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A atuação terapêutica em tempos de transição planetária

A atuação terapêutica em tempos de transição planetária

por Taís Fernanda Manfrin Vaz

Nosso planeta passa atualmente por um processo de profunda transformação e renovação de energias. Muito em breve começaremos a perceber com maior clareza, dia após dia, as velhas estruturas começarem a ruir, abrindo espaço para o surgimento de novos paradigmas, em todas as áreas e em todos os níveis.

Nos sistemas religiosos e de crenças, essa onda de renovação já está atuando e é bastante perceptível. Cada vez mais, as pessoas vêm se questionando a respeito do que é realmente verdadeiro, o que é realmente útil para suas vidas, para onde direcionar a sua Fé e onde poderão encontrar as respostas para as dúvidas e incertezas que todos temos: quem somos, de onde viemos, para onde vamos, o que realmente estamos fazendo aqui.

No caminho daqueles que se voltam para a espiritualidade, este processo planetário de transformação já avança a passos largos e de forma ainda mais contundente, tornando-se cada vez mais evidente com a queda dos velhos dogmas, das mistificações, das idolatrias, do culto a personalidades, e com a substituição destas nocivas práticas vazias por novas diretrizes, pautadas pela busca de uma compreensão maior acerca da realidade da existência e das Leis Universais, que regem a plenitude da Vida, em todos os seus aspectos.

Em meio a tantas e tão profundas transformações (energéticas, comportamentais, conscienciais, sociais etc..), é normal e até esperado que, muitas vezes, nos sintamos completamente perdidos, desconexos, vulneráveis, sufocados, sozinhos, depressivos, sem forças para prosseguir ou sentindo como se a vida ou a própria existência perdessem completamente o sentido e a razão de ser. Apesar de difícil e, por vezes doloroso, este é um processo absolutamente positivo, que nos leva à autoanálise, à autoavaliação e ao questionamento dos objetos e objetivos da nossa Fé. Será que realmente estamos direcionando nossa fé da melhor forma? Será que depositar a nossa fé em coisas externas ou figuras humanas (tão imperfeitas e falhas quanto nós mesmos), esperando que venha dali algum tipo de “cura” ou “salvação” é realmente o melhor caminho? Ou será que agimos assim por comodismo, preguiça ou medo de buscarmos dentro de nós A Verdade?

Sim. A Verdade, assim como a “cura”, estão (como sempre estiveram), dentro de cada um de nós, na centelha divina que é nosso verdadeiro Ser e que carrega em si todas as respostas. É como bem dizia C.G. Jung, “quem olha para fora, sonha; quem olha para dentro, desperta”.

É certo que, com tantas manipulações, distrações, distorções, inverdades... tantas barreiras e obstáculos... enfim, com todo esse “barulho” do mundo ao nosso redor, muitas vezes nos parece bem difícil silenciarmos a nossa mente e aquietarmos o nosso coração para, assim, podermos alcançar essa centelha divina que somos, essa Verdade que tanto precisamos - a Verdade que liberta e traz a Paz. Mas a busca interior é o ÚNICO caminho.

E este caminho de busca é, invariavelmente, INDIVIDUAL. Mas isso não significa que precise ser um caminho solitário. Muito pelo contrário! Quanto mais nos dermos as mãos, trocando experiências, nos auxiliando e amparando uns aos outros, mais fácil e prazeroso se tornará o caminho de cada um. E é aí que poderá se tornar de grande utilidade o trabalho de um bom terapeuta.

A atuação de um terapeuta sério, comprometido com o aporte ao caminhar autônomo e independente daqueles que lhe procuram, que busque alicerçar as suas práticas em princípios éticos e valores morais, compreendendo e respeitando o tempo, o ritmo, os passos de cada indivíduo, deve ter, portanto, este objetivo: o de caminhar lado-a-lado, ombro-a-ombro, de mãos dadas, e jamais o desejo ilusório e presunçoso de colocar-se acima ou à frente de nenhum de seus assistidos. Por essa razão, hoje, mais do que nunca, qualquer intervenção terapêutica precisa, antes de mais nada, ter como base, o acolhimento, a troca, o compartilhar, o amparo fraternal ao qual o Mestre Maior nos incitou quando disse: “amai-vos uns aos outros”.
Texto Revisado


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Autor: Taís Fernanda Manfrin Vaz   
Psicanalista - Psicoterapeuta - Terapeuta Holística. Médium sensitiva, apômetra, reikiana, taróloga e projeciologista.
Formação acadêmica na área das Ciências Humanas, formação em Psicanálise Integrativa e cursos nas áreas de Psicoterapia e Terapias Holísticas.
Atendimentos de segundas às sextas, das 9:00h às 22:00h (presencial/ Skype). 
E-mail: [email protected]
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Atualizado em 26/03/2019

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