auravide auravide

A mediunidade que incomoda e atrapalha - Parte I

por Bruno J. Gimenes

Publicado dia 30/5/2008 em Espiritualidade

Compartilhe

Facebook   E-mail   Whatsapp


É muito comum ouvir o relato das pessoas que se dizem incomodadas com os ditos “fenômenos mediúnicos”. Um tanto quanto freqüente, as pessoas manifestam suas inquietações com esse tipo de ocorrência. Demonstram através desse comportamento aguda imaturidade com relação ao entendimento dos mecanismos da mediunidade.

A mediunidade, assim como é largamente conhecida aqui no ocidente, deve ser interpretada e entendida, como um sentido extra, que todos, sem exceção, temos. O fato curioso! Existem muitas formas de mediunidade, no entanto algumas são mais conhecidas, como por exemplo, a clarividência.
É a faculdade de enxergar extra-fisicamente, para isso, utilizando não a visão física, mas o olho da mente, conhecido como chacra frontal (terceiro olho).
As pessoas que não enxergam dessa forma, já se avaliam e logo chegam à conclusão: “Eu não sou médium, não enxergo nada...”
Mas não é tão limitado assim, existem tantas formas de captar, ou melhor, intermediar, os impulsos ou vibrações provenientes das dimensões mais sutis, tantos...

Nosso próprio corpo físico tem natureza mediúnica. Através dele, nosso espírito se faz presente para viver uma experiência, uma vida. Esse veículo carnal da consciência, nada mais é que um transmissor de impulsos e vibrações, em diferentes freqüências. Ocorre que na dimensão física, a densidade aumenta muito, o que o torna “grosseiro” perante a sutileza do espírito. Na prática, é como se alguém estivesse nos chamando à quinhentos metros de distância. A probabilidade de não ouvirmos nada é muito grande. Fazendo essa analogia, podemos dizer, que o corpo físico é uma parede de energia condensada (sólida) que se transpõe a passagem de certas ondas de vibrações características dos planos sutis.
Se todos nós aprendêssemos a silenciar a mente, o coração, as emoções, os ruídos externos do meio ambiente em que vivemos, poderíamos com certeza ouvir o chamado, mesmo havendo quinhentos metros de distância. Sabendo da existência desse som, concentraríamos a atenção a tal modo, que facilmente conseguiríamos amplificar essa voz.

É isso que o treino, que se traduz na busca espiritual constante e a reforma íntima produzem...
A mediunidade é um sentido, assim como a visão, o tato ou paladar. Só que não está associada ao corpo físico, é uma faculdade da mente superior, da consciência, não do cérebro. O que explica porque muitos cegos enxergam imagens, bem como surdos ouvem sons. Curioso? Simplesmente efeito da sensibilidade da alma, ou melhor, dos sentidos do espírito.

Quando vivemos sem nenhuma consciência espiritual, o cérebro não pode conceber a idéia de tais faculdades extra-físicas, por isso cria um padrão limitado. O único raciocínio aceito é de que temos cinco sentidos essencialmente físicos. Mesmo porque quando se vive distante da consciência crística, jamais se pode conceber o fato de que a consciência é imortal.

Portanto, se eu não aceito essa idéia, de um corpo espiritual ser a morada de minha consciência, ou o único responsável por animar um corpo físico, como poderei permitir que meu espírito exprima suas sensibilidades? Isso seria loucura pela ótica da comunidade cética e materialista, não é mesmo?
Assim sendo, desenvolver a mediunidade é apenas permitir que sua experiência nesse planeta seja guiada pela sua parte superior, por sua própria consciência espiritual.

Ignorar essa faculdade natural, por não conceber a idéia, ou mesmo por medo, comodismo ou insegurança, não vão fazer com que o universo mude seu mecanismo. Até pode ser cômico, imagine: o universo olha para aquela pessoa na terra e diz: “Aquele ali não quer que eu aja naturalmente com ele, então vou deixá-lo para lá”. Não temos como impedir os ciclos naturais, não dá para trancar a evolução do universo. O normal de um gato é miar, de um cão, latir, da água ser molhada e do fogo ser quente. Quem pode mudar isso?

