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A Corrente dos Anjos


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Circula na internet a "Corrente dos Anjos". Trata-se de um ritual onde você aceita o convite de alguém (que acaba de realizar o ritual) para hospedar os anjos na sua casa por 5 (cinco) dias. Quem aceita a missão deve preparar um altar com uma flor branca, uma maçã, uma vela e um envelope onde vai colocar uma folha de papel branca com 3 pedidos escritos: um para o planeta, um para a sua família e um para si mesmo. É necessário que a pessoa esteja em casa no dia e hora "da chegada" dos anjos. Tudo imantado com uma oração que se pronuncia no horário marcado.

Embora eu provavelmente não me dignasse a realizar tal ritual, estava concentrado no escritório de casa quando ouço alguém dizer que "os anjos vão chegar hoje". Talvez em função do gosto de outros tempos pela ciência investigativa de causas e efeitos, associado às faculdades mediúnicas atuais que nessa existência sempre me foram ensejo precioso de aprendizado, resolvi observar. Seria apenas mais uma dentre tantas correntes? Ou de fato, os "anjos" chegariam?

Chegada a hora marcada, agucei todas as potencialidades de conexão com o invisível, e percebi, sutilmente, como um sopro suave a adentrar a alma, uma energia de restauração que como nuvem de cores indizíveis, perpetrava por todos os espaços do ambiente. Alguns minutos depois, toda a extensão do campo espiritual perceptível à minha sensibilidade estava como que "preparada" para algo maior.

Uma doce melodia começou a ser emanada de algum núcleo invisível de forças, como aquela canção do crepúsculo que até hoje adorna corações na cidade espiritual de Nosso Lar. Cítara, Violino e Piano, juntos, entoavam as notas musicais mais encantadoras que ouvi nos últimos tempos.

Não mais do que cinco minutos depois de iniciada a doce precipitação de eflúvios divinais, adentra pelo ambiente quatro fraternais presenças, acompanhadas por igual número de auxiliares talvez, já que o brilho daqueles quatro seres evidentemente se destacava dos demais. Luz alva e radiosa emanava daqueles seres que não sei precisar o gênero, tamanha impessoalidade que carregavam, tão intensa quando o amor que traziam em seu coração.

Carinhosamente, os quatro se aproximaram de meu querido familiar que "aceitou o convite", e num gesto de profunda misericórdia, pousaram as destras em sua fronte, como se estivessem a transmitir poderosos fluxos de luz que nitidamente invadiam mente, coração e plexo solar, dissolvendo elementos deletérios originados em dissabores do passado. Um dos auxiliares daqueles seres de luz que quase não tinham corpos perespiríticos definidos, recolheu o duplo do envelope, e o depositou em uma espécie de bolsa luminosa, como quem iniciasse a missão de um mensageiro a levar uma carta para um lugar que eu não podia, de pronto, alcançar. Outro dos auxiliares impôs as mãos sobre a maçã, como que a depositar nela cargas energéticas revitalizantes e benfazejas. Do fluxo energético da vela acesa, a chama física alimentava pequeno aparelho que se assemelhava a receptor de ondas que de algum modo, recebia do norte uma emissão vibratória capaz de "construir" ou "plasmar" outros instrumentos que, gradativamente e graciosamente eram entregues nas mãos dos outros aparentes auxiliares. Pouco a pouco, a pequena caravana de espíritos iniciava a movimentação com tais aparelhos por toda a residência, não sei bem se medindo, limpando ou corrigindo padrões desarmônicos.

O que a querida alma familiar ali presente sentia eu não sei dizer. Mas eu sentia paz e gratidão. Logo eu, imaginando inicialmente estar diante de um ato de ritualismo simples, de repente me surpreendia com a intensa e graciosa ação espiritual em favor até de mim mesmo, que nem me sentia merecedor de tudo aquilo. Tentando segurar a emoção, fui gentilmente convidado a receber um gracioso toque de amor advindo de um dos companheiros daquele emissário de amor que se fez presente de forma tão inusitada aos meus olhos.

O que aconteceu depois, não encontraria eu palavras apropriadas e adequadas para aqui explicar. Mas uma certeza invadiu meu coração: fosse pela força da corrente que ali se manifestava, ou simplesmente pela fé de quem conduzia com tanto carinho aquele ritual de amor e luz, de fato, verdadeiramente, espíritos de luz se fizeram presentes com uma energia que não se podia mensurar.

Acabado o momento de maior intensidade, percebi as entidades se juntando, e dando as mãos, começaram a cantar a mesma melodia que eu ouvi no início daquela sensível experiência. Um halo de luz se formou em forma cônica, até que nesse halo, todos os seres ali presentes foram se integrando, até desaparecerem por completo.

Compreendi, então, que não "hospedaríamos" (no sentido humano terreno) anjos em nossa casa, mas sim, os eflúvios ali depositados e os aparelhos ali instalados - que continuaram em funcionamento. Compreendi também, pela doce conexão mental do ser que me impôs as mãos, que nos próximos dias eles fariam novas incursões.

Não vi anjos alados descendo dos céus em plumas esvoaçantes e asas a bater. Vi espíritos poderosos e absolutamente livres dos comezinhos humanos, a executarem um gesto de caridade misericordiosa extremamente especial.

Talvez estejamos acostumados a crer, ou a descrer de fórmulas de conexão com o invisível, simplesmente por elas serem mistificadas demais, ou fazerem sentido de menos. Detalhes, contudo, não fazem a menor diferença. Onde houver um coração sincero, uma mente firme e uma fé segura, a força do Mestre de Nazaré se anuncia e se propaga. Não importa se o ritual funciona mesmo, ou se seres alados de fato virão ao nosso encontro. O que importa é saber que a fé, inabalável, pode fazer majestosos milagres.

Todo esse movimento me fez recordar uma das mais preciosas lições do Mestre de Nazaré:

"E repreendeu Jesus o demônio que saiu dele e desde aquela hora o menino sarou. Então os discípulos, aproximando-se de Jesus em particular, disseram: Por que não pudemos nós expulsá-lo? E Jesus lhes disse: Por causa de vossa incredulidade, porque em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a este monte: Passa daqui para acolá e há de passar, e nada vos será impossível".

Pense Nisso!

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Conteúdo desenvolvido por: Antony Valentim   
Antony Valentim é um ser comum, sem privilégios ou destaques que o diferenciem das demais pessoas. Devorador de livros, admirador de culturas religiosas sem preconceitos, e eterno aprendiz do Cristo. Mestre de nada, sábio de coisa alguma. Alguém como você, que chora, sorri, busca, luta, exercita a fé e cultiva no peito a doce flor da esperança.
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