Home > Autoconhecimento
A TEORIA DA TRAIÇÃO

A TEORIA DA TRAIÇÃO

por Inês Bastos

Falar sobre a "Teoria da Traição" é bem reconfortante, porque ela é o antídoto. Foi assim nomeada por mim, porque posso dizer, foi uma descoberta feita na pele, já cicatrizada.

Nós nos aproximamos, enxergamos, conhecemos e nos afinizamos com o outro através do brilho pessoal, das nossas intenções mais camufladas, do fato de amarmos e querermos ser amados, de criarmos laços e alianças desde o tempo das cavernas, do desejo de crescermos juntos e brilharmos individualmente. Tudo isso ou algumas coisas apenas, enfim, cada relacionamento tem um tom e uma intensidade.

Somos como um farol aceso ao qual os outros são atraídos pelo brilho e clarão! Unimo-nos na melhor das intenções, com muitas expectativas, algumas não ditas, mas sentidas com muito entusiasmo. É uma emoção que nos colore, nos cola um ao outro e, de certa forma, nos tira do mundo e do vazio. Criamos, assim, nosso casulo que infelizmente vira um sistema hermético de possibilidades. As trocas são acertadas, mesmo que silenciosamente. Tudo parece justo e acertado.

Uma mão que se abre para doar não consegue voltar para o dono sem a esperança de algo tão bom pousado nela. E esperança vem do esperar, do receber. Doações saudáveis sempre são em vias duplas. Ao longo do tempo, inovamos, mudamos, sim; nós mudamos a nós mesmos, nos reinventamos e como mesmo sem essa consciência ou vontade, estamos na vida para evoluir. Perdemos um pouco a percepção de que cada um é um indivíduo e podemos andar em sentido diferente ou velocidade diferente do nosso parceiro. É natural que sejamos diferentes.

Quem olha com atenção para seu caminho, fica encantado com seu progresso e começa a deixar de estar disponível a coisas que não são mais encantadoras como antes, lá no longínquo início. O brilho inicial está ofuscado pelo dia-a-dia, pela mesmice no afeto, pela falta de espaço e entendimento sobre a evolução individual. Não há quem aguente lutar contra nosso interior que quer ser feliz.

Com luzes agora apagadas, olhamos em volta e não sabemos como sair da nossa própria prisão, fria e triste, onde somos os carcereiros, cuidando para que nada mude de lugar ou situação. Não está bom para ninguém. Resta-nos a impotência, o isolamento emocional, o distanciamento mudo, a sensação de desvalor na relação, o descompasso e até certo descaso. Nós estamos mudados e os outros também. A evolução chama por todos.

Mas nossos interiores se interconectam, afinal, nos achamos um dia e as mensagens ainda são de ida e vinda, através do brilho das nossas luzes. E sinalizamos o desejo interno de um motim, que seja para a redenção; enfim uma salvação, onde possamos, juntos transformar ou mesmo com muita dor, abrirmos as portas e nos deixarmos andar, crescer, mudar, sair, ver o mundo novo, aquele onde transitávamos com brilho, o mesmo encanto que atrai pessoas e situações favoráveis.

Enquanto adiamos essa resolução, um dos parceiros é levado, pelo poder de ambos, a enxergar uma nova luz, um novo brilho para a salvação dos seres envolvidos que, na verdade, iluminará a todos. Estamos destinados a crescer interiormente. Novos encontros se formulam. Novos caminhos se desenrolam. Entram pessoas no nosso quadrado já tão apertado.

Em diversas culturas, esta situação é chamada de traição. Esta palavra vem de traditione que significa entrega, por via popular. Não será a entrega de nossa alma de volta? Houve a decisão de ambos pelo rompimento. Essa constatação nos traz dor em todos os nossos corpos. Dói o coração físico, cada respiração, cada pensamento. Precisamos dar ao outro o direito de não nos querer mais como inspiração, amor, sexo, companhia e cumplicidade. De alguma forma, enviamos essa mensagem anteriormente. Gestos frios, palavras não ditas, ações adiadas, amor reservado e desatenção verdadeira saem da nossa vida, às vezes com certo alívio.