E o mecanismo da mediunidade precisa ser entendido para que não haja rejeição, medo ou insegurança. Se você desistiu de desenvolvê-la, lapidá-la, irá também arcar com a conseqüência, inegavelmente. Espera aí, longe de mim instigar a idéia de que o universo é punitivo, que usa as leis de um Deus que castiga e pune. Nada disso. Nosso livre arbítrio sempre é respeitado, melhor ainda, sempre nos é permitido recomeçar, refazer, consertar os erros. Isso que eu chamo de misericórdia divina e tolerância também. Às vezes brinco, pensando que um dia essa paciência do Grande Pai poderá se esgotar, hehehe!!! Espero que nunca.

Então pense no que acontece na maioria das pessoas que se dizem “vítimas da mediunidade” (esse termo me é tão absurdo que até relutei em escrevê-lo nesse texto, mas vamos utilizá-lo apenas para fins didáticos). Todos somos médiuns, isso é fato, pela natureza essencial de cada alma existente aqui nesse plano. Todos nós temos missões a cumprir, ou ainda, estamos encarnados dentro de uma proposta de evolução constante, normalmente ignorada por mais de 90% das pessoas. De uma hora para outra, a pessoa, totalmente distante e alienada dessa consciência, começa a sentir, ver ou perceber, impulsos nada convencionais para sua mente engessada na terceira dimensão. Capta pensamentos sem que sejam ditos verbalmente, tem sonhos reveladores, premonições, palpites muito fortes (leia-se como intuição para um leigo), sente presenças, vultos, ouve vozes. Típicos indícios da mediunidade se expressando, melhor ainda: o espírito querendo fluir, se sensibilizar no plano físico, dando sinais de que está na hora de ler nas entrelinhas da vida.

E a pessoa, cheia de paradigmas nocivos, com sua mente bloqueada para a verdade divina, sofre, mas sofre muito. Isso porque ela quer reter uma enxurrada da natureza universal. Simplesmente impossível, sem que haja conseqüências sérias.
É total negligência ignorar esse fato, dando-o muitas vezes o rótulo de uma doença mental ou síndrome, que com freqüência assumem nomes complicados e elaborados.

O pior de tudo é que dá tanto trabalho e gera tanta dor, ignorar esse fluxo mediúnico, que é difícil entender o motivo que leva a pessoa a relutar tanto. Mas como sabemos; cada um está no seu estágio evolutivo e precisamos saber aceitar.
Alguns remédios faixa-preta são usados em larga escala pra tentar estancar tais manifestações (que pelo olhar da ciência ocidental, apresentam causas incertas), mas não o fazem, porque apenas ensurdecem os sentidos físicos, anulando suas percepções. Só que elas continuarão por lá, povoando suas formas astrais e pairando sobre o corpo espiritual da pessoa, inegavelmente.

Procure pensar; se você caminha por uma rua muito movimentada, andando por uma calçada, junto com milhares de pessoas. Necessita saber ás horas e percebe que está sem relógio. Não enxerga nenhum relógio em painéis eletrônicos ou similares. Então em meio a milhares de pessoas, decide perguntar para alguém. Quem, normalmente procuramos em meio a multidão? Alguém que visivelmente tenha um relógio, não é mesmo? Pois bem, a mediunidade aflorada, é como um relógio no pulso de alguém, à vista dos espíritos desencarnados. É uma sinalização que atrai a atenção de tantas vibrações diferentes.

Continue lendo este texto: Clique Aqui


Compartilhe

Facebook   E-mail   Whatsapp
  estamos online

Gostou deste Artigo?    Sim    Não   

starstarstarstarstar Avaliação: 5 | Votos: 61

foto-autor
Sobre o Autor: Bruno J. Gimenes   
Professor e palestrante, ministra cursos e palestras pelo Brasil.
E-mail: bruno@luzdaserra.com.br
Visite o Site do autor e leia mais artigos.


Veja também
artigo A imaginação constrói os problemas
artigo Adestrar x Educar
artigo Luz e sementes conscienciais
artigo O que é o ego?

© Copyright - Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução dos textos aqui contidos sem a prévia autorização dos autores.


auravide

 

Voltar ao Topo

Siga-nos


Somos Todos UM no Smartphone
Google Play


© Copyright 2000-2020 SomosTodosUM - O SEU SITE DE AUTOCONHECIMENTO. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade - Site Parceiro do UOL Universa