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A Criança que Somos

A Criança que Somos

por Maria Cristina Tanajura
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Sempre me pego pensando que o mundo seria muito triste se não existissem crianças em torno de nós. É que elas nos retratam a pureza e simplicidade que existem em nós, muitas vezes esquecidas e encobertas por uma montanha de pensamentos complicados, negativos, cheios de razão, de dúvidas, de medo, mas que não partem do coração...

Esta criança que me deixa hipnotizada quando se chega e me olha com tanta confiança e verdade, existe em nós, também. É aquela parte nossa que se entrega sem reservas, que confia na vida e nas pessoas, que ama, que aprecia as coisas simples, que dá gargalhadas, que se solta ao sabor do vento, que corre, que sorri e que sabe ser feliz! Eu me lembro bem da criança que fui e procuro sempre me reportar a ela, quando me percebo depressiva ou triste demais. Ela me conforta e me deixa serena e tranqüila, me acaricia e me embala. Fazendo esta reflexão, mais facilmente eu encontro o meu ponto de equilíbrio interno e, como num passe de mágica, eu me reergo novamente.

Assim são as crianças, divinas criaturas que nos rodeiam em toda parte. O mais lindo nelas, eu acho, é o olhar. Límpido, entregue, sereno, mesmo quando é triste por alguma razão. Elas vivem o presente milagroso, aquele que verdadeiramente existe, aliás, aquele que é o tempo único que pode realmente ser vivido. Sabem tirar proveito de qualquer situação: fazem aviões de uma folha de papel, constroem carros usando uma caixa de fósforos, viajam na imaginação e vivem a beleza e pureza duma outra dimensão. Têm amigos imaginários, com quem conversam e criam laços – seres reais, pelo menos para elas. Confiam nos adultos que estão por perto, não se defendem tanto, pois ainda não conhecem o mal e não o temem...

Por tudo isto, Jesus nos disse que “se não fôssemos como as crianças, não entraríamos no reino dos céus”! O céu da paz de espírito, da consciência sem culpa, da leveza, da alegria, do encantamento, da pureza, da entrega.

Observando com atenção as nossas crianças, muito podemos aprender com elas. Mas, a nossa arrogância e vaidade, muitas vezes, só nos levam a querer modificá-las, o tempo todo... O “não” é nossa palavra de ordem, quando nos aproximamos delas, levando-as a irem se retraindo, se limitando, chegando a perder a naturalidade que nós já abandonamos há muito... Certamente, elas precisam de nossos cuidados, de nossa atenção, mas antes de qualquer coisa, elas precisam de nosso amor e de muito respeito. Como vivemos evoluindo sempre, a cada encarnação, nossas crianças podem estar nos trazendo, de presente, uma visão nova de vida... é preciso deixá-las se expressarem!
Nossos filhos não são nossos. Já nos dizia o sábio Gibran, que eles são filhos da Vida... Não precisam ter idéias semelhantes às nossas, pois podem e são diferentes de nós. Cada um que vive é uma proposta única de vida, e as cópias não devem existir, pois elas são sempre sem muito valor...

Olhando um retratinho de quando éramos crianças, fica mais fácil o resgate do que éramos e que ainda somos, em um local muito puro e feliz, dentro de nós.

Conviver com crianças é uma dádiva, um presente... e a vida é tão sábia que nos torna avôs e avós, para que, embora em corpos mais velhos e não tão ágeis, possamos trazer para as nossas vidas a alegria das coisas simples, a confiança no outro, o amor sem reservas, incondicional e puro.
Felizes são os idosos que podem se cercar de crianças, ao invés de viverem confinados em locais onde só convivem com velhos como eles. Embora muitas vezes uma situação assim seja a única possível, acho-a muito triste, pois como disse no início, um mundo sem crianças é sem cor e sem leveza, sem riso solto e sem naturalidade...

Que a nossa criança interior jamais adoeça, jamais se contamine com tudo que foi obrigada a suportar, a “aprender”, a presenciar e viver. Pois, quando ela está bem presente, estamos no céu! Entregues ao Deus amoroso, confiantes e seguros.


Texto revisado por: Cris

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Atualizado em 02/07/2009

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