósmica e da divisão entre o feminino e masculino e a busca incessante de nossa alma gêmea.
Mas, dentro desta sexualidade, o que será mesmo o sexo?
Será que ele é apenas um canal de obtenção de prazer, que a grande maioria trata com tanta banalidade e desrespeito ou uma das formas de ligação com o Divino e a própria essência da Vida?

Em nossas relações, estamos sempre nos encontrando num jogo de poder e posse. De culto ao EGO e a satisfação não de uma forma mais plena de êxtase, mas sim, de inúmeras tentativas mecânicas, deixando-nos quase sempre vazios e incompletos. Muitos o utilizam como relaxamento para o stress, fortalecimento do Ego, imposição social, carências, virilidade do Ser com grandes quantidades de relacionamentos, ou apenas para procriação e assim por diante. Provocando dor, raiva, frustrações e confusões que poderiam ser evitadas.

Creio que o sexo pode ser muito mais do que isso; é onde encontramos a oportunidade de exercer padrões mais nobres de nosso Ser. E esta essência é livre de polaridades; é essencial saber que você não pertence ao seu parceiro e nem ele a você.

O que existe fora existe dentro. 
Que não pertencemos a ninguém ou a nada. 
Somos seres separados e que somos afortunados de poder viver e compartilhar com outro num estado de êxtase espiritual e não só sexual.
Que o verdadeiro amor não pede nada e nem retribuição. 

Pois, o sexo e a espiritualidade andam juntos e para se atingir esta consciência devemos nos aceitar e nos amar primeiro como nós somos e o que você representa para a sua vida. Esta consciência expandida aumenta seu poder espiritual e sexual. Hoje a mídia coloca padrões de beleza e de comportamentos para que o outro nos aceite. Pessoas vivem hoje relações de arrogância, vaidades, individualidades e competições uns com os outros.

À medida que crescemos espiritualmente nos respeitando e não nos punindo por causa da sociedade, muitas vezes injusta e medíocre, podemos estar mais perto de nossa real essência e, consequentemente, do nosso parceiro também. Assim, todos nós somos uma miniatura do próprio Universo.

E que se não há o respeito perante o Universo maior,
não há o respeito para si mesmo.
A maioria acha que amar é substantivo de sofrer e esta dor surge de experiências do próprio desamor por si mesmo e para que isto não ocorra deve se conectar com sua própria natureza amorosa.
                   Quando começamos a fazer muitas exigências isso não é amor.  

E se alguém não merece ou não quer o seu amor, não devemos interferir em sua conduta. A consciência dessa liberdade e livre-arbítrio deste indíviduo é fundamental para que nos mantenhamos saudáveis em nossas relações e entendamos que tudo isso não deve ser transformado em dor e sim em lição de desapego e de transformação.
Que o outro e você tem a liberdade de escolher com quem quer estar.
Mesmo que não seja você!

Neste ato de escolher, normalmente as pessoas nos escolhem e não nós a elas, não escolhemos de acordo com aquilo que queremos, ou seja, adequados à nossa forma de energia e nosso ser, mas com o que pensamos que é possível.
Saber fazer boas escolhas é a primeira coisa que você precisa para criar bons relacionamentos. A grande dificuldade do relacionamento é encontrar uma fórmula que seja capaz de conciliar individualidade e o amor. Hoje o sexo faz parte das coisas que as pessoas querem conhecer para saber se irão desenvolver uma ligação emocional mais estável. Mas, será que não seria o contrário?

Mas quando nossos relacionamentos amorosos se tornam patológicos?

Podemos observar alguns sinais e verifique se você preenche alguns ou nenhum deles:

1) Sinais e sintomas de abstinência na ausência do parceiro, tais como insônia, taquicardia, consumo de alimentos e tensão muscular;

2) Manter uma forma de comportamento, mesmo quando ciente do mal que está causando a si e ao parceiro;

3) Incapacidade de reduzir ou controlar o comportamento patológico, onde as tentativas são frustradas;

4) A maior parte do tempo e energia são dedicados a agradar este parceiro sexualmente e não se libera para o seu próprio prazer pessoal. Com medo da perda do relacionamento.

5) Abandono de interesses e atividades pessoais, passando-se a viver em função do parceiro.

6) O indivíduo cuida mais do parceiro do que gostaria e pretendia.

Estamos sujeitos a estas patologias não só no começo de namoro, mas no decorrer do nosso relacionamento. Quer ele tenha 30 anos ou alguns meses.

E se alguma vez conseguimos ultrapassar todas estas barreiras e conseguirmos uma atitude sexual divina em um momento apenas de nossa vida, agradeça esta oportunidade, mesmo que esta relação hoje não mais exista. Mas, sua essência permanecerá com você na Eternidade de sua alma e ninguém poderá tirar isso de você.

Namastê 
Texto revisado
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