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A semeadura é livre!

por Flávio Bastos
A semeadura é livre!

Publicado dia 8/8/2009 em Espiritualidade

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"Não procure ser um homem com êxito, e sim um homem com valores". (Albert Einstein)

"Pois, aquilo que o homem semear, isso também ceifará",  afirmou Paulo, o apóstolo, logo após sua exposição aos gálatas sobre o que são as obras da carne e o fruto do espírito. (gl 5.19-23)

No evangelho de Mateus, capítulo XIII, encontramos o relato de um belo e profundo ensinamento de Jesus. O apóstolo conta que naquele mesmo dia, tendo saído de casa, Jesus sentou-se à borda do mar. Em torno Dele logo reuniu-se uma grande multidão. Jesus entrou numa barca e sentou-se, e todo o povo permaneceu na margem. Disse, então, muitas coisas por parábolas, começando assim: "Aquele que semeia saiu a semear..."

Seguindo as palavras iniciais da pregação de Cristo, nos perguntamos: "O que seria um semeador ao qual Jesus se referiu? Seriam somente seres iluminados em missão de amor no planeta Terra, ou o cidadão comum, espírito ainda comprometido com o seu passado de erros, poderia tornar-se um semeador do bem entre os homens?"

A resposta que procuramos encontra-se no livre arbítrio de cada um, ou seja, na sua liberdade de escolha do que semear em vida, porque todos os indivíduos, independentemente do nível espiritual em que se encontram, reencarnam em iguais condições de decidir sobre as suas semeaduras...

"Quem semeia ventos, colhe tempestade". Se cultivarmos a semente do ódio e da discórdia nos âmbitos familiar, social e profissional, só poderemos colher "mau tempo" e infelicidade como nos informa o dito popular.

"Quem semeia amor, colhe felicidade". No entanto, se a nossa semeadura for baseada na energia edificante do bem, através das relações de paz consigo mesmo e, por extensão, com o semelhante, a colheita será repleta de sentimentos de amor e felicidade.

Um conto de autoria desconhecida, ilustra a importância de prestarmos atenção no tipo de semente que estamos plantando: Um lenhador não tinha estudo. Muito trabalhador, cortava lenha desde o raiar do dia até o sol se por, e vendia-a para uma cidade próxima, aplicando todo o dinheiro no estudo de seu filho, que queria ser médico. O tempo foi passando. O jovem conseguiu entrar na faculdade de medicina e tornou-se um grande médico, ficando famoso e muito rico. Construiu uma linda casa, casou e teve um filho. Seu pai, o lenhador, já muito velho e doente, foi morar com o filho médico. Porém, este tinha uma vida social intensa, recebia muitos amigos importantes em sua casa.

Resolveu, então, colocar seu pai no quarto do fundo, pois, como não tinha estudo e era muito simples, não deveria estar conversando com pessoas cultas. Com o passar do tempo, as mãos do lenhador, cansadas de tanto cortar lenha, já tremiam e acabavam por quebrar as louças finas do médico. Então, este mandou fazer uma gamelinha de barro para as refeições do pai e colocava-o para comer no quintal. O filho do médico gostava de fazer companhia ao avô nas horas das refeições.

Um dia, o médico foi ao encontro de seu filho, e este estava no quintal fazendo uma gamelinha de barro. Então, seu pai disse: "Para que isso, filho?" Ao que ele respondeu: "Para você comer quando ficar velho e a sua mão começar a tremer como a do vovô".

Moral da história: nosso presente é fruto do nosso passado. Colheremos amanhã o fruto que estamos plantando hoje!

A semeadura do mal, ou seja, o que entendemos como a ausência do bem e do autoconhecimento, relaciona-se às imperfeições humanas e representa a "colheita" do orgulho, egoísmo, inveja, ira, vaidade, ganância e demais fraquezas do homem, geradoras de doenças e deficiências que acabam por atrasar o progresso espiritual da humanidade.

A semeadura do bem, isto é, o que entendemos como sendo a ausência do mal e do desconhecimento de si próprio, relaciona-se a níveis superiores de evolução do espírito, o que representa para o homem, um lento processo de depuração e de autocura interior.

Para finalizarmos, é importante registrar - até porque nunca é tarde para uma nova semeadura - o que recomenda o Evangelho Segundo o Espiritismo no capítulo XX, íten 4, sobre a preparação da colheita ideal: "Arme-se de decisão e coragem! Mãos à obra! O arado está pronto, a terra espera; arai!"  

Psicanalista Clínico e Interdimensional.

flaviobastos

Dirigente mediúnico espírita

Texto revisado por: Cris

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Sobre o Autor: Flávio Bastos   
Flavio Bastos é criador intuitivo da Psicoterapia Interdimensional (PI) e psicanalista clínico. Outros cursos: Terapia Regressiva Evolutiva, Psicoterapia Reencarnacionista, Terapia Floral, Psicoterapia Holística, Parapsicologia, Capacitação em Dependência Química, Hipnose e Auto-hipnose e Dimensão Espiritual na Psicologia e Psicoterapia.
E-mail: [email protected]
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