Quando nos sentimos traídos, por não aguentarmos a névoa da insegurança, o presente, o incerto futuro, sofremos muito e na verdade também podemos nos sentir culpados pelo insucesso da relação -que enquanto durou pode ter sido boa o suficiente -mas, agora, vista por novos ângulos parece adoentada. Podemos piorar o quadro, fazendo-nos de vítimas ou nos sentindo reais vítimas desse processo criado em parceria e vestimos uma túnica de espinhos, que aparentemente causa comoção, o olhar justiceiro de todos e nossa estagnação. Tentamos punir o outro pelo passo dado, mesmo sendo a nosso favor, porque ainda não sabemos disso. O apego nos faz sofrer nesta fase.

Quando nos sentimos os traidores, por não aguentarmos a culpa, nos jogamos na nova relação fingindo que não estamos iniciando do zero o mesmo que vivemos anteriormente. Teremos atraído exatamente aquela pessoa acertada para nossa nova fase. Quanto menos olharmos para trás, melhor, pois mais nos lembraríamos de nós mesmos como uma pessoa infiel. Se pudéssemos desaparecer seria o ideal!

Na hora, nada parece justificar! Dói e dói muito! Acredito que só o Deus do Tempo poderia nos socorrer. Mas, repentinamente, começamos a nos ver mais inteiros, mais observadores das nossas necessidades, mais magros ou afinados em nós, cuidando amorosamente e nos fazendo companhia, nos dando alegrias e prazeres, buscando novos aprendizados e interesses. Rejuvenescemos! Nos desintoxicamos! É um bônus de vida!

Quanto maior a visão desse pacto a dois, talvez não dito antes, mas sentido, mais fácil será o desligamento da dor e do passado. Novos vínculos surgirão para ambos, novos caminhos e afinidades que com o tempo terão que se redirecionar também. Essas mesmas pessoas sempre terão essas vivências na lembrança, mas a certeza de que cada dois que se juntam vivem uma história nova, de jeito e resultados inéditos, também é fato. Nada mais a comparar e sofrer. O bom para um pode ser o inferno para outro!

E como por encanto, num belo dia, estamos brindando à vida nova! Tudo passa e isso também passará. O mundo está preparado para receber pessoas que se sentem capazes de fazer a diferença apesar dos sofrimentos e criar um novo rumo para si mesmas. Acredite, a traição não existe, é um acordo cego, surdo, mudo e sofrido. É um passaporte para a vida nova que deve ser de encontros entre indivíduos amadurecidos, plenos e mais iluminados a cada dia.

Texto revisado

Consulte grátis
Mapa Astral   Tarot   Numerologia  
 
Compartilhe
Facebook   E-mail   Whatsapp


Obrigado por votar
Gostou deste Artigo?   Sim   Não   
Avaliação: 1 | Votos: 0 Atualizado em 22/07/2009

Autor: Inês Bastos   
Visite o Site do autor e leia mais artigos..   
Veja também
Conheça o mapa emocional das Vitimas e dos Abusadores Perversos
Falando do todo - O primeiro amor de tudo!
Encontrando a paz no meio do caos
Amar faz bem!
Não espere condições melhores, comece ago
Isto também passará!

© Copyright - Todos os direitos reservados. Proibida a reprodução dos textos aqui contidos sem a prévia autorização dos autores.



Energias para Hoje
terça-feira, 10 de dezembro de 2019

energia
I-Ching: 30 – LI – ADERIR
A energia do fogo indica o caminho certo de suas ações. Mas ao atingir o sucesso não esqueça daqueles que o ajudaram.


energia
Runas: Dagaz
Abra-se! Surpresas agradáveis em todos os campos.


10
Numerologia: Pioneirismo
A criatividade e as idéias novas devem receber atenção especial hoje. É um bom dia para pensar em você, nos seus desejos, metas de vida e em seu sucesso. Comece por seus planos de ação hoje.




Horóscopo

Áries   Touro   Gêmeos   Câncer
 
Leão   Vírgem   Libra   Escorpião
 
Sagitário   Capricórnio   Aquário   Peixes





 
© Copyright 2000 - 2019 Somos Todos UM - O SEU SITE DE AUTOCONHECIMENTO. Todos os direitos reservados. Política de Privacidade - Site Parceiro do UOL Universa


error