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A força da boa oração

por Bruno J. Gimenes

Publicado dia 31/7/2008 em Espiritualidade

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A oração com intenção egoísta, apenas voltada para interesses próprios, manifesta um circuito fechado e limitado do fluxo energético, ao passo em que a prece feita com intenções altruístas, calcada em princípios como “amar ao próximo” conecta a pessoa às mais elevadas esferas das dimensões divinas. A prece altruísta, consciente e amorosa, sintoniza o indivíduo com a fonte divina. Promove uma higienização de suas energias psíquicas, dos seus corpos áuricos, desintoxica os pensamentos negativos e expande a consciência. Equilibra as emoções e traz discernimento.

O homem na experiência terrena, sem o hábito da oração sincera, bem intencionada, é como o peixe fora da água: impossível sobreviver. Qualquer pessoa sem essa via de acesso à sua essência divina, se afoga no mar das ilusões da realidade material e se intoxica com as impurezas de sua alma bruta.

Se todos os seres humanos tivessem um “manual do usuário” no item referente ao abastecimento de combustível estaria escrito em letras garrafais: “VIVER EM ESTADO DE PRECE. MAS, ATENÇÃO, PRECE SOMENTE DO TIPO ADITIVADA”. Prece aditivada é aquela feita com intenções amorosas, voltada não apenas para interesses individuais, mas coletivos, que não se inicia através das lamentações ou choramingos; uma oração em que o agradecimento está presente acima de tudo. Esse tipo de conexão com Deus é capaz de permitir abastecermo-nos das melhores virtudes, dos mais puros sentimentos. O homem que extingue de sua rotina a estimada oração, pratica suicídio em gotas. E isso todos fazemos quando utilizamos de forma equivocada o abençoado livre-arbítrio. Essa permissão manifestada na prática pelas más escolhas da vida, sempre baseadas nos apegos e ilusões, potencializa a absorção das impurezas mundanas na alma da pessoa, desviando-a de seu projeto evolutivo e da missão da sua alma, porque dessa forma, por sua negligência espiritual, o ser humano se permite ser governado pelos interesses da dimensão física e de seus equívocos conscienciais.

Cada um de nós, quando afastado da prática divina da boa oração consente em se afundar em doses sutis no universo das densidades expurgadas do inconsciente coletivo. Quando percebermos que viver em estado de prece é tão essencial quanto a alimentação diária, nos manteremos alinhados a Deus. Assim sendo, viveremos para evoluir espiritualmente e não apenas para os interesses materiais.

A prece isenta de ignorância e egoísmo proporciona uma linha aberta com o ramal da consciência divina. Dessa forma, nos permitiremos e nos deixaremos influenciar pelas leis do Supremo, pela verdade que vem de Deus!

A ausência dessa conexão amorosa e clarificante atira a pessoa no mar da ignorância, no abismo do egoísmo que lhe faz acreditar de forma equivocada que ela é separada do todo, e que o que acontece às demais pessoas em todas as partes do universo nada tem a ver com sua experiência de vida. A destruição da angelitude da alma sempre se inicia por essa porta: a separatividade ou o Ego separatista, já que o fascinado e iludido não compreende que TODOS SOMOS UM!

Perguntamos: que prece é essa que as pessoas fazem para que seus times de futebol vençam? Que prece é essa que dá foco no pedido de que seu amante se separe de seu cônjuge para que fique “livre”?

Acha que estamos brincando? Que essas coisas não existem?

Então, saia por aí e pergunte para o número máximo de pessoas que encontrar, se elas acreditam que o sofrimento no Oriente Médio pode influenciar a qualidade de vida aqui no Brasil. Pergunte para as pessoas como elas rezam, ou melhor, pergunte se elas rezam. Mas não se assuste com as respostas.

