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A Vida é Apenas Um Sopro


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Disse Jesus a seus discípulos: “Sede transeuntes!” (Logion 42 – Evangelho de Tomé).

Estive refletindo sobre tantos acontecimentos nefastos que estão ocorrendo em nosso mundo, repletos de desrespeito aos valores morais, espirituais e onde sentimentos negativos como o orgulho, a ambição, a intolerância e a indiferença pelo destino do próximo, sobrepujam valores que são essenciais ao bom convívio e provocam uma crescente degradação nos relacionamentos humanos. Muitos destes acontecimentos negativos, que estamos vivendo ou presenciando atualmente, são resultantes de nosso lado sombrio e ainda tão vazio de amor fraternal, como também preso demasiadamente ao lado material da vida, na visão simplista de que ela é somente esta que estamos vivendo agora, e, que assim, é preciso vivê-la em plenitude procurando satisfazer todos os desejos e ambições que se tenha.

Apesar da proximidade dos festejos natalinos, trazendo em si uma aura de boas vibrações que nos coloca em sintonia com o amor universal, existe como que pairando no ar uma atmosfera de desânimo e descontentamento geral. Muitas pessoas dizem-se cansadas e descrentes de que algo possa mudar para melhor neste mundo ainda tão imperfeito em que vivemos. Mas, o que será que as pessoas desejam que o mundo apresente para que a vida possa ser vivida com mais satisfação e tranquilidade? É claro que muitos vão falar que desejam um mundo mais justo, sem fome, misérias ou guerras. Que haja nele mais compreensão e amor pelo próximo. Este é o desejo de todos nós que estamos fartos de tantas misérias, ambições desenfreadas, indiferença e descaso pelo sofrimento alheio. Mas, se por um lado, ansiamos por justiça e estamos sempre em luta contra as desigualdades existentes no mundo, de outro lado, perdemos tempo demais com as coisas pequenas da vida, com o desnecessário, o supérfluo, com o desimportante. As pessoas preocupam-se demais com o irrelevante, com o passageiro, com aquilo que não levaremos ao partir.

A vida aqui é uma passagem, e segundo gostava de frisar o arquiteto Oscar Niemeyer, é um sopro. E ele estava com toda a razão ao assim se expressar, pois a transitoriedade da vida material é a certeza absoluta que todos nós temos ao aportar a este planeta. Não sabemos o dia de nossa partida e por isso mesmo esta finitude da vida deve sempre nos lembrar que não devemos ficar presos em demasia às coisas de que não necessitaremos ao partir para outro nível dimensional.

Para que então, carregar tanta bagagem inútil em nossa trajetória terrena, se ela vai se transformado aos poucos em fardos pesados demais e no fim ficamos sem forças para prosseguir adiante? A bagagem inútil vai aos poucos consumindo-nos a força, provocando doenças, fazendo-nos ficar sem energias para seguir adiante, deixando-nos estagnados, presos no aqui e agora dos nossos problemas. Enfim, vai ocupando todos os espaços de nossa vida e, além de se transformarem num peso morto que carregamos, a aumentar nossas dificuldades, nada nos acrescenta em termos relevantes de aprendizado. A consequência disso tudo é que acabamos adquirindo doenças e desequilíbrios emocionais que poderiam ser evitados e que nos deixam dependente de remédios e terapias a vida toda.

Carlos Hilsdorf, no livro "Atitudes Vencedoras" nos diz:” Se você insistir em carregar o excesso de bagagem, ela se tornará muito pesada e fará que acabe por abandonar a viagem. Livre-se do excesso de bagagem, traga só o essencial: sua vontade de chegar, a capacidade e a atitude de caminhar humildemente”. Presos nos condicionamentos da vida, nos conflitos e barreiras, na luta cotidiana pela sobrevivência, nos muitos afazeres, fomos nos distanciando da casa verdadeira, na qual, além da abundância, há prosperidade, paz e luz. Nela se encontram todos os recursos capazes de nos fazer felizes e vitoriosos. Jesus, o Cristo, ensinou-nos há dois mil anos onde está a nossa casa, a casa do Pai: “O Reino de Deus está dentro de vós”.

É preciso procurarmos o verdadeiro sentido de nossa vida, e que estejamos mais atentos aos ensinamentos deixados pelo Cristo, para que, tendo-os no coração, possamos compreender melhor qual o nosso papel no mundo. Isso nos levará a priorizar as coisas mais relevantes e que poderão ajudar-nos a aceitar a complexidade e as diferenças de um mundo em constante transformação como o nosso, em que parece existir sempre uma luta do bem contra o mal, e onde o mal sempre parece ser o vencedor. Em nossa vida tão efêmera, tudo um dia morre para que haja renovação. Precisamos nos conscientizar disso todos os dias, para que nos ajustemos à impermanência da vida. O que podemos mudar é a nossa atitude diante dela, fazendo a parte que nos compete, procurando nos adaptar às mudanças e colocando o pensamento sempre adiante dos problemas, entendendo que tudo o que hoje possuímos não tem nenhuma garantia de permanência, já que as mudanças estão sempre presentes na vida de qualquer pessoa. Precisamos é aproveitar ao máximo o que a vida nos dá e seguir adiante com o que temos.

O escritor e palestrante espírita José Lázaro Boberg, em artigo sobre a transitoriedade da vida, assim se expressa: “Os Espíritos nas comunicações mediúnicas a Kardec, na formação de O Livro dos Espíritos (...), alertam-nos, como seres imortais, que o apego excessivo às coisas materiais afasta-nos da paz verdadeira. Nada contra lutar para as conquistas materiais, desde que não sejamos escravos delas. Devemos possuir sem ser possuídos. Quem é possuído, perde o prazer de viver. Não estamos, assim, advogando o desprezo ao mundo objetivo, pois, se aqui estamos estagiando, é justo que conquistemos bens, desde que o façamos honestamente. (...) Quando adquirimos consciência de nossa transitoriedade, amainam-se os desejos de querer sempre mais. Colocamos limites neles. Não extrapolamos a fronteira do necessário, para entesourar o supérfluo. Aprendemos que bens materiais são valores impermanentes e que, naturalmente, se desgastam com o tempo, e podemos, assim, a qualquer momento, deixarmos tudo.”(...) Só podemos levar, na nossa bagagem, o que adquirimos em experiências do Espírito, sejam elas boas ou más”.

Aprendamos a encarar esta vida como um sopro, de tão breve que é, uma fase passageira de nossa infinita caminhada em busca da perfeição, e, como tal, procuremos vivê-la com os pés fixos no presente, tentando fazer o melhor que pudermos, encarando os desafios e despojando-nos de nossa pequenez, das opiniões apaixonadas e que não admitem o revide, de nossas paixões exacerbadas sobre os acontecimentos, de nossa teimosia renitente, de nossa impaciência, do perigoso estresse na resolução dos inúmeros problemas cotidianos e de querermos ser infalíveis a todo o custo. Deixemos mágoas, raivas e manias renitentes para trás, jogando no lixo todo os extras que estão espalhados em nosso caminho e, com certeza, vamos sentir a vida ficar mais leve, mais agradável, assim como uma brisa, um divino sopro a inundar nossos corações.

Pensemos nisso!

Paz e Luz a todos.

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Conteúdo desenvolvido por: Guilhermina Batista Cruz   
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