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A dificuldade de demonstrar amor!


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Olhar uma família composta pelo casal e seus os filhos. Pronto. Na maioria das vezes, já encontramos o cenário e personagens desse artigo. Ao se conversar com cada pessoa da família isoladamente, verifica-se que a um grande sentimento de uns para com os outros. Mas que pena. Junto a esse sentimento, quanto ressentimento.

Vejamos o que o dicionário nos diz deste termo, ressentimento: "Ação ou efeito de ressentir-se. Melindre, suscetibilidade. Recordação de uma afronta, acompanhada do desejo de vingança. Sentimento reservado de qualquer ofensa. Lembrança dolorosa de uma palavra ou ato ofensivo". 

A avalanche de queixas, de reclamações, o sentir-se constantemente injustiçado e incompreendido são colocações comuns e recorrentes, que fazem parte do discurso de quase todos, ou mesmo de todos os componentes da família. 

Há inúmeras formas de uma família chegar a esse ponto, conflito constante e incompreensões, onde a ordem do dia (e da noite também) é sempre a discussão, a troca de acusações e o sofrimento mútuo. Em todas elas, há alguns fatores que se repetem e que se forem observados, poderão interromper esse processo conflituoso e desgastante, que leva pessoas que se amam a se afastarem e viverem revoltadas, insatisfeitas, tristes e não realizadas. É a falta de diálogo e conseqüente desrespeito ao que o outro sente. 

Quando as pessoas não conseguem conversar, realmente conversar, que significa um falar e outro escutar e só depois o outro se expressar, considerando o que foi dito pelo primeiro e assim sucessivamente, então cada um fica isolado em seu mundo interno e vai se machucando cada vez mais por não se ver com espaço para se expressar, se movimentar. Tanto isso é verdadeiro que as pessoas que estão passando por essa situação costumam descrevê-las como "sufocante". Além de ir faltando ar, um aperto como se estivessem sendo espremidas. 

O respeito e a condição de expressão são as condições básicas para que pessoas possam se entender, seja em uma família, em um grupo social ou em ambiente de trabalho. Quando as pessoas não conseguem se fazer entender, se fazer respeitar, se elas forem as mais fortes, entendam aquelas que detém o poder, então funciona o autoritarismo. A imposição e ai não há mais entendimento. Pai grita com o filho e faz inúmeras ameaças, mãe tenta por "panos quentes" para acalmar os ânimos, sem perceber que com isso acaba acirrando-os ainda mais, filhos se revoltam sentindo-se injustiçados mas sem assumirem suas participações no que está acontecendo, ai passa dia, passa outro e a mudança é sempre para pior. 

E o amor, onde fica? Fica cada vez mais sufocado e ferido, todo o afeto fica comprometido e vai sendo então "guardado" em uma "caixinha minúscula" (lembram do sufocado?) até que pare de ser considerado e a partir daí é como se não mais existisse. 

A grande tristeza para essas pessoas, que acreditam que não amam mais, é descobrirem anos depois que esse amor existe, está mais vivo e forte do que nunca e que, muito provavelmente, não poderá mais ser retomado entre os seres amados, até porque muitos já faleceram. A dificuldade para reconhecer o próprio erro, a falta de humildade para buscar os seres amados e se desculpar verdadeiramente soma-se com o ressentimento dos atingidos. Lembram de uma das definições dadas acima? "Recordação de uma afronta, acompanhada do desejo de vingança." A vingança não se expressa necessariamente em atos de revide direto, mas na maioria das vezes no "agora você não representa mais nada para mim". 

Essa afirmação não é verdadeira, pois dentro de si há o amor que também se encontra sufocado, mas a ação é coerente. O filho não quer ver nem saber do ente querido. É como se não existisse. Como se já estivesse morto. 

Percebem que há uma "roda viva" nisso tudo? Quando um percebe e tenta corrigir, o outro ainda não está nesse momento e por estar com emoções recalcadas, irá agir também assim com outros, alimentando um circulo vicioso sem fim? 

Qual minha dificuldade em demonstrar amor? Fazê-lo não é NUNCA sinal de fraqueza! 
 
Amar ao próximo como a si mesmo.

Texto revisado  

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Conteúdo desenvolvido por: Paulo Salvio Antolini   
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