O que choca é o fato de que muitas pessoas freqüentam assiduamente suas igrejas, seus grupos religiosos, suas fraternidades ou sociedades, mas que não sabem rezar! Gostaria muito de ser combatido nessa afirmação, de estar completamente equivocado, mas não dá, simplesmente por causa dessa grave imperfeição humana chamada egoísmo.
Muitos dizem, eu sei rezar, sim! “Peço todos os dias luz para MEUS filhos, MINHA família e MEUS amigos, eu não penso só em mim.”

Eis alguns outros graves problemas: Meu, Minha, Eu... Nosso planeta está doente e rezar somente para os Meus, Minhas não resolve nada. Essas preces distorcidas existem no mundo da mesma maneira que o egoísmo, a ganância e a ignorância. Você realmente sabe rezar? Como é feita a sua oração? Você sabe o que representa uma prece? Só reza quando está em apuros?

A boa prece é a mais simples e eficaz forma de desenvolver a nossa consciência espiritual, alcançando felicidade e essencialmente ajudando a coletividade a evoluir! O psiquismo denso do planeta se manifesta extra-fisicamente como uma fumaça cinza que gravita no globo terrestre, dificultando a missão de evoluirmos. A prece coletiva consciente e focada pode higienizar nossa morada, fazer uma verdadeira assepsia em nossos corações e emoções confusas. No entanto, assistimos todos os dias as pessoas recusarem suas buscas evolutivas. Negam a necessidade emergente de viver uma vida voltada para a evolução espiritual. Ridicularizam as pessoas envolvidas nessa senda e combatem com a alienação o movimento da Nova Era, como se fosse algo nocivo.

Jesus dizia “Não dê pérolas aos porcos”, manifestando que cada um só pode compreender aquilo que permite seu nível de consciência. Inquestionável ensinamento do Sublime Peregrino. No entanto, como somos seres também imersos na atmosfera de ignorância do planeta, não conseguimos reter a inquietude de nossas almas para perguntar: Nos dias de hoje, no caos em que vivemos, há realmente tempo para esperar ainda mais, o despertar daqueles que ainda não estão prontos? Nossa “casa” está uma bagunça no que tange à finalidade de cada um na existência física e mesmo assim temos que respeitar a alienação espiritual de nossos amigos, familiares e vizinhos?

Temos mesmo que compreender que no mínimo 90% das pessoas estão dormindo quanto à necessidade de desenvolver seus projetos evolutivos? Temos mesmo que compreender que as pessoas adoram se enganar, na atmosfera alienada e fútil das programações continuadas da TV e mídia em geral? Até que ponto a arrogância inevitável de uma mente irrequieta que questiona a consciência dorminhoca é pior que as atitudes meramente materialistas, acomodadas e iludidas daqueles que negam a busca por evolução espiritual?

Sinceramente, não sabemos se alguma das atitudes está correta, talvez nenhuma delas. Nem arrogância e inquietude, tampouco comodismo e rejeição à natureza espiritual. Talvez em um passado distante tivesse havido muito tempo para poder esperar o despertar evolutivo de cada alma, mas será que ainda há esse tempo?

Perdoem-nos os Grandes Mestres e o plano espiritual, mas do jeito que andamos, com a necessidade emergente que temos, pensamos que seja preferível correr o risco de “dar pérolas aos porcos” com a chance de obter algum êxodo, que se resume no incentivo à busca da espiritualidade, ao invés de esperar o “tempo de cada um” assistindo o declínio do Planeta Azul sem fazer nada. Nesse caso, de acordo com nosso nível de consciência, afirmamos: preferimos errar pela arrogância do que pelo comodismo e alienação e esperar para arcar com as conseqüências.

Você já pratica a Técnica do Papel Dobrado? Eu preparei um vídeo especial onde eu explico o passo a passo desta técnica: Clique Aqui




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Sobre o Autor: Bruno J. Gimenes   
Professor e palestrante, ministra cursos e palestras pelo Brasil.
E-mail: [email protected]
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