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A Sabedoria dos Filósofos da Antiguidade


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Os filósofos da Antiguidade greco-romana nos legou extraordinária sabedoria para praticarmos um estilo de vida que nos propicie mais harmonia para sermos felizes, para ter uma vida boa, como eles dizem. A filosofia da Antiguidade servia ao homem como um instrumento de libertação de suas angústias, ansiedade, seus medos, principalmente o medo da morte que é o medo do “nunca mais”, da finitude.

Epicuro (341 a.C -270 a.C) ressalta os três elementos básicos para sermos felizes: ter amigos, ter dinheiro para a sobrevivência independente, isto é, ter dinheiro para ter um abrigo, para comprar comida e para se vestir, com simplicidade; e ter uma vida bem analisada, isto é, praticar a reflexão. Ele reuniu um grupo de amigos e os levou para morar com ele em um casarão um pouco afastado do centro de Atenas, assim eles não precisariam viver segundo os padrões da capital. Para Epicuro, o melhor bem que uma pessoa pode ter é a amizade: “De todas as coisas que nos oferece a sabedoria para a felicidade de toda vida, a maior é a aquisição da amizade”.

Na visão de Epicuro, de nada adianta você ter uma casa linda, se não tiver amigos para conviver. De que adianta você fazer um prato de comida bem gostoso, se não tiver com quem compartilhar?
Ele chama a nossa atenção para o consumo desnecessário, alertando-nos para investigarmos o sentimento de carência que está por trás do consumo exagerado e nos incentiva a levar uma vida simples, mas prazerosa. “O prazer é essencialmente o prazer de existir, assegurado pela satisfação das necessidades indispensáveis à existência: não ter fome, não ter sede, não ter frio. Aquele que tem isso, diz Epicuro, é igual a Deus”.

Para Epicuro, devemos buscar a quietude, a paz, não ter tantos desejos para não sofrermos quando esses desejos não são realizados.

O filósofo romano Sêneca, Lucius Annaeus Sêneca (4 a.C – 65 d.C), contemporâneo de Jesus Cristo, nos ensina a controlar a raiva, a agressividade, por meio da razão. Geralmente, são as mesmas situações que nos deixam com raiva. Quando vamos ao banco, já sabemos de antemão que vamos enfrentar fila! Se vamos ao médico, já sabemos que corremos o risco de não sermos atendidos na hora marcada. As situações se repetem. A maioria das pessoas se irrita com o trânsito, a ponto de xingar, brigar e até matar, em casos mais extremos. No entanto, se já sabemos que o trânsito sempre nos envolve em situações que demandam paciência, então antes de pegar o carro e ir para rua, deveríamos nos preparar emocionalmente para enfrentá-lo. Para Sêneca, nós não deveríamos nos irritar com essas situações conhecidas e, também deveríamos estar preparados para algum imprevisto, pois imprevistos acontecem. Ele nos ensina a não ter tanta expectativa em relação a alguma coisa, pois assim não ficaríamos tão frustrados caso não ocorresse como esperávamos.
Temos o hábito de dizer: “Vai dar tudo certo”. – segundo Sêneca, deveríamos estar preparados para o “tudo certo” e para “tudo errado” também. Então, não ficaríamos frustrados ou desesperados quando algo não acontecer como esperávamos.

Ele ainda nos exorta a não ser obstinados, tampouco levianos em nossas escolhas: “Devemos igualmente mostrar docilidade e não ser escravos demais das resoluções que tomamos; ceder de boa vontade à pressão das circunstâncias e não temer mudar, seja de resolução, seja de atitude, contudo que não caiamos na versatilidade, que é de todos os caprichos o mais prejudicial à nossa tranquilidade. Se a obstinação é inevitavelmente inquieta e deplorável, a leviandade é ainda mais penosa porque ela não se fixa em nada. Estes dois excessos são funestos à tranquilidade da alma: recusar-se a toda alteração e nada suportar”.

A sociedade contemporânea, na qual vivemos, valoriza o status, o acúmulo de patrimônio, o consumo exagerado; essa valorização leva à competividade e ao estresse. Talvez, se as ideias desses sábios da Antiguidade fossem mais divulgadas, principalmente nas escolas, desde as séries iniciais, a sociedade poderia passar do cenário da competividade para o da cooperação e da solidariedade.

Bibliografia
Este texto foi baseado no estudo das obras dos filósofos Alain de Botton, Luc Ferry, Pierre Hadot e Edgar Morin.

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Conteúdo desenvolvido por: Regina Ramos   
Professora de Português, Francês, História da Educação e Filosofia da Educação. Orientadora Educacional e Consultora Pedagógica. Palestrante. Taróloga.
E-mail: reginacaramos@hotmail.com | Mais artigos.

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