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 Nobres lembranças

Nobres lembranças

por Bernardino Nilton Nascimento
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As lembranças são um desses fatos da vida diária que nos parecem fáceis de compreender, porque nos tornaram íntimos e pela força de fazermos uso delas.

Se perguntarmos à maioria das pessoas o que é a lembrança, esta pergunta vai parecer, de início, tão simples que ficarão surpresos ao ouvir e, certamente, se jugarão habilitado a responder: lembrar, dirá, é evocar o passado, rever os objetos já vistos, pensar nos lugares um dia visitados e nas relações pessoais.

Será que verificar um fato será explicá-lo? A memória tem mistérios que escapam à imprudência do nada e, sob uma aparente simplicidade, ocultam-se a lembrar importantes problemas. Sim, a toda hora estamos recordando. Quais os mecanismos que nos autorizam essa felicidade de participar, quase por magia, de nossa consciência passada? Quais os processos que condicionam a evocação, a fixação e até mesmo a deformação de nossas lembranças? E, se a recordação é coisa tão comum, por que os esquecimentos é um fenômeno tão frequente?

Dizem que você tem boa memória quando as lembranças de que necessita surgirem no momento preciso, com grande exatidão. É de hábito descrevermos os "momentos" no processo da memória, isto é, na evolução da lembrança: a fixação, a conservação e a evocação.

Você já teve lembrança do futuro? E a lembrança do presente? Tudo é possível na lembrança quando colocamos nossos sonhos, nossos objetivos, nossas esperanças em nossas "nobres lembranças". Isto é, lembrar de um sonho não realizado que projetamos para o futuro, ou atitudes diárias para alcançar nossos objetivos. Lembrar de um sonho no passado, que no presente fez você lembrar que falta alguma coisa para atingir no futuro presente, e conquistar o objetivo traçado.

Quantas imagens do passado surgem do fundo da nossa alma, para maiores alegrias das nossas atividades diárias, sem que tenhamos expressamente desejado sua aparição? Lembranças que nos impõem e nos maravilham a um só tempo. É este, um pouco, também, o caso das lembranças abstratas, salvo seu menor nível afetivo. Não é maravilhoso que meu saber, que meus conhecimentos possam intervir, quando necessário, no curso do meu pensamento, sem que seja obrigado a dirigir minha recordação à força? As ideias podem, mesmo por vezes, viver livres como as imagens das fantasias.

Podemos pressentir que os elementos afetivos vêm mostrar o sentimento mais nobre das lembranças, "o amor", que não só dirige a escolha afetuosa entre tais lembranças como dirige a nossa própria vida. Esse ímã das lembranças pode ser chamado de paixão? Os sentimentos mostram que toda lembrança é provida de um sentido que a engloba e ultrapassa, possui uma espécie de valores afetivos, intelectuais e morais. A lembrança espontânea só é compreendida se a pusermos em interação com o conjunto dos sentidos, que, no seu limite, se enraízam em nosso "eu" profundo.

Porém, nem tudo são flores nas lembranças. Frequentemente elas se desordenam. Seja no inconsciente, seja na afetividade, no amor. Ficar distraído ao elemento diretor da consciência, a idas e vindas, trata-se de uma memória bruta, que satisfaz apenas o momento presente. Ora, o importante é, antes de tudo, encontrar as lembranças de que necessitamos e não nos deixarmos levar pelas nossas lembranças. A mais perfeita memória é aquela que pode evocar, a cada instante, todas as lembranças úteis e que só as evoca por si próprio. Quando a vontade intervém para dirigir o trabalho das lembranças, devemos dizer não. É melhor dominar nossos pensamentos e escolher somente as boas e "nobres lembranças", porque, das lembranças em si, jamais escaparemos.

O esquecimento é, certamente, uma realidade. Esquecemos muito mais coisas do que imaginamos, sem que isto nos desarme. Na falta de "reencontrar" nossas lembranças, nós as "reconstruímos" a partir da criatividade e dos conjuntos do saber espontâneo.

O espírito sente-se superado por si próprio. Está ele diante de algo que ainda não é, e que só ele pode realizar e focalizar devidamente.

Aqui, a vontade apóia-se na inteligência, na faculdade de "estabelecer relações". E a inteligência, baseando-se no quadro, na probabilidade e na lógica, torna a ligar os acontecimentos uns aos outros e procura reconstituir o que realmente ocorreu. Quando tento rememorar meu primeiro emprego, não deixo que se desenrole uma sequência de imagens no interior das minhas lembranças, que é dado: reflito sobre minhas possíveis atividades e a minha romântica realidade imaginável, dando forma e corpo à minha "nobre lembrança".

BNN
Texto revisado

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Atualizado em 29/03/2011